quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Tenho um nódulo: pode ser câncer?

O câncer é uma doença maligna com incidência crescente em todo o mundo, e com taxas de mortalidade ainda preocupantes, apesar de grandes avanços no tratamento. O medo da população, portanto é justificado, tornando-se nosso dever cada vez mais, informar e com isso buscar o diagnóstico precoce.
Para a população geral a descoberta de um nódulo, “caroço” ou “íngua” pode muitas vezes representar um pesadelo. Os nódulos são lesões que medem até três cm, e quando maiores que três cm devem ser chamados de tumores. Sendo esta uma divisão meramente didática, a palavra tumor não é sinônimo de câncer. Estas lesões apresentam algumas características clínicas que podem ajudar a classificá-las como benignas ou malignas. As principais lesões benignas são compostas por doenças inflamatórias como infecção de vias aéreas superiores, furúnculos, erisipelas em membros inferiores, que podem levar ao aparecimento de linfonodos aumentados ou “ínguas” na região inguinal, infecção em áreas de pêlo como hidrossadenite (infecção nas axilas), ou foliculites de maneira geral. Estes são facilmente diferenciados de lesões malignas devido à presença de dor e outros sinais inflamatórios como edema, calor, hiperemia nas áreas próximas ao nódulo (ou tumor na dependência do tamanho da lesão) e algumas vezes pela existência de febre. Nestes casos o diagnóstico de câncer está descartado.
Algumas lesões benignas podem ser mais difíceis de diferenciar do câncer, como por exemplo, a Doença da Arranhadura do Gato ou DAG, que é uma das causas mais comuns de linfadenomegalia em crianças e uma causa relativamente comum em adultos e adolescentes. Esta doença se caracteriza pelo surgimento de uma espécie de bolha mais resistente no local de uma mordida ou arranhadura do gato, cerca de três semanas depois do acidente. Esta lesão logo desaparece e depois de mais alguns dias surgem os linfonodos aumentados no trajeto de drenagem linfática daquela área. Estes gânglios aumentados podem levar meses para desaparecer, mas isto acontecerá espontaneamente, não havendo perigo para o indivíduo sadio. A preocupação com esta doença existe apenas para os pacientes portadores de deficiência imunológica, como por exemplo, os portadores do HIV.
Muitas vezes, porém, a permanência desses gânglios levará á realização de biópsia, que é a retirada cirúrgica do linfonodo para estudo e diagnóstico de certeza, pois o nódulo não apresenta sinais inflamatórios, dificultando o diagnóstico clínico de doença benigna.
E finalmente, os nódulos ou tumores com alto índice de suspeição para neoplasia maligna ou câncer são aqueles indolores, aderidos a planos mais profundos que a pele como músculos e tecido subcutâneo, muitas vezes com crescimento perceptível pelo paciente. Algumas das neoplasias que cursam comumente com o aparecimento de nódulos palpáveis são os linfomas, o câncer da região da cabeça e do pescoço e o câncer de mama. O linfoma é o câncer do sistema linfático, e neste caso poderão estar associados ao nódulo sintomas como perda de peso, sudorese profusa, desânimo, palidez cutânea entre outros. Outra condição comumente associada ao linfoma é a existência de dois ou mais nódulos e algumas vezes em locais diferentes como, por exemplo, axila e virilha. Nestes casos a suspeita clínica de câncer se torna mais evidente. Nos casos mais iniciais em que poderá haver apenas um nódulo o desafio é grande, e a recomendação é de se indicar biópsia para nódulos persistentes. O câncer de cabeça e pescoço ocorre principalmente, mas não exclusivamente, em tabagistas. Poderá haver o surgimento de um nódulo no pescoço concomitantemente a alguma alteração na boca como uma ferida ou somente dificuldade para engolir os alimentos. Esta é uma situação de alerta, devendo o paciente procurar imediatamente ao serviço de saúde. Quanto ao câncer de mama, o mais comum é a observação pela paciente de uma lesão mamária, que normalmente é indolor. Neste caso também o pronto estabelecimento de propedêutica através da realização de exames como mamografia e ultra-som, e também o exame clínico realizado pelo mastologista são de fundamental importância. Após esta avaliação inicial irá se definir sobre a necessidade de realização de biópsia.
Portanto, nem todo “caroço” é câncer, mas infelizmente não há parâmetros clínicos completamente seguros para se afastar tal hipótese, e devemos estar atentos ao nosso corpo, valorizando e conhecendo cada detalhe para sermos capazes de detectar alterações em fases iniciais e assim termos a oportunidade de receber um diagnóstico precoce, o que no caso do câncer fará toda a diferença.

* Dra. Heloisa Resende é Oncologista

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Opinião: Corrupção na doação de Órgãos

É muito estranho saber que a palavra “CORRUPÇÃO”, ultimamente, tem sido associada a DOAÇÃO DE ORGÃOS, pois estamos acostumados a vê-la associada a atitudes sem nenhum vínculo afetivo.
Agora, vê-la associada a um GESTO ou ATITUDE de solidariedade e amor ao próximo é o fim dos tempos.
Mas enfim, vivemos num mundo moderno de constantes transformações. Vivemos numa busca constante de soluções e melhorias, porém há situações em que apenas com um gesto ou uma atitude, podemos mudar o rumo de uma outra vida.
Uma destas Atitudes é a DOAÇÃO DE ÓRGÃOS, onde encontramos uma fila considerável de pessoas que aguardam pelo simples gesto de amor e solidariedade.
Doar é sem dúvida o maior ato de amor ao próximo, onde entregamos uma parte de nossos entes queridos e até de nós mesmo, para proporcionar uma vida normal a um desconhecido.
O número de doações tem aumentado nos últimos anos, mas ainda está muito fora de nossas necessidades. No Brasil, temos poucos doadores, o que causa mais esperas e sofrimentos para as pessoas que esperam o dia de serem transplantados.
Diante da necessidade de aumentar o número de doações é fundamental identificar as motivações e percepções das pessoas a respeito das doações. Sabemos que hoje as pessoas têm medo de serem doadoras por diversos motivos: a desinformação da população, a corrupção e tráfico de Órgãos, a religião, além dos valores morais e pessoais.
A informação escassa vai ao encontro de crendices, facilitando as opiniões contrárias às doações.
Além disso, muitas vezes a publicação de matérias na mídia sobre o tráfico e venda de órgãos, confunde a população, sem comprovação da ocorrência, deixando dúvidas sobre o verdadeiro destino do órgão captado, lançando até mesmo suspeitas sobre o diagnóstico de morte cerebral, fazendo com que a credibilidades da comunidade médica seja posta em XEQUE, fator que fica em evidência quando o assunto é corrupção e Tráfico de órgão.
Culturalmente, estamos acostumados a “dar um jeitinho” para solucionarmos nossos problemas, e por causa disto vivemos em constantes escândalos envolvendo corrupção para venda e tráfico de órgãos.
Nota-se que a DOAÇÃO DE ÓRGÃOS não está culturalmente inserida em nossas vidas, pois vivemos com valores fortalecidos pelas crenças, pela corrupção e pelos próprios valores pessoais e que fortalece o medo da DOAÇÃO.
Portanto, é necessário que as autoridades façam algo para resgatar a credibilidade, ocasionada pela falta de informações, propondo soluções para o problema que nos aflige, atuando com ética para que os nossos interesses sejam atendidos, diminuindo assim o sofrimento de diversas pessoas que aguardam na fila de espera.

Márcia Amorim é Gerente Administrativa

Retinopatia da Prematuridade

A retinopatia da prematuridade (RP), foi descrita pala primeira vez por Terry em 1942. É uma doença vasoproliferativa, de etiologia multifatorial, que acomete a retina de recém – nascidos (RN) prematuros que pode levar a perda da visão, devido a um descolamento de retina. Além do peso ao nascimento, e da idade gestacional, também são possíveis fatores de associados a presença de retinopatia da prematuridade, os níveis de oxigênio, vitamina E, ferro, luminosidade excessiva e presença de hemorragia intra ventricular.
A parti dos anos 80, devido o avanço da tecnologia aplicada a medicina e à melhor assistência neonatal , a sobrevida de prematuros de baixo peso aumentou em 4 vezes ou mais. A sobrevida de RN com peso de nascimento menor que 1.000g passou de 8 para 33% e daqueles que apresentam 1.000-1.500g de peso de nascimento ocorreu o aumento da sobrevida em 81%.Isto refletiu-se numa maior freqüência de RP.
Um terço das crianças com peso menor que 1.500g ao nascimento podem apresentar RP. Das crianças pesando menos de 1.251g ao nascer 65,8% podem desenvolver RP, enquanto 81,6 % das com menos de 1.000g podem ser acometidas. Dos recém-nascidos com peso entre 1001-1.500 2,2% desenvolverão alterações cicatriciais como complicação de RP e 0,5% ficarão cegos.
Os estudos na doença mostram que o oxigênio e a imaturidade retiniana são os 2 fatores de maior risco para RP. Embora o oxigênio tenha sido tradicionalmente apontado com fator etiológico da RP, estudos mais recentes tendem a demonstrar a etiologia multifatorial da qual o oxigênio faz parte .A imaturidade da retina é avaliada pela idade gestacional e peso ao nascer. A prevalência da RP, é inversalmente proporcional em relação a esses fatores. Assim, crianças com peso de nascimento inferior a 1.000g, apresentam risco 15 vezes maior de desenvolver RP quando comparadas com RNs de maior peso. Crianças com idade gestacional abaixo de 30 semanas, apresentam risco 6 vezes maior de desenvolverem RP do que de maior idade gestacional.
Para diagnósico e conseqüente prevenção da doença, é seguido o protocolo americano do “CRYO-ROP STUDY GROUP”, que preconiza o primeiro exame de mapeamento de retina com 4 semanas de vida, mesmo com recém-nascido ainda na UTI neonatal. Caso evolua favoravelmente, deverá ser reexaminado a cada 2 semanas , caso contrário, semanalmente, até a vascularização de toda retina.
Evoluindo desfavoravelmente com risco de descolamento de retina, deverá ser encaminhado para cirurgião de retina e vítreo que realizará o tratamento preconizado para evitar a perda da visão do prematuro. O tratamento indicado nos casos em que a retina encontra-se ainda aplicada, é com crioterpia, que consiste em um congelamento da retina doente ou fotocoagulação com laser de diodo que tem o mesmo objetivo de tratar a retina e evitar que ela evolua para um descolamento de retina. Em casos que a retina já apresenta-se descolada, é necessário uma cirurgia vítreo retiniana com resultados muito reservados.
No Brasil, recomenda-se o exame de prematuros com menos de 32 semanas de vida, ou peso inferior a 1.800g.
O desenvolvimento de equipamentos modernos em UTIs neonatais no Brasil, tem proporcionado a sobrevida de bebês com idades gestacionais cada vez menores e peso de nascimento cada vez mais baixos. A falha no encaminhamento precoce pelos pediatras, e a falta de preparo de muitos oftalmologistas para fazer o diagnóstico correto e indicar o tratamento apropriado, são provavelmente os fatores responsáveis pela enorme quantidade de bebês cegos anualmente no Brasil por retinopatia da prematuridade. A RP é a segunda maior causa de cegueira infantil do País, perdendo apenas para o glaucoma congênito.

* Dr. Adriano Martins é Oftalmologista

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Conheça todos os tipos de "Adoçantes"

Os adoçantes são produtos utilizados para adoçar, de uma maneira até mesmo maior que o açúcar branco. São recomendados para pacientes com restrição a glicose, como os diabéticos e também para pessoas com restrição de calorias.
São conhecidos alguns tios de adoçantes como os calóricos e os não calóricos.

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Não calóricos

Sacarina, Ciclamato, Aspartame, Acesulfame, Stévia.
Estes foram descobertos a alguns anos. Têm poderes bem fortes de adoçar, alguns até 200 vezes mais do que o açúcar branco. Muitas pesquisas são feitas desses adoçantes, por alguns estarem associados a doenças como o câncer, porém nada ainda foi comprovado cientificamente. Esses adoçantes não causam cáries. O sabor característico é um leve amargor residual com exceção do aspartame. O mais indicado para preparações ao fogo é e acesulfame.

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Adoçantes Calóricos

Frutose, Xylitol, Sorbitol e Manitol, SucraloseA frutose um adoçante natural e encontrado nas frutas e no mel, causa cáries, contém calorias que podem prejudicar a dieta se não consumida conforme orientação nutricional.
Xylitol, Sorbitol e Manitol, são utilizados em fábricas de balas e gomas de mascar porém não causam cáries. Também utilizados em fabricação de produtos dietéticos.
Os adoçantes também possuem calorias o que torna um indivíduo equivocado quando se trata de dieta para emagrecimento. O uso sem orientação do adoçante torna-o calórico dependendo da dosagem utilizada. O que muitas pessoas não sabem é que podemos sim usar o açúcar mascavo, o mel e até mesmo o açúcar cristal, em dosagem de 1 colher de café para 5 gotas de um adoçante .
Alguns pacientes devem ficar atentos as quantidades de sódio presentes nos adoçantes, como é o caso dos hipertensos e pacientes renais. Mas, e as crianças? Não é indicado o uso dos adoçantes. As crianças que estão precisando restringir as calorias devem procurar um profissional para que faça uma dieta balanceada mesmo com o uso do açúcar.

* Renata Braga é Nutricionista

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Tire suas dúvidas sobre Curativos

Curativo é o tratamento dado a uma ferida/lesão que visa a proteção contra a ação de agentes a fim de prevenir uma contaminação,tendo como objetivo reduzir, prevenir e/ou minimizar os riscos de complicações decorrentes.
O curativo tem por finalidade de tratamento a facilitação da cicatrização além do alívio da dor pela remoção de secreções e por facilitar drenagem.

Como cuidar de uma Lesão/Ferida?

Antes da seleção e aplicação de um curativo, é necessária uma avaliação completa da ferida, do seu grau de contaminação, da maneira como esta ferida foi produzida, dos fatores locais e sistêmicos e da presença de exsudato( presença de processo inflamatório), como forma de agilizar o processo de cicatrização e proteger a ferida.
O 1º Passo do curativo é a Limpeza, que tem por objetivo a remoção de sujidades, e excesso de secreções, além de reduzir o número de microorganismos evitando processo infeccioso.
As feridas devem ser limpas do mais contaminado para o menos contaminado, para evitar contaminação da área da ferida que já está em processo de cicatrização.

Produtos Padronizados mais utilizados para Curativos

Produto e Indicação

• Soro fisiológico 0,9% - Limpeza da ferida, mantém a umidade.
• Álcool a 70% - Promover anti-sepsia da ferida, remover a flora bacteriana local, diminuindo assim o aumento do número de bactérias.
• Dersani - Protege, hidrata o leito da ferida, restaura a pele na formação de tecido de granulação(novo tecido, processo de cicatrização).
• Colagenase - Promove a retirada do tecido necrótico superficial por ação enzimática sem afetar o colágeno de tecido sadio ou de granulação(novo tecido, processo de cicatrização).
• Carvão Ativado - Tem ação de absorção. Bactericida e desodorizante.

Classificação dos Curativos
Seco

Confeccionado apenas para a isolar a lesão. Ex: ferida operatória;

Úmido

Caracteriza-se pelo uso de medicamentos para o tratamento da lesão. Ex: feridas profundas ulcerosas.

Classificação das Lesões

De acordo com a presença ou não de microorganismos, podem ser:

a) Ferida asséptica: Efetuada por meio de métodos assépticos por ex. ferida operatória;
b) Ferida séptica: São as lesões contaminadas ocasionadas por acidentes, Ex. ferimento ocasionado por um prego, vidro, latas, etc.

De acordo com a presença ou não de rutura da superfície da pele ou mucosa, podem ser:
a) Lesão Fechada: São ferimentos produzidos por uma ação brusca. Ex. traumatismo;
b) Ferida Aberta: Há rutura da pele ou mucosa, deixando os demais tecidos em contato com o meio externo. Ex: escoriações com rutura da pele, úlceras por pressão, úlceras varicosa, esfolados ocasionados por quedas etc.

De acordo com a maneira que ocorrem:
a) Feridas Incisas: provocadas por instrumento cortante, apresentando os bordos lisos e os tecidos circunvizinhos intactos. Ex: ferida operatória;
b) Ferida Contusas: Ocasionada por quedas e pancadas, os tecidos circunvizinhos ficam traumatizados, havendo com o ferimento pequena hemorragia, dificultando a cicatrização;
c) Ferida Perfurante: Ocasionada por instrumentos pontiagudos, e profunda, podendo atingir órgãos, apresentam hemorragia difícil de ser controlada;
d) Feridas Laceradas: São os esmagamentos ocasionados pelos acidentes com maquinas, onde os tecidos são rasgados, apresentam pouco sangramento, pois os vasos sanguíneos ao serem cortados são torcidos;
e) Feridas Tóxicas: Resultante de picada ou mordida por animal ou inseto. Ex: picada pela abelha, etc.

Tipos de Curativos

O Tipo de curativo a ser realizado varia de acordo com a natureza, a localização e o tamanho da ferida. Em alguns casos é necessária uma compressão, em outros lavagem exaustiva com solução fisiológica e outros exigem imobilização com ataduras.
Curativo semi-oclusivo: Este tipo de curativo é absorvente ,e comumente utilizado em feridas cirúrgicas, drenos, feridas exsudativas (presença de processo inflamatório), absorvendo o exsudato e isolando-o da pele adjacente saudável.
Curativo oclusivo: Não permite a entrada de ar ou fluídos, atua como barreira mecânica, impede a perda de fluídos, promove isolamento térmico, veda a ferida.
Curativo compressivo: Utilizado para reduzir o fluxo sanguíneo, promover a Estase (diminuição do fluxo sanguíneo) e ajudar na aproximação das extremidades da lesão.
Curativos abertos: São realizados em ferimentos que não há necessidade de serem ocluídos. Feridas cirúrgicas limpas após 24 horas, cortes pequenos, suturas, escoriações, etc são exemplos deste tipo de curativo.

* Camila Fernanda é Enfermeira



Dores do bebê... Como evitá-las?

Choro do bebê é sempre angustiante. Nada melhor do que procurar manter uma boa interação com o seu filho, de modo a perceber o que ele está querendo dizer, pois chorar é o meio encontrado para se expressar, de dizer que está com fome, sono, irritado, com dor ou, simplesmente uma reação ao excesso de estímulos recebidos no decorrer do dia.
Recomenda-se, paciência e tranqüilidade para identificar o motivo e não agravar mais ainda com estresse desnecessário. Comece avaliando cada possibilidade.

Fome

Como o bebê mama com maior freqüência nas primeiras semanas de vida, a mãe pode ficar insegura achando que o seu leite é fraco, o que não é verdade. São várias situações, como posição inadequada do bebê ao mamar ao seio materno, pega errada, abocanhando só o bico do peito sem envolver a auréola, daí não esvaziando os canais de leite, satisfatoriamente, e, até mesmo, exacerbação do reflexo primitivo do bebê, chamado reflexo da procura, onde sempre que se esbarra nos cantos dos lábios, ele volta a cabeça como se estivesse procurando mamar.

Sono

Muitas vezes, o bebê quer dormir, não consegue e se irrita.
Será que o ambiente está calmo, sem ruídos em excesso? Ou, ao contrário, agora está calmo, mas ele foi muito estimulado no decorrer do dia, muita visita, muito colo, muitas brincadeiras etc. TV, rádio, aparelho de som, telefone e gente falando alto podem deixá-lo irrequieto, e, mais tarde, dificultar o sono


Calor / Frio

Tanto o excesso de agasalhos quanto a falta deles, podem levar ao desconforto térmico, gerando irritabilidade e choro.
Alguns pais tendem a colocar muita roupa nos bebês, o que pode provocar febre, sonolência, moleza e, até mesmo, desidratação.

Limpeza

Quem gosta de ficar sujo ou molhado? O bebê certamente, não. Pode ficar irrequieto, choroso. Além do mais, a continuidade do atrito das fraldas em áreas úmidas da pele sensível do bebê, em contato com resíduos de amônia, das fezes e urina, pode levar a assaduras, dolorosas e irritantes. Assim, manter a higiene a cada troca, lavando bem o local antes da aplicação da pomada usual, preventiva.

Cólica

Uma das primeiras manifestações de dor no recém-nascido é a tão temida cólica. Algumas medidas simples são importantes para evita-las:

•  Ofereça ao bebê somente leite materno até os seis meses de idade, sem oferecer água, chás ou quaisquer outros alimentos;
•  A partir do seis meses, introduzir, de forma lenta e gradual, outros alimentos, mantendo o leite materno até os dois anos de idade ou mais, conforme a orientação pediátrica.
•  Oferecer as mamadas sem rigidez de horário, amamentando o bebê sempre que ele der sinais de fome, evitando que ele chore e fique agitado pela demora em receber o alimento.
•  Amamentar é um momento mágico, em que o ideal é que haja total interação entre a mãe e o bebê, procurando manter o ambiente calmo, sem barulhos e distrações desnecessárias. Evite, também, brincadeiras excitantes com o bebê antes e logo após as mamadas.
•  Cerca de meia hora após a mamada, coloque o bebê em posição ereta, de pé no seu colo, olhando por cima dos seus ombros, mantendo suas costas apoiadas com a mão e batendo levemente nas costas para que ele arrote, eliminando o ar deglutido durante a mamada, que pode distender o abdômen e provocar cólica.
•  Se a criança parece estar satisfeita, não insista para que continue a mamar contrariando a sua vontade.
•  Mamar deitado, nem pensar!
•  Procure coloca-lo para dormir com o tronco levemente inclinado, deitado para o lado esquerdo, propiciando melhor esvaziamento gástrico. Não coloca-lo nem de bruços, nem de barriga para cima.
• Procure facilitar a eliminação de gases e/ou fezes para aliviar a cólica. No entanto, ao fazer exercícios colocando o bebê deitando de costas e flexionando suavemente suas pernas, deve-se tomar cuidado para não comprimir demais as pernas sobre o adomen, porque nessa situação ao apertar a barriga, estaríamos comprimindo o estômago, e, daí, regurgitações, vômitos, irritabilidade; ou seja, manifestações de refluxo gastro-esofágico, que exacerbariam as crises de dor.
• Se o bebê estiver com uma crise de cólica (chorando muito de forma inconsolável, encolhendo e estimulando as pernas), coloque-o no seu colo deitado de barriga para baixo - "barriga com barriga". Caso, não melhores, coloque uma fralda um pouco aquecida ou uma bolsa de água morna sob a barriga.
•  A cólica raramente persiste depois dos 3-4 meses de idade. Quando o bebê dormir, procure descansar também. Peça que outras pessoas a ajudem a cuidar do bebê se estiver muito cansada.
• Se, a despeito das medidas acima, seu bebê persistir chorando muito, procure seu pediatra para que ele o examine e o oriente.
• Se o bebê estiver recebendo mamadeira (prefira sempre o copinho), certifique-se que o buraco do bico da mamadeira não esteja muito grande, caso contrário ele mamará muito rápido e engolirá ar em excesso.

Uma outra situação que também tira o sono da criança e dos pais é a dor de ouvido (otalgia).

•  Existe um pequeno canal que comunica o nariz e o ouvido, chamado tuba auditiva; assim, se o bebê permanece muito tempo com obstrução nasal, a aeração deste canal será prejudicada, gerando pressão e infecção nos ouvidos.
• As medidas anti-refluxo gastresofagiano, como as citadas anteriormente (leite materno exclusivo, não amamentar deitado, manter cabeceira elevada, posição lateral ao dormir) são eficazes na prevenção da otalgia.
• Também, nesse caso, o aleitamento exclusivo nos primeiros meses de vida, é fator preponderante para evitar tal sofrimento.

Receitas caseiras

• Esquente um pano com ferro morno e coloque-o na barriga da criança.
• Flexões das coxas sobre o abdome ajudam na eliminação de gases.
• Dê um banho.
• Faça uma massagem suave na barriga.
• Coloque uma música calma.
• Converse com ele. A voz da mãe tranqüiliza a criança.
• Ponha-o no colo e embale-o.
• Coloque-o em contato com a pele - a respiração e o cheiro da mãe o ajudam a se lembrar do útero e a se acalmar.

* Dra. Efigênia Vanda de Jesus é Pediatra

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Faxina no organismo

O organismo precisa de repouso e alimentação adequada para recuperar a agressão das festas de fim de ano. A dica é ingerir alimentos leves no café da manhã ou lanche, como queijo branco, pão integral, café, leite ou iogurte desnatado, que pode vir acompanhado de granola e frutas, a ingestão de líquidos durante todo o dia deve ser a preocupação para quem quiser mesmo fazer a desintoxicação.
A chegada do Natal e do Ano-Novo é apenas o começo de uma sequência de abundâncias gastronômicas. Nas férias, os veranistas aproveitam o clima relaxado e descontraído e acabam descuidando da alimentação. Sorvetes, doces, frituras e guloseimas à beira-mar passam a fazer parte do cardápio de muitas pessoas. Para uma boa desintoxicação, a indicação é a água de coco e sucos de frutas.
Outra boa dica é que se evite a carne vermelha nos dias seguintes às ceias. Chás como camomila e erva doce também são auxiliadores. Para quem exagerou na bebida:
– Se hidratar e consumir alimentos fontes de magnésio, como por exemplo, um suco verde elaborado com couve e água de coco. O gengibre também é um bom auxiliador. Para se sentir melhor no dia seguinte, usar frutas para repor micronutrientes.
Em primeiro lugar, uma boa hidratação é fundamental – a água é um grande auxiliador tanto para hidratação quanto para desintoxicação, mesmo fazendo uso de refrigerante ela é insubstituível. Frutas e hortaliças também são alimentos importantes. Carnes preferir as brancas que tem melhor digestibilidade. Cereais em menor quantidade, e preferir os integrais.
Outra dica de suco para ajudar na desintoxicação é de melancia, ou melão batido com semente, suco de couve com laranja. E muita fruta e hortaliça.
A caipirinha é "obrigatória”, a caipirinha é calórica, pois junto a ela vem uma boa dose de açúcar. Normalmente as pessoas caminham mais quando estão na praia e isto é um fator que auxilia a gastar o que veio a mais de calorias com a caipirinha. Outra dica é reduzir algum alimento para compensar as calorias. Um copo de caipirinha corresponde a um pequeno sanduíche.
A verdade é que tudo são dicas para ajudar, mas o organismo por si só já vai se adaptando a esses excessos. Curta as festas, aproveite das receitas e comece 2011 com muita saúde.

* Renata M. David Braga é Nutricionista