Mostrando postagens com marcador bebê. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador bebê. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Dores do bebê, como evitá-las?

O choro do bebê é sempre angustiante. Nada melhor do que procurar manter uma boa interação com o seu filho, de modo a perceber o que ele está querendo dizer, pois chorar é o meio encontrado para se expressar, de dizer que esta com fome, sono, irritado, com dor ou, simplesmente uma reação ao excesso de estímulos recebidos no decorrer do dia.
Recomenda-se, paciência e tranquilidade para identificar o motivo e não agravar mais ainda com estresse desnecessário. Comece avaliando cada possibilidade.

Fome
Como o bebê mama com maior frequência nas primeiras semanas de vida, a mãe pode ficar insegura achando que o seu leite e fraco, o que não é verdade. São várias situações, como posição inadequada do bebê ao mamar ao seio materno, pega errada, abocanhando so o bico do peito sem envolver a auréola, daí não esvaziando os canais de leite, satisfatoriamente, e, até mesmo, exacerbação do reflexo primitivo do bebê, chamado reflexo da procura, onde sempre que se esbarra nos cantos dos lábios, ele volta a cabeça como se estivesse procurando mamar.

Sono
Muitas vezes, o bebê quer dormir, nao consegue e se irrita. Será que o ambiente está calmo, sem ruídos em excesso? Ou, ao contrário, agora está calmo, mas ele foi muito estimulado no decorrer do dia, muita visita, muito colo, muitas brincadeiras etc. TV, radio, aparelho de som, telefone e gente falando alto podem deixa-lo irrequieto, e, mais tarde, dificultar o sono.

Calor / Frio
Tanto o excesso de agasalhos quanto a falta deles, podem levar ao desconforto termico, gerando irritabilidade e choro.
Alguns pais tendem a colocar muita roupa nos bebes, o que pode provocar febre, sonolencia, moleza e, ate mesmo, desidratacao.

Limpeza
Quem gosta de ficar sujo ou molhado? O bebê certamente, não. Pode ficar irrequieto, choroso. Alem do mais, a continuidade do atrito das fraldas em areas umidas da pele sensivel do bebe, em contato com residuos de amonia, das fezes e urina, pode levar a assaduras, dolorosas e irritantes. Assim, manter a higiene a cada troca, lavando bem o local antes da aplicacao da pomada usual, preventiva.

Cólica
Uma das primeiras manifestacoes de dor no recem-nascido e a tao temida colica . Algumas medidas simples sao importantes para evita-las:

• Ofereça ao bebê somente leite materno até os seis meses de idade, sem oferecer água, chás ou quaisquer outros alimentos;
• A partir do seis meses, introduzir, de forma lenta e gradual, outros alimentos, mantendo o leite materno até os dois anos de idade ou mais, conforme a orientação pediátrica.
• Oferecer as mamadas sem rigidez de horário, amamentando o bebê sempre que ele der sinais de fome, evitando que ele chore e fique agitado pela demora em receber o alimento.
• Amamentar e um momento mágico, em que o ideal e que haja total interação entre a mãe e o bebê, procurando manter o ambiente calmo, sem barulhos e distrações desnecessárias. Evite, também, brincadeiras excitantes com o bebê, antes e logo após as mamadas.
• Cerca de meia hora após a mamada, coloque o bebê em posição ereta, de pé no seu colo, olhando por cima dos seus ombros, mantendo suas costas apoiadas com a mão e batendo levemente nas costas para que ele arrote, eliminando o ar deglutido durante a mamada, que pode distender o abdomen e provocar cólica.
• Se a criança parece estar satisfeita, não insista para que continue a mamar contrariando sua vontade.
• Mamar deitado, nem pensar!
• Procure colocá-lo para dormir com o tronco levemente inclinado, deitado para o lado esquerdo, propiciando melhor esvaziamento gástrico. Não colocá-lo nem de bruços, nem de barriga para cima.
• Procure facilitar a eliminação de gases e/ou fezes para aliviar a cólica. No entanto, ao fazer exercícios colocando o bebê deitando de costas e flexionando suavemente suas pernas, deve-se tomar cuidado para não comprimir demais as pernas sobre o adomen, porque nessa situação ao apertar a barriga, estariamos comprimindo o estômago, e desta forma, regurgitações, vômitos, irritabilidade; ou seja, manifestações de refluxo gastro-esofágico, que exacerbariam as crises de dor.
• Se o bebê estiver com uma crise de cólica (chorando muito de forma inconsolável, encolhendo e estimulando as pernas), coloque-o no seu colo deitado de barriga para baixo - "barriga com barriga". Caso, não melhores, coloque uma fralda um pouco aquecida ou uma bolsa de água morna sob a barriga.
• A cólica raramente persiste depois dos 3-4 meses de idade. Quando o bebê dormir, procure descansar também. Peça que outras pessoas a ajudem a cuidar do bebê se estiver muito cansada.
• Se, a despeito das medidas acima, seu bebê persistir chorando muito, procure seu pediatra para que ele o examine e o oriente.
• Se o bebê estiver recebendo mamadeira (prefira sempre o copinho), certifique-se que o buraco do bico da mamadeira não esteja muito grande, caso contrário ele mamará muito rápido e engolirá ar em excesso.

Uma outra situação que tambem tira o sono da criança e dos pais e a dor de ouvido (otalgia).
• Existe um pequeno canal que comunica o nariz e o ouvido, chamado tuba auditiva; assim, se o bebê permanece muito tempo com obstrucao nasal, a aeracao deste canal sera prejudicada, gerando pressao e infecção nos ouvidos.
• As medidas anti-refluxo gastresofagiano, como as citadas anteriormente (leite materno exclusivo, não amamentar deitado, manter cabeceira elevada, posição lateral ao dormir) são eficazes na prevenção da otalgia.
• Também, nesse caso, o aleitamento exclusivo nos primeiros meses de vida, e fator preponderante para evitar tal sofrimento.

Receitas caseiras
• Esquente um pano com ferro morno e coloque-o na barriga da crianca.
• Flexões das coxas sobre o abdome ajudam na eliminação de gases.
• Dê um banho.
• Faça uma massagem suave na barriga.
• Coloque uma música calma.
• Converse com ele. A voz da mãe tranquiliza a criança.
• Ponha-o no colo e embale-o.
• Coloque-o em contato com a pele - a respiração e o cheiro da mãe, o ajudam a se lembrar do útero e a se acalmar.

* Dra. Efigenia Vanda de Jesus é Pediatra

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Ácido fólico: proteção para o bebê na gestação!

O ácido fólico, também conhecido como vitamina B9, é uma vitamina pertencente ao um grupo chamado complexo B, é necessário para a formação das proteínas, que são substâncias importantes na formação das diversas estruturas do nosso corpo, e da hemoglobina, molécula responsável pelo transporte de oxigênio pelo sangue. Normalmente é encontrado em verduras de folha verde, legumes, frutos secos e em vísceras de animais. Ele se perde nos alimentos conservados em temperatura ambiente e durante o processo de cozimento dos alimentos.
Pela sua importância na formação de células do sangue, a carência nutricional do acido fólico está relacionada com alguns tipos específicos de anemia, cuja suplementação de ferro, sobe a forma de sulfato ferroso, não supre o efeito desejado. No Brasil, há uma lei que determina que a farinha de trigo seja enriquecida com ferro e ácido fólico, baseada em uma estratégia do Ministério da Saúde para diminuir a ocorrência de anemia principalmente em crianças.

A suplementação vitamínica com o ácido fólico constitui-se em uma das possibilidades de prevenção de malformações fetais graves, principalmente dos defeitos de fechamento do tubo neural, que é a uma estrutura do embrião que origina o cérebro e a medula espinhal. Os defeitos variam de pequenas alterações na parte final da coluna, como os casos das chamadas espinhas bífedas, a casos mais graves chamados de meningocele e meningomielocele, que são alterações importantes de falhas nas camadas que protegem o sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal), necessitam de cirurgia para correção e muitas vezes deixam sequelas motoras e neurológicas nas crianças acometidas. Os casos no Brasil de malformações fetais relacionadas com os defeitos de fechamento do tubo neural gira em torno de dois casos para cada mil bebês nascidos vivos. A chance de um novo caso em uma família é rara, ocorre menos do que 3% das vezes. São consideradas pacientes de risco as usuárias de drogas que diminuem a absorção do ácido fólico, como as medicações para epilepsia, as diabéticas que usam insulina e a gestações gemelares.

A forma mais eficaz de prevenir as malformações fetais relacionadas com as alterações no fechamento do tubo neural é a administração de ácido fólico ao menos três meses antes da gestação. Sabendo que mais de cinquenta por cento das gestações em nosso país não são planejadas, esta estratégia de prevenção, na maioria das vezes, não se realiza de forma adequada. A administração do ácido fólico, comumente, somente se inicia na primeira consulta de pré-natal, podendo já ter passado cinco semanas ou mais. A conscientização da população para a importância da consulta antes de engravidar, ou simplesmente de comunicar a seu médico que interrompeu o uso de algum método anticoncepcional, é fundamental para uma prevenção eficaz das complicações fetais, principalmente as más formações. As primeiras doze semanas de gestação, chamado de período embrionário, são fundamentais para o desenvolvimento fetal. Nesta fase ocorre praticamente toda a formação do bebê, nas semanas seguintes ocorre o crescimento das estruturas previamente desenvolvidas. A dose de ácido fólico aconselhada é de 0,4 a 0,8mg/dia. Em casos de antecedentes de tais alterações a dose é de 4,0 mg/dia. Toda mulher que pretende engravidar, independentemente da alimentação, deve iniciar o uso de um comprimido diário de ácido fólico e deverá continuar por, no mínimo, até a décima segunda semana de gravidez.


* Dr. Felipe Canavez é Ginecologista e Obstetra

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Engatinhar: uma conquista do bebê


Durante o 1° ano de vida, passo-a-passo a criança vai adquirindo a capacidade de se erguer, até assumir a postura de pé. A aquisição das posturas ocorre em uma certa sequência, porque cada novo movimento utilizado será base para desencadear outra conquista e assim por diante.
O engatinhar é uma fase muito esperada pela família. Apesar de alguns dizerem: “meu filho não engatinhou, saiu logo andando”... sempre fica uma preocupação, pois sabe-se que é comum que a criança engatinhe antes de andar.


E afinal, faz diferença?


Para responder a isso é necessário saber de onde vem o engatinhar.

Tudo começa pelo controle da cabeça: de 0 a 3m de idade, quando colocado de bruços o bebê vai evoluindo gradativamente sua capacidade de levantar a cabeça e observar o ambiente. Quando a cabeça atinge certo grau de elevação faz com que os braços se soltem e passem a se apoiar à frente. (fig 1 )


Isso ajuda a manter o tronco em extensão e o peito fora do apoio (3° mês).(Fig 2)



A criança vai usando esta posição até que mais adiante ela estica mais as costas, levanta mais o tórax do apoio e coloca o peso nas mãos (5° e 6° mês). Nesta época, para manter-se nesta posição exercita a contração das nádegas.(fig 3)



Finalmente, é vez do abdome fazer força, é levantar-se do chão... é uma conquista! O bebê consegue então se apoiar nos joelhos e nas mãos. (7°/9° mês).
Para isso já o tronco, o abdome e o quadril exercitados anteriormente, e por isso consegue manter a posição de gatas.
E daí começa a deslocar o peso para os lados. Interessa-se por alcançar algum brinquedo e desloca o braço para frente pela 1ª vez, e como “ajuste do equilíbrio” uma das pernas vem à frente também.
Em outro momento ele desloca o quadril e o braço se adapta à posição indo para frente. Essa resposta de uma região em relação a movimentação de outra, pode acontecer a principio do mesmo lado do corpo (braço esquerdo, perna esquerda).
Mais tarde a coordenação vem de forma “cruzada” (braço esquerdo, perna direita) .Enquanto isso o tronco e o quadril vão fazendo o jogo de cintura.
Tudo isso a gente usa para andar, não é? Movimentos opostos de braços, pernas, 1tronco e quadril e sustentação do abdome.
Então não há como negar que estes movimentos não treinados de gatas e depois serem usados de pé.
A mesma importância tem o arrastar de barriga no chão, como uma lagartixa. Um movimento que exige muita força e coordenação. Algumas crianças experimentam esta forma de locomoção antes de engatinhar.
E assim os movimentos que surgiram “por acaso” tornam-se instrumentos para a locomoção. A partir daí haja atenção! Porque em menos de um minuto ele pode chegar onde quiser.
Algumas crianças são mesmo muito “afoitas”, e ficam de pé precocemente. Se tudo foi bem no desenvolvimento e faltou deslocar o peso para engatinhar, pode realmente não haver problemas, mas é preciso verificar se na postura de pé e na marcha (andando) a criança vai apresentar a coordenação adequada.
Continua sendo interessante engatinhar mesmo depois de aprender a andar, pelo menos no inicio da fase da marcha.

• E o que fazer para estimular o engatinhar?

- Antes de mais nada, ficar no chão.


- Deixar o bebe de bruços, com brinquedos sempre a sua frente, tocá-los nas usas mãos e afasta-los um pouco em seguida.


- Deixar almofadas a frente do bebe, para ele escalar, começando pelo arrastar, evoluindo para engatinhar.


Ou seja, chamar atenção do bebe de forma que tenha que locomover se mexer para atingir o objetivo!

* Ana Clara Vieira é Fisioterapeuta Pediátrica/Neonatal e RPG




Banho do bebê: momento especial para mãe e filho

O banho deve representar um momento de prazer e relaxamento para o recém nascido. A sensação de estar envolto por água traz a lembrança de sua vida intrauterina e da segurança que o útero de sua mãe significava. Por isso, alguns cuidados na hora do banho ajudam a criar essa atmosfera de tranquilidade para o pequenino. Primeiramente, é importante a organização do ambiente, deixando ao alcance das mãos tudo o que é necessário para que não deixe a criança sozinha durante a realização do banho. A banheira deve ser de plástico e de fácil limpeza. Deve ser lavada com água e sabão antes de cada uso e não deve ser utilizada para outros fins: somente para o banho do seu bebê. A água deve estar morna. É interessante ter um termômetro de banheira, sendo a temperatura ideal entre 37 e 38°C. Se você não o tiver, verifique a temperatura colocando o seu antebraço dentro da água aquecida e perceba se está agradável para seu bebê. Use sabonetes neutros, em barra ou líquidos, glicerinados, sem fragrâncias fortes. O uso do xampu, mesmo os específicos para neném, não está indicado nas primeiras semanas. Para lavar o couro cabeludo do recém nascido, use somente água morna corrente. As hastes flexíveis de algodão, são úteis para auxiliar a limpeza das dobrinhas, do umbigo e genitália, mas nunca deve ser usado dentro dos ouvidos.
Há algumas técnicas para o banho do bebê, mas duas são mais conhecidas: o banho canguru e o banho no balde.
O banho canguru, também conhecido como banho humanizado, foi inicialmente desenvolvido pensando no prematuro, mas seus benefícios são extensíveis a qualquer bebê. Nele, a criança nua é envolvida em cueiro, fechado conforme um envelope. Seu corpo é imerso na água morna, que deve preencher até a metade da banheira, deixando somente a cabeça de fora. Separe um pouco da água em uma vasilhinha para a limpeza do couro cabeludo no final do banho. Inicialmente lava-se o rostinho: deve-se ter o cuidado de lavar um olhinho de cada vez, higienizando a mão do cuidador entre cada lavagem para que não haja deslocamento de microorganismos de um olhinho para o outro. O banho segue o sentido da cabeça para os pés. Dessa forma, após a limpeza da face, descobriremos um lado do cueiro no tórax e lavaremos a pele naquela região, mantendo o restante do bebê coberto. Quando terminar a limpeza da área nua, a cobriremos novamente e descobriremos a seguinte e assim sucessivamente até os pezinhos. Por último, deve-se lavar o couro cabeludo do recém nascido, com água morna e, se necessário, sabão. Se a água da banheira já estiver turva, use a água que foi reservada no início do banho. Se houver crostas no couro cabeludo, antes do banho, passe um algodão com óleo de amêndoas e retire as crostas com auxílio de um pente fino. Finalize a retirada dos excessos durante o banho. É importante secar bem a cabeça e o restante do corpinho do neném logo após o término do banho, para que não haja perda excessiva de calor e seu bebê sinta frio. Use uma toalha macia e não se esqueça de enxugar bem as dobrinhas, pescoço, axilas, virilha, para evitar assaduras. Não há contraindicação de molhar o coto umbilical. Pelo contrário, a sua limpeza com água e sabão mostra-se medida eficaz de prevenção de infecção no umbigo, a chamada onfalite. Cuidado indispensável, entretanto, é a secagem do umbigo após o banho. O uso de álcool a 70% para a higiene do coto umbilical após o banho é opcional se o umbigo houver sido lavado e secado corretamente. Passe creme prescrito pelo seu pediatra na região de genitália para evitar assaduras. Vista seu bebê com roupas confortáveis, adequadas à estação do ano.


O banho de balde, também conhecido como banho de ofurô ou de balde-ofurô, apesar de ser praticado por muitas mães há muito tempo, mais recentemente ganhou a mídia e a simpatia do público. Seus benefícios assemelham-se aos já descritos em relação ao banho canguru. A diferença primordial entre os dois é a postura do recém nascido: no banho de ofurô, o bebê fica sentado dentro do balde, imerso em água morna até a altura do queixo, sustentado pelas costas e região cervical (posterior do pescoço). Nos primeiros dias de vida, quando o bebê ainda é molinho, pode ser necessária a presença de dois adultos para a realização do banho: um para segurar e outro para lavar a criança.


Independentemente da técnica escolhida, lembre-se que o banho é diário e que não existe horário padrão, mas é interessante escolher as horas mais quentes do dia para sua realização. O mais importante no banho é que o bebê se sinta confortável e relaxado dentro d’água, inclusive em relação à sua temperatura. Como você saberá se o seu bebê está satisfeito? Ele sorrirá para você, manterá uma atitude de tranquilidade, sem choro, às vezes até dormindo durante o banho.

Fonte: Filhos – da gravidez aos 2 anos de idade. Org. Fábio Ancona Lopez e Dioclésio Campos Jr. Sociedade Brasileira de Pediatria. 1ª Ed. 2009. Ed. Manole.




*Rachel Santos Sereno é Enfermeira da Rotina UTI Neonatal