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terça-feira, 6 de setembro de 2011
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Depressão: a doença do século!
A forma como percebemos e sentimos os acontecimentos de nossa vida influencia sobre o modo como nos comportamos no nosso dia-a-dia. E para que possamos processar as informações e acontecimentos que chegam até nós, é preciso tempo.
Contudo, atualmente, pela própria facilidade tecnológica e pela possibilidade de comunicação veloz de um canto a outro do planeta, somos constantemente “bombardeados” de estímulos (prazerosos e desagradáveis), que não temos tempo de processar, de “digerir”.
A correria dos tempos modernos não cansa somente o nosso corpo, mas especialmente nossa mente. E nem sempre estamos preparados para encarar e resolver com a destreza necessária os problemas que surgem. Frente a estas frustrações, de alguma forma nosso psiquismo e nossa vida emocional é afetada, tornando-se campo fértil para emergência da depressão. Nas últimas décadas do século XX, constatou-se um grande aumento da incidência da depressão em todo o mundo, fazendo com que esta alcançasse o status de “a doença do século”. A partir disso, as pesquisas sobre a base biológica da depressão se intensificaram, bem como ocorreram grandes avanços na terapia medicamentosa e na produção farmacêutica de psicotrópicos.
Contudo, mesmo com essas novas descobertas e possibilidades de tratamento, não há evidências de redução da prevalência da depressão na população mundial. Com certeza um dos argumentos que justificam esta não-redução encontra-se no fato de a depressão ser uma doença de causas múltiplas e que, portanto, para ser bem tratada (e até mesmo prevenida), torna-se necessário fazer uma avaliação biológica, psicológica e social do indivíduo.
De forma geral, e com base no modelo cognitivo da depressão, esta apresenta alguns sintomas psicológicos característicos, manifestos nos comportamentos e nas atitudes do sujeito deprimido.
A pessoa tende a ver a si mesma, seu futuro e seu ambiente social e de experiências de forma negativista. Ela subestima-se em sua auto-avaliação, considerando-se inadequada, sem valor. O sujeito deprimido vê obstáculos insuperáveis para atingir suas metas e, por isso, deixa mesmo de traçar metas. Qualquer tentativa frustrada em realizar algo é encarada como derrota e, pensando no futuro, antecipa um “possível” sofrimento, visto que já espera que o porvir também será de frustrações e dificuldades.
Seus pensamentos negativistas influenciam em sua motivação, levando a uma “paralisia” da vontade, a desejos de fuga e de evitação frente a situações que considera ameaçadoras. A pessoa torna-se mais dependente (por não se considerar apta a alcançar sucesso em suas tarefas), buscando auxílio de outras pessoas que entende como sendo mais capazes que ela própria.
Observa-se que não se trata de tristeza. É claro que os sentimentos de tristeza e desânimo acompanham toda a trajetória da depressão. Hoje em dia, é comum escutarmos pessoas dizendo “hoje eu acordei meio deprimido.” Mas não é correto.
A tristeza na depressão é uma emoção muito mais intensa e duradoura, e nem sempre vem associada a algum acontecimento específico. A tristeza, emoção natural em qualquer ser humano, é momentânea e relacionada a algo desagradável à pessoa. Resolvida a situação que levou à tristeza, ou simplesmente voltando-se para outras atividades mais prazerosas, ela tende a desaparecer.
Por ser uma doença intensa, e que afeta os diversos níveis da vida do sujeito, e fundamental que se faça um acompanhamento terapêutico profissional. Atualmente, temos medicações que sintomas depressivos, proporcionando ao paciente uma melhor disposição em realizar suas atividades diárias.
Entretanto, e primordial trabalhar no paciente as causas psicológicas e sociais de sua depressão, bem como instrumentalizá-lo com habilidades psicossociais de enfrentamento e manejo de situações consideradas estressantes e ameaçadoras, que poderiam levar o paciente a um novo estado depressivo. Um acompanhamento com um profissional da psicologia é extremamente adequado neste caso.
Acima de tudo, o importante é que o paciente compreenda que há tratamento para a depressão, e que seu meio familiar e/ou social colabore neste processo. O apoio das pessoas significativas na vida do paciente deprimido gera um sentimento de segurança e confiança que, consequentemente, atuará na melhora da autoestima do sujeito, e em um tratamento mais eficaz.
Contudo, atualmente, pela própria facilidade tecnológica e pela possibilidade de comunicação veloz de um canto a outro do planeta, somos constantemente “bombardeados” de estímulos (prazerosos e desagradáveis), que não temos tempo de processar, de “digerir”.
A correria dos tempos modernos não cansa somente o nosso corpo, mas especialmente nossa mente. E nem sempre estamos preparados para encarar e resolver com a destreza necessária os problemas que surgem. Frente a estas frustrações, de alguma forma nosso psiquismo e nossa vida emocional é afetada, tornando-se campo fértil para emergência da depressão. Nas últimas décadas do século XX, constatou-se um grande aumento da incidência da depressão em todo o mundo, fazendo com que esta alcançasse o status de “a doença do século”. A partir disso, as pesquisas sobre a base biológica da depressão se intensificaram, bem como ocorreram grandes avanços na terapia medicamentosa e na produção farmacêutica de psicotrópicos.
Contudo, mesmo com essas novas descobertas e possibilidades de tratamento, não há evidências de redução da prevalência da depressão na população mundial. Com certeza um dos argumentos que justificam esta não-redução encontra-se no fato de a depressão ser uma doença de causas múltiplas e que, portanto, para ser bem tratada (e até mesmo prevenida), torna-se necessário fazer uma avaliação biológica, psicológica e social do indivíduo.
De forma geral, e com base no modelo cognitivo da depressão, esta apresenta alguns sintomas psicológicos característicos, manifestos nos comportamentos e nas atitudes do sujeito deprimido.
A pessoa tende a ver a si mesma, seu futuro e seu ambiente social e de experiências de forma negativista. Ela subestima-se em sua auto-avaliação, considerando-se inadequada, sem valor. O sujeito deprimido vê obstáculos insuperáveis para atingir suas metas e, por isso, deixa mesmo de traçar metas. Qualquer tentativa frustrada em realizar algo é encarada como derrota e, pensando no futuro, antecipa um “possível” sofrimento, visto que já espera que o porvir também será de frustrações e dificuldades.
Seus pensamentos negativistas influenciam em sua motivação, levando a uma “paralisia” da vontade, a desejos de fuga e de evitação frente a situações que considera ameaçadoras. A pessoa torna-se mais dependente (por não se considerar apta a alcançar sucesso em suas tarefas), buscando auxílio de outras pessoas que entende como sendo mais capazes que ela própria.
Observa-se que não se trata de tristeza. É claro que os sentimentos de tristeza e desânimo acompanham toda a trajetória da depressão. Hoje em dia, é comum escutarmos pessoas dizendo “hoje eu acordei meio deprimido.” Mas não é correto.
A tristeza na depressão é uma emoção muito mais intensa e duradoura, e nem sempre vem associada a algum acontecimento específico. A tristeza, emoção natural em qualquer ser humano, é momentânea e relacionada a algo desagradável à pessoa. Resolvida a situação que levou à tristeza, ou simplesmente voltando-se para outras atividades mais prazerosas, ela tende a desaparecer.
Por ser uma doença intensa, e que afeta os diversos níveis da vida do sujeito, e fundamental que se faça um acompanhamento terapêutico profissional. Atualmente, temos medicações que sintomas depressivos, proporcionando ao paciente uma melhor disposição em realizar suas atividades diárias.
Entretanto, e primordial trabalhar no paciente as causas psicológicas e sociais de sua depressão, bem como instrumentalizá-lo com habilidades psicossociais de enfrentamento e manejo de situações consideradas estressantes e ameaçadoras, que poderiam levar o paciente a um novo estado depressivo. Um acompanhamento com um profissional da psicologia é extremamente adequado neste caso.
Acima de tudo, o importante é que o paciente compreenda que há tratamento para a depressão, e que seu meio familiar e/ou social colabore neste processo. O apoio das pessoas significativas na vida do paciente deprimido gera um sentimento de segurança e confiança que, consequentemente, atuará na melhora da autoestima do sujeito, e em um tratamento mais eficaz.
* Gláucia Veigas é Psicóloga
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Esportes contra a depressão!
Porque a prática de esportes é uma boa saída para quem sofre deste mal
A depressão é um dos maiores problemas de saúde pública do mundo, devido à sua alta morbidade e mortalidade. Nos EUA, atinge cerca de 9,5% dos adultos por ano, e sua incidência é estimada em 17% da população mundial. Algumas de suas características são: tristeza, perda de peso, sentimentos de culpa, ideias de suicídio, queixas de dores, dificuldade de concentração e distúrbios do sono. A maioria dos pacientes com depressão apresenta algum tipo de insônia, sendo que 40% destes apresentam dificuldade para iniciar o sono, múltiplos despertares durante a noite, ou acordam e não conseguem mais dormir.
Apesar de haver disponibilidade de mais de oito classes de antidepressivos, com aproximadamente 22 substâncias ativas no mercado mundial, somente 30 a 35% dos pacientes depressivos respondem ao tratamento medicamentoso. Resposta é definida como uma redução de 50% dos sintomas observados através de escalas de avaliação de depressão, enquanto remissão é definida como uma melhora total. Para isso, faz-se necessária a utilização de outros métodos de tratamento, associados ao tratamento medicamentoso. Dentre estes métodos, a atividade física pode ser considerada eficaz no tratamento da depressão. Além de promover a melhora do bem-estar e do humor, propiciam melhora do condicionamento físico, diminuição da perda óssea e muscular, aumento da força, coordenação e equilíbrio. Além disso, o exercício físico leva o indivíduo a uma maior participação social, resultando em um bom nível de bem-estar biopsicofísico, fatores esses que contribuem para a melhoria de sua qualidade de vida.
É provável que os distúrbios afetivos envolvam distintos sistemas neuronais e seus respectivos neurotransmissores. Desta forma, o aumento na liberação de alguns neurotransmissores, como a noradrenalina e a serotonina, que ocorrem durante o exercício físico, pode justificar as melhoras metabólicas e consequentemente do humor, uma vez que já está estabelecido na literatura a correlação entre alterações desses neurotransmissores e a depressão.
Durante a realização de exercício físico, ocorre liberação de endorfina e da dopamina pelo organismo, que propiciam um efeito tranqüilizante e analgésico no praticante regular, que frequentemente se beneficia de um efeito relaxante pós-esforço e, em geral, consegue manter-se um estado de equilíbrio mental mais estável.
Atividades como caminhada e corrida são os exercícios físicos mais utilizados para o tratamento da depressão. Estudos mostraram que, para a redução efetiva dos sintomas de depressão, é necessária a prescrição de exercícios com duração de 30 minutos, onde atividades longas e menos intensas são preferíveis, por interromperem, com maior eficiência, pensamentos depressivos. Tendo em vista que a maioria destes pacientes é sedentária, preconiza-se a frequência de duas a quatro vezes por semana. Exercícios pesados, como musculação, também são indicados.
A relação entre o papel do exercício e da atividade física no tratamento da depressão se direciona para duas vertentes: a depressão promove redução da pratica de atividades físicas e a atividade física pode ser um coadjuvante na prevenção e no tratamento da depressão. Assim, tendo em vista os benefícios físicos e psicológicos provenientes da atividade física em geral, pode-se concluir que sua pratica por indivíduos depressivos, sob orientação especializada, é capaz de promover a prevenção e redução dos sintomas depressivos.
* Dr. Adriano Gannam é Psiquiatra
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