terça-feira, 9 de novembro de 2010

Cuidados com o Sol

É hora de relaxar, aproveitar a praia, a piscina, os passeios ao ar livre e exibir o corpo dourado pelo sol. O sonho de conquistar um bronzeado é marca registrada do verão, muitas vezes põe em risco a saúde da pele devido ao excesso de sol. Por isso, para aproveitar a estação mais quente do ano, proteja-se!
O dano causado pelo sol se acumula, dia após dia, por toda a sua vida.
Nessa época também, o organismo transpira mais, para equilibrar a temperatura interna, e o excesso de transpiração pode provocar a desidratação.
Para quem sabe aproveitá-lo de forma inteligente, o Sol é sobre tudo uma grande fonte de benefícios e suas qualidades são conhecidas há milhares de anos. A luz do sol promove a síntese da vitamina D, necessária para fortalecer os ossos e evitar o raquitismo. Há também evidência de uma ligação entre exposição solar, produção aumentada de hormônios e melhora da disposição e do humor. A privação prolongada de luz do sol, tal como ocorre em países do extremo norte durante o inverno, pode levar a distúrbios de ordens afetivas sazonal, caracterizadas pela conhecida depressão nos invernos.
Especialistas recomendam a exposição ao sol nas horas em que a radiação não incide verticalmente sobre a Terra, ou seja, até as 10 e após as 16 horas. Nesses períodos, por causa da angulação oblíqua, os raios não agridem tanto a pele.
A Sociedade Brasileira de Dermatologia não recomenda o uso de câmaras de bronzeamento artificial, pois os raios emitidos por estes aparelhos reproduzem a exposição solar externa e são mais intensas, permanecendo então os mesmos riscos.

Efeitos maléficos do sol a curto prazo

- Queimadura solar: É causada pelos raios UVA e UVB (ultravioletas A e B) e provocam, a morte das células e a inflamação da pele. As características variam em função da intensidade e duração da exposição, mas também do tipo de foto-proteção natural do indivíduo, o qual depende de seu fotótipo. Normalmente aparece de 6 a 24 horas após a exposição. Quando a pele fica vermelha, quente e sensível a ponto de não mais suportar o simples peso de um lençol, 2 a 12 horas após a exposição, trata-se de uma queimadura de 2.º grau. Se a pele fica vermelha ligeiramente violácea, 2 a 12 horas após a exposição, trata-se de queimadura de 3.º grau.



Fototipo Ação do sol sobre a pele Características

0 Não podem tomar sol, não bronzeiam. Albinos
I Se queimam facilmente, não bronzeiam, ficam vermelhos. Ruivos
II Se queimam facilmente, bronzeiam um pouco. Loiros
III Se queimam moderadamente, bronzeiam progressivamente . Morenos
IV Se queimam pouco, sempre bronzeiam bem. Latinos
V Se queimam raramente, sempre são bronzeados. Árabes, Mediterrâneos, Mestiços, Asiáticos.
VI Nunca se queimam, peles pigmentadas. Negros

Tipo de pele Tempo de exposição necessário para o aparecimento de queimadura

I 10 minutos
II 15 a 20 minutos
III 30 minutos
IV 30 a 45 minutos
V 60 minutos

- Imunossupressão: Os raios UV levam a alteração das células de defesa da pele levando assim a infecções como o herpes e a proliferação das células anormais e, possivelmente, o desenvolvimento de um câncer.
- Alergias solares: O mecanismo responsável por estas alergias solares não é conhecido, mas elas são provocadas por exposições solares intensas e brutais, mais especificamente em pessoas de pele clara, nos primeiros dias de exposição. Surgem erupções pruriginosas por todo o corpo.
- Agravamento de doenças de pele: o lúpus, o vitiligo, herpes e outras doenças podem piorar após uma exposição aos raios solares por pessoas portadoras deste males.
- Reações do sol com medicamentos: Reações de fotossensibilidade são reações anormais e exageradas à exposição ao sol. Alguns medicamentos como certos antialérgicos do tipo antihistamínicos, fenotiazidas, tetraciclinas, pílula anticoncepcional e barbitúricos, entre outros, podem fazer com que a pele fique mais suscetível a queimaduras ou provocar reações como erupções, vermelhidão e inchação da pele.

Efeitos maléficos a longo prazo

- Formação de cânceres de pele: Alterações graves como o câncer de pele pode ser letal e a maioria deles resulta de exposição excessiva à luz do sol. Os principais tipos são o carcinoma basocelular, o carcinoma espinocelular, epidermóide ou escamoso, e o melanoma. O câncer de pele é completamente curável quando tratado em seus estágios mais precoces.
- Envelhecimento da pele: São necessários vários anos de exposição solar para que o envelhecimento induzido apareça, sendo uma conseqüência direta de exposição aos raios UVA. No foto-envelhecimento, o rosto é o mais atingido. A pele torna-se mais flácida e enrugada, mais densa e com coloração amarelada ou acinzentada, com orifícios dos poros dilatados, parecida com a casca de um limão. Às vezes, a pele pode afinar-se, mas de qualquer forma, ela estará cheia de rugas radiais como no caso do lábio superior, por exemplo. Podem aparecer também umas multiplicidades de ruguinhas, mais finas, também decorrentes de uma exposição excessiva aos raios solares. No pescoço, mais especificamente, nas partes laterais, pode aparecer um avermelhado pouco estético. Na nuca, a pele torna-se mais espessa, amarelada (ocrodermia), com rugas profundas e entrecruzadas. No dorso das mãos, a pele fica mais fina.
-Dano ocular: Os raios UV podem causar catarata e outras alterações oculares, como pterígio, degeneração macular.

Cuidados básicos

- Evite a exposição ao sol nas horas de maior calor (das 11 a 16 horas);
- Aplique um protetor solar 30 minutos antes de se expor ao sol e depois de sair da água; Na praia ou piscina é necessário reaplicar o protetor a cada 2 horas.
- Escolha o protetor solar de acordo com o seu tipo de pele e não devem ser menores que o fator de proteção 15. Alergias ao protetor solar são raras. Isto pode ser devido ao agente ativo do produto ou aos outros ingredientes do protetor solar, tais como fragrâncias e preservativos. Se você desenvolver uma erupção ou vermelhidão, tente um produto diferente. Se a reação for intensa, consulte seu dermatologista.
- Faça períodos de exposição ao sol de duração crescente, começando com uma hora por dia, até ao máximo de 4 a 5 horas diárias;
- Use roupa protetora (T-shirt e chapéus), em particular para as crianças;
- Use batom protetor para os lábios;
- Proteja os olhos com bons óculos de sol. Estes podem bloquear a radiação ultravioleta.(UV) entre 95 e 99%.
Use barracas de tecido de algodão ou lona. As barracas de nylon não filtram bem os raios UV.

Cuidados especiais com os bebês

Nas crianças use protetores solares com alto fator de proteção e se mesmo assim houver excesso, cuidado! Um bronzeado intenso pode causar desidratação, febre, desmaio, delírio, choque, pressão sangüínea perigosamente baixa e batida irregular do coração.Dê água ou suco para repor líquidos, especialmente se sua criança está não urinando regularmente; Aplique água em temperatura ambiente para refrescar a pele; Loção hidratante ajuda a pele, mas aplique-a sem esfregar. Se o toque da pele for doloroso, evite aplicar a loção.Não use qualquer creme com medicação, ex. hidrocortisona, benzocaína, a menos que o médico de seu bebê o prescreva.Mantenha sua criança inteiramente fora do sol até que o bronzeado passe.

* Dra. Cynthia Furtado Ferreira da Costa é Dermatologista

Importância do controle nutricional após a cirurgia de estômago


As pessoas engordam num ritmo diferente. Algumas ganham peso ao longo da vida, num lento processo e não sabem dizer quando perderam o controle do consumo alimentar. Fizeram dieta e voltaram a engordar muitas e muitas vezes, perdendo cada vez menos peso e voltando a engordar cada vez mais. Outras conseguem definir situações emocionais ou de estilo de vida que claramente atuaram como um gatilho para o ganho de peso desenfreado, quando viram escapar de si a chance de controlar o próprio consumo alimentar. O resultado final é o que chamamos obesidade mórbida, um quadro grave de obesidade, onde geralmente falham todos os procedimentos clínicos de tratamento. "Esse quadro tem definição matemática, o chamado Índice de Massa Corpórea (IMC), que pode ser calculado dividindo-se o peso em kg pela altura em metros ao quadrado. Ao alcançar a marca de 40kg/m2 acende-se uma luz vermelha que anuncia um processo praticamente irreversível, geralmente associado a várias complicações que chamamos de comorbidades, tais como diabetes, hipertensão arterial, elevações no colesterol e triglicérides, lesões articulares múltiplas, apnéia do sono, hepatite gordurosa, vários tipos de cânceres, doenças cardiovasculares, além de problemas na esfera psicológica", explica a endocrinologista Ellen Simone Paiva, diretora do Citen, Centro Integrado de Terapia Nutricional.

"Na verdade, a tal luz vermelha deveria se acender muito antes dos 40kg/m2 . Idealmente quando o IMC ultrapassasse os 25kg/m2 - número limite para um peso normal - ou no máximo quando chegasse a 30kg/m2 pois com esse valor já estamos diante de um quadro de obesidade", alerta a médica. Quando as tentativas de mudança no estilo de vida, as dietas e os medicamentos disponíveis falham em alcançar a perda sustentada de peso, podemos, em alguns casos, lançar mão da cirurgia de estômago.
Segundo pesquisa da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, a maior concentração de obesos mórbidos está nas regiões Centro-Oeste e Sul do País. Nessas regiões, o índice chega a 5% da população, dois pontos acima da média nacional.

FONTE: SBCB

Em 2005, o Conselho Federal de Medicina aprovou a Resolução CFM N° 1.766, estabelecendo as normas seguras para o tratamento cirúrgico da obesidade mórbida, definindo indicações, técnicas cirúrgicas, condições hospitalares necessárias e a equipe de profissionais habilitados não só no procedimento cirúrgico em si, mas também na seleção de pacientes a serem operados, no seguimento pós-operatório e durante a vida destes pacientes.
A cirurgia para tratamento da obesidade, em suas várias técnicas, é chamada em linguagem médica de cirurgia bariátrica. Ela está indicada para os pacientes com obesidade grave, também chamada obesidade mórbida – pacientes com IMC ≥ 40kg/m2, ou 35kg/m2 quando já apresentam complicações da obesidade. Esse procedimento alcança uma perda de peso variável, na dependência da técnica utilizada e das características individuais dos pacientes, chegando a reduzir, segundo algumas estatísticas, de 68 a 78% do excesso de peso no primeiro ano na modalidade cirúrgica mais utilizada, a cirurgia de Capela.
A obesidade pesa não só na balança, mas também no bolso. De acordo com o estudo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, SBCB, os obesos mórbidos geram gastos adicionais à família que chegam a 44% do orçamento – dinheiro que vai para pagar médicos e remédios. A pesquisa também revelou que 91% dos obesos mórbidos têm outros problemas de saúde. Os mais comuns são hipertensão, doenças vasculares e nas articulações, além de depressão.

FONTE: SBCB


Fim da obesidade?

Um grande engano é pensar que a cirurgia bariátrica representa a cura da obesidade. Ela é uma das modalidades de tratamento, com indicações precisas e requer monitorização contínua dos pacientes, que passam a comer menos e a absorver menos nutrientes do pouco que comem, têm uma alta incidência de vômitos, sofrem com a falta do suco gástrico que facilita a digestão e a absorção dos alimentos e passam a não tolerar muitos alimentos. "Logo, estes pacientes passam a correr um grande risco nutricional após a cirurgia, risco este que se intensifica com o passar do tempo, ou seja, a carência de micronutrientes se acentua com a evolução do pós-operatório. Como todo tratamento há complicações, efeitos colaterais, riscos cirúrgicos, riscos de voltar a ganhar peso, riscos de instabilidade emocional e de desnutrição", informa a endocrinologista Ellen Paiva. Daí a importância da equipe multidisciplinar que deve acompanhar o paciente, formada por médicos, nutricionistas e psicólogos, todos engajados na mesma tarefa: "fazer com que a intensa perda de peso seja associada a um bom padrão nutricional e ao equilíbrio metabólico e emocional, o que não é uma tarefa fácil", assegura a diretora do Citen.
O procedimento cirúrgico que resulta na perda de peso em tempo tão curto utiliza-se de vários mecanismos. Primeiro, a cirurgia retira a maior parte do estômago, o que leva à perda de peso porque produz saciedade precoce e reduz dramaticamente a ingestão de alimentos. "Este é o componente restritivo da cirurgia, onde o paciente come muito pouco e já se sente saciado com porções muito pequenas de alimento", explica a médica. O segundo mecanismo é o disabsortivo, onde o alimento ingerido é desviado (chamado bypass) e impedido de passar pelo estômago, onde receberia o efeito digestivo do suco gástrico e das porções iniciais do intestino delgado, local importante de absorção de nutrientes. "O resultado deste procedimento é uma maior perda de peso, mas que coloca em risco a nutrição do paciente, principalmente no que diz respeito à absorção de vitaminas e minerais. Além disto, os vômitos são de ocorrência muito frequente nesses pacientes, o que complica ainda mais sua saúde nutricional", diz Ellen Paiva.
O risco nutricional é ainda maior em mulheres que engravidam após a cirurgia - uma vez que as gestantes já apresentam risco nutricional sem tal antecedente - e em adolescentes, que apresentam necessidades nutricionais especiais e amplificadas devido ao próprio estirão do crescimento.

Carências minerais e vitamínicas

A deficiência de vitaminas e minerais – micronutrientes – são as principais alterações que colocam em risco o sucesso dos procedimentos cirúrgicos para emagrecer. "Logo, os pacientes devem receber uma dieta adequada a seu estágio nutricional no pós-operatório. A suplementação desses micronutrientes deve ser feita por via oral, intramuscular ou endovenosa, para garantir a saúde nutricional, impossibilitada de ser alcançada através da dieta", explica a endocrinologista. Uma vez que a técnica cirúrgica mais utilizada é definitiva, essas orientações devem ser observadas por toda a vida, ou melhor, elas devem ser intensificadas à medida que o pós-operatório passa, pois o risco nutricional aumenta à medida em que o tempo passa.
A importância da equipe nutricional que acompanha esses pacientes é fundamental para o sucesso do procedimento, pois de nada vale a técnica cirúrgica se o paciente não fizer o acompanhamento clínico nutricional adequado. "Cabe à equipe de nutrição a tarefa de esclarecer o paciente quanto aos seus riscos nutricionais e de mantê-lo motivado durante o tratamento", defende a endocrinologista.
"Infelizmente, temos recebido muitos pacientes submetidos à cirurgia bariátrica que voltaram a ganhar peso ou que estão em desnutrição franca, simplesmente porque se cansaram da dieta pós-operatória e passaram a ingerir alimentos líquidos ou pastosos altamente calóricos. São pacientes que decidiram não mais tomar seus suplementos ou não voltar à equipe de nutrição responsável por eles. São obesos e desnutridos", afirma Ellen Paiva.

Ameaça da anemia

Mesmo em casos em que a cirurgia é um sucesso e há perda de peso definitiva, o paciente pode evoluir para uma anemia grave, que denuncia não somente a deficiência de ferro - que pode chegar a 50% dos pacientes operados - mas também a carência de vitaminas do complexo B, que agravam o quadro anêmico, levando à fraqueza e à deterioração da saúde, principalmente nas pacientes do sexo feminino que ainda menstruam ou que chegam a gestar após a cirurgia.
"A carência de ferro pode ser resolvida com o uso de vitaminas utilizadas por gestantes, pois contêm maior concentração de ferro (28 a 40mg de ferro elementar). Entretanto, muitos pacientes não conseguem restabelecer seus estoques de ferro com esse procedimento e requerem suplementos de ferro nas formas líquida ou mastigável além dos polivitamínicos. Estes pacientes devem ser orientados a ingerir o suplemento de ferro fora dos horários das refeições e acompanhado de uma pequena porção de suco ácido, ricos em vitamina C, para facilitar a absorção", informa a médica.
Além disso, muitos suplementos nutricionais não são eficazes quando administrados por via oral, pois assim como os seus alimentos fontes também não são absorvidos por essa via. "É o caso da vitamina B12, que pode ser deficiente em até 70% dos pacientes operados do estômago", informa Ellen Paiva. Segundo a médica, os suplementos orais de vitamina B12 são absorvidos em apenas 1% da dose administrada, por isto são necessárias doses por via oral de até 200 vezes as recomendadas para alcançar a absorção necessária após a cirurgia bariátrica. "A solução é administrar a vitamina por meio de injeções intramusculares em esquemas mensais ou trimestrais, de acordo com o quadro de cada paciente operado. Em pacientes com grave queda dos estoques de ferro, há também a necessidade da utilização do ferro por via endovenosa", explica.
Em outros casos, a deficiência nutricional pode causar lesões osteometabólicas incluindo osteopenia, osteoporose e osteomalácea. O resultado final dessas alterações são ossos frágeis, doloridos e sujeitos à fraturas. "Estas alterações podem ser prevenidas quando os pacientes recebem suplementos de cálcio e vitamina D", informa Ellen Paiva. O aparecimento destas complicações é conseqüência não só da má absorção do intestino desviado, mas também do fato que esses pacientes geralmente têm intolerância à lactose e não conseguem ingerir leite e seus derivados.
A suplementação de cálcio - pelo menos 1200 a 1500mg por dia - e de vitamina D - cerca de 800 a 1200UI ao dia - devem ser prescritas durante toda a vida do pacientes após a cirurgia bariátrica. Cuidados devem ser observados também quanto à concomitância das tomadas dos suplementos, uma vez que a suplementação de cálcio pode comprometer a absorção de ferro, dificultando a adequação do tratamento.
Outras deficiências nutricionais menos comuns como a de cobre, zinco, tiamina ou vitamina B1 e vitaminas chamadas lipossolúveis como a vitamina A e K também devem ser monitoradas através de dosagens sangüíneas específicas, pois vêm sendo descritas em freqüência cada vez maior, tendo em vista a progressão dos casos de cirurgia bariátrica realizados em todo o mundo. No Brasil, as poucas estatísticas apontam para cerca de 30.000 cirurgias bariátricas realizadas anualmente e nos Estados Unidos as estatísticas davam conta de cerca de 140.000 procedimentos no ano de 2004. "Esses valores nos dão a idéia do volume de pacientes a serem acompanhados e orientados anualmente, e que só terão sucesso após a cirurgia, caso se sintam motivados e engajados em programas nutricionais que lhes forneçam orientações e rumos seguros a seguir, entendo que a luta contra a obesidade não termina com a cirurgia bariátrica", afirma a diretora do Citen.

Aposta na terapia nutricional

A "guerra contra a obesidade" recomeça após a cirurgia, com conotações diferentes e com pacientes com ânimo redobrado ao se sentirem capazes de perder peso a ponto de alcançarem um peso saudável ou ideal para eles. "É preciso aproveitar este momento, pois ainda não vislumbramos outras possibilidades para tratar estes pacientes. Precisamos apostar no sucesso do suporte nutricional após o procedimento cirúrgico, a única garantia da perda de peso saudável e duradoura para esses pacientes", defende Ellen Paiva.


segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Você sabe o que é artrose?

É muito comum o cliente ouvir do seu médico assistente esse comentário, “o que o(a) senhor(a) tem é ARTROSE.”
O que então fazer? Existem pessoas que acham que ARTROSE não tem tratamento. Será que existem novos medicamentos, que podem alterar o curso dessa doença reumatológica? Vejamos então:

Artrose é na realidade uma perda progressiva da cartilagem articular e, que acontece geralmente após a idade de 55 a 60 anos, é uma patologia muito comum, não costuma ser grave, e às vezes pode provocar algum incomodo doloroso, mas na maioria dos pacientes a evolução é muito boa, não comprometendo a qualidade de vida dos pacientes.
Existem artroses especiais? A resposta é afirmativa. A Artrose dos joelhos e do quadril podem ser processos muito dolorosos e essas sim, comprometem muito a qualidade de vida das pessoas, atingindo suas autonomias e independência, podendo tornar essas pessoas dependentes de outras e privando-as do convívio social e familiar.
Como então distinguir qual artrose irá evoluir mal? Sempre nestes casos, um bom exame físico e uma boa história clínica, que o médico assistente colhe na consulta, faz essa diferenciação que pode e ajuda muito na decisão de qual tratamento é mais adequado para o paciente. Em outras palavras, há excelentes alternativas sejam cirúrgicas e/ou medicamentosas e eu podem devolver o paciente a alegria de viver.
Nos últimos anos, a ORTOPEDIA e a REUMATOLOGIA evoluíram muito nos seus recursos terapêuticos, seja com o aparecimento de próteses, cada dia mais adequadas e mais duráveis, além é claro de medicamentos que podem prevenir e tratar a artrose, tornando a vida dos pacientes mais agradável.
No início se pensava que artrose era apenas um processo degenerativo provocado pelo desgaste e, que estava relacionada somente a idade, hoje já se sabe que além do processo de desgaste, há também um componente inflamatório, genético, familiar e até hormonal. Sendo assim não deixe de procurar o seu médico e converse com ele, sobre qual alternativa é mais indicada para o seu caso.
Ultimamente por uma questão de estratégia terapêutica, é comum fazer junto com a avaliação da articulação dolorosa, um exame para avaliar a qualidade e a quantidade de osso da pessoa, ou seja a Desintometria Óssea. Assim sendo, o tratamento fica mais completo e o paciente trata de maneira mais adequada a artrose e a osteoporose. Existem também técnicas terapêuticas físicas que auxiliam muito no tratamento seja na recuperação do equilíbrio tão importantes para evitar quedas e traumas.
Não acredite que a artrose é uma doença sem tratamento, pelo contrário, a cada dia que passa com aumento da longevidade da população, a indústria farmacêutica tem investido pesado, em pesquisa para novos e modernos medicamentos que possam tornar a vida dos nossos pacientes mais agradáveis.

* Dr. Ricardo Name é Reumatologista

O Câncer da próstata

O Serviço de Urologia do HINJA realiza todas as semanas várias consultas e cirurgias em paciente com o diagnóstico de Câncer da Próstata. Os pacientes são encaminhados por urologistas do Município de Volta Redonda, mas também de vários outros Municípios, como: Itatiaia, Angra dos Reis, Piraí, Barra Mansa, Paracambi, etc. O câncer da próstata é a neoplasia mais comum e a segunda em mortalidade no sexo masculino. Para o ano de 2010 foram estimados 52.350 novos casos no Brasil, correspondendo a um número de 54 casos para cada 100.000 habitantes.
Após a suspeita clínica evidenciada por meio de toque retal ou alterações no exame de sangue do PSA, a certeza do diagnóstico é realizada por meio de biópsia guiada por ultrassonografia transretal. No nosso Serviço do UNACON – HINJA, os pacientes já chegam com o diagnóstico da doença da próstata confirmado pelos médicos locais que fizeram o diagnóstico. Porém o nosso Serviço oferece os demais exames para os pacientes do SUS, contamos que equipe altamente treinada para exames pré-operatórios, inclusive com o Risco Cirúrgico realizado por médica especialista.
O Tratamento ideal para o Câncer de Próstata Localizado é a cirurgia chamada de Prostatectomia Radical, esta cirurgia já foi realizada em dezenas de pacientes do SUS pela nossa equipe no Hospital HINJA. Segundo trabalhos nacionais e internacionais é o tratamento de escolha para homens com Câncer da Próstata localizado e expectativa de vida acima de 10 anos. Seu objetivo deve ser a erradicação da doença. A radioterapia externa pode ser também indicada em pacientes com câncer localizado de próstata, com exceção daqueles com obstrução urinária. A dose da radiação necessária para o controle da doença está relacionada ao volume tumoral.

A radioterapia também é ofertada pelo UNACON aos pacientes do SUS, e estudos recentes mostram que a radioterapia em conjunto com a cirurgia de prostatectomia radical pode ser um grande passo, para melhorara a sobrevida de pacientes com câncer da próstata. É claro que este tratamento conjunto será indicado apenas para pacientes com maiores riscos de progressão da doença.
A conclusão que chegamos é que o maior número de pacientes atendidos no Serviço de Urologia do projeto HINJA-UNACON são relacionados ao câncer da próstata, por isso é importante estarmos atentos e divulgando informações sobre tão importante tema.

* Dr. Carlos André Klojda é Urologista

sábado, 6 de novembro de 2010

Tire suas Dúvidas sobre o Laser em Dermatologia

O uso de Laser em Dermatologia tem se expandido muito nos últimos anos.O avanço tecnológico ,permite que a eficácia e as respostas terapêuticas sejam cada vez melhores.Porém, mas complexos tornam-se a compreensão do seu uso e suas indicações em Dermatologia.
A escolha da prática do Laser em Dermatologia não é tarefa que possa ser considerada fácil,implicando que a decisão por esse campo , extremamente excitante e envolvente , seja muito bem avaliada.
Muitos aparelhos de Laser estão disponíveis atualmente.Alguns deles tratam um mesmo tipo de lesão,porém nenhum é capaz de tratar todas as lesões.
Para a prática dessa ‘nova “ modalidade terapêutica é extremamente necessário que o dermatologista esteja familiarizado com as diferentes tecnologias disponíveis em diversos modelos e marcas , pesando fatores inerentes à prática diária com adequação do melhor custo/benefício.
Muitos pacientes que se submeteram a outros tratamentos sem sucesso, chegam ao consultório em busca de terapia mais seletiva e , por vezes , ‘definitiva” com Laser.
As principais indicações em Dermatologia são : depilação( remoção dos pêlos) , tratamento de lesões vasculares e lesões pigmentadas, além de rejuvenescimento cutâneo e flacidez .
No processo de depilação observa-se diminuição definitiva dos pêlos , mas não o seu desaparecimento total.Em geral, pêlos claros respondem mal ou não respondem à tratamento.Há necessidade de se fazer mais de uma aplicação , obtendo-se diminuição de 70% da densidade dos pêlos após 6 meses. O tratamento não necessita anestesia, podendo ser usado anestésicos tópicos em pacientes mais sensíveis.
Atualmente uma modalidade terapêutica tem sido utilizada para o tratamento de alguns tumores cutâneos com resultados bastante satisfatórios , é a chamada terapia fotodinâmica que combina fotoquimioterapia com luz de Laser.
A tecnologia é um poderoso aliado com o qual o dermatologista pode contar, se utilizada de forma adequada.Para garantir resultados e benefícios aos pacientes,sem que estes sejam expostos a quaisquer tipos de danos , os aparelhos empregados devem ser aprovados pela Anvisa ( Agência Nacional deVigilância Sanitária) e pela Food na Drug Administration (FDA),EUA, com resultados comprovados cientificamente.

* Dra. Alessandra Azevedo Machado é Dermatologista

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Esquizofrenia dentro de casa: saiba como lidar

A Esquizofrenia é uma doença crônica, que aparece entre o final da adolescência e início da vida adulta, atingindo cerca de 1% da população. Os principais sintomas são os delírios, alucinações, alterações do pensamento, perda da vontade e alterações dos afetos, dando a sensação de que a pessoa está alheia ao que se passa à sua volta. Esses sintomas geralmente ocorrem simultaneamente, mudando seu comportamento, o que confunde muito a família e os amigos. A esquizofrenia muda o caminho de vida da pessoa e dos seus familiares, o que exige o aprendizado de novas posturas frente à vida e novas estratégias para lidar com as questões que a doença coloca.
Diferente de outras doenças, na esquizofrenia não basta tomar as medicações e fazer as terapias específicas indicadas. A família é fundamental no tratamento, dando o suporte necessário para se constituir um caminho de superação.
A experiência da esquizofrenia traz muitas incompreensões, tanto para quem vive a doença, como para as pessoas que convivem com ela, principalmente a família, levando todos a se defrontarem com uma situação nova e muito difícil. A atitude mais imediata é reagir ao comportamento diferente da pessoa, sem perceber que se trata de uma doença, o que causa muito estresse e confusão, por não saberem como lidar com a situação. É importante entender que para a pessoa que tem esquizofrenia o que ela está vivendo é real e não é produtivo tentar convencê-la à força de que as coisas são diferentes. Deve-se compreender que ela tende a desenvolver uma maneira de funcionar e reagir diferente daquela que as pessoas esperam.
A crise aguda na esquizofrenia pode ser um fator de desestabilização de toda a família, podendo tornar muitos difíceis os vínculos afetivos e os relacionamentos. Durante uma crise, o paciente por muitas vezes está se sentindo ameaçado e se descontrola com muita facilidade. É importante, neste momento, não se deixar envolver pelo estado da pessoa em crise, tentando manter a calma, não impondo atitudes e comportamentos que a pessoa não tem condições de entender e, menos ainda, atender. Não criticá-la, ameaçá-la ou tentar segurá-la, pois ela pode reagir por estar assustada e amedrontada. Procurar ajuda dos profissionais de saúde, caso seja necessário, inclusive o serviço de ambulância ou corpo de bombeiros. A internação hospitalar é indicada quando há risco para o portador e/ou para outras pessoas.
É muito importante os familiares terem clareza da necessidade do tratamento como condição fundamental para que a pessoa com esquizofrenia melhore. Os familiares através das relações cotidianas podem mostrar esta necessidade para a pessoa, ajudando a resolver o impasse quando o paciente não tem condições de entender sua condição. É muito difícil convencer uma pessoa adulta a fazer algo contra sua vontade. O caminho mais efetivo é o de negociar sempre e procurar uma forma de convencimento, procurando evitar situações de confronto. Quando a pessoa não aceita o tratamento é porque não consegue perceber que ela pode diminuir o sofrimento e tornar a vida melhor. Os profissionais de saúde e a família têm o papel de facilitar esta compreensão.
A prevenção de recaídas da esquizofrenia é fundamental. As recaídas podem trazer perdas de funcionamento da pessoa, tornando suas atividades cotidianas mais comprometidas e dificuldade de relacionamento com a família e entes queridos. Uma causa comum de recaída é a pessoa melhorar com os tratamento e acreditar que está curada, deixando de tomar os medicamentos. Por vezes até a própria família também acredita nisso, acarretando a descontinuação do tratamento. É preciso entender que a esquizofrenia é uma doença que precisa de acompanhamento e cuidados por tempo indeterminado, de forma que qualquer mudança no uso dos medicamentos deve ser orientada pelo psiquiatra. Outra causa de recaída é a pessoa passar por situações de estresse maiores que sua capacidade de lidar. Manter um convívio familiar harmônico deve ser entendido como uma medida preventiva para evitar recaídas. A família pode contribuir muito para prevenir recaídas observando alguns sinais e mudanças no comportamento, como idéias diferentes ou estranhas, insônia, irritabilidade aumentada, perda do interesse por atividades rotineiras. É importante, ao observar sinais como estes, fazer uma avaliação com um psiquiatra. Muitas vezes há a possibilidade de evitar uma recaída com a resolução de uma situação estressante ou reajuste na dosagem da medicação.
A esquizofrenia é uma doença que muda a vida da pessoa e da família. Muitas dificuldades se devem a não aceitação, tanto por parte do paciente, como também por parte da própria família, o que leva a não seguir corretamente os tratamento ou desistir deles. Uma consciência importante permite construir uma vida com qualidade. Promover a autonomia da pessoa, incentivar a realização de tarefas que estão ao seu alcance, reconhecê-la no convívio familiar não apenas pelas suas limitações, mas também pelo incentivo e reconhecimento de suas habilidades e potenciais, bem como a conscientização da doença e o seguimento adequado do tratamento ajudam muito a controlar os sintomas e abrem a possibilidade de redesenhar o caminho da própria vida do paciente com esquizofrenia.

* Dr. Adriano Gannam é Psiquiatra

Aneurismas Cerebral

São dilatações anormais localizadas nas paredes dos vasos cerebrais (artérias e veias).
Os neuropatologistas ainda discutem se estes aneurismas são devido à falha na formação da parede do vaso (agenesia da lâmina elástica interna), à degeneração ou aos dois fatores. O aneurisma chamado sacular corresponde a 92%, os aneurismas arteroescleróticos a 7%, e os micóticos e traumáticos a 1%.
As causas não estão plenamente estabelecidas, encontramos com frequência lesões artereoescleróticas nas paredes dos aneurismas e a aterosclerose das artérias coronárias são frequentes nas vítimas fatais da ruptura de aneurisma, mas não ficou provado o papel da aterosclerose como fator de risco, enquanto o consumo de cigarro constitui um risco. Por outro lado, a hipertensão é capaz de acelerar a formação dos aneurismas.
Hereditariedade: existe uma predisposição hereditária para os aneurismas de 8 % encontrados em várias gerações e nos irmão. Excepcionalmente os aneurismas são encontrados em crianças.
Incidência: Prevalece a mesma em ambos os sexos, causam sintomas durante a quinta década de vida.
Quase todos os aneurismas têm o tamanho de um grão de ervilha mas também podem ser pequenos como a cabeça de um alfinete ou maiores que uma noz.

Quadro Clínicos/Sintomas e Sinais

O quadro clínico pode acontecer com ou sem ruptura do aneurisma. Sem ruptura é quando ele dependendo da sua localização comprime a estrutura vizinha, como os nervos ao contrário do que se acredita, a cefaléia (dor de cabeça) não costuma ser um sintoma do aneurisma integro ou seja, sem ruptura. Cerca de 10% dos aneurismas rompem-se durante o sono, e mais de 50 % durante esforço físico (levantamento de peso, evacuação, coito) a terça parte, durante as atividades normais.
A gestação como tal não se acompanha de maior índice de rupturas aneurismáticas, ao contrario do que ocorre durante o segundo e terceiro estágio do trabalho de parto.
Os sintomas variam conforme a localização, tamanho e principalmente decorrem da ruptura, ou seja, do extravasamento de sangue através do fundo do aneurisma, provocando principalmente cefaléia súbita, náuseas, vômitos, dor na nuca (rigidez de nuca). Podendo também ocorrer paralisia no III nervo craniano (estrabismo/visão dupla), dor na face em consequência de lesão no nervo trigêmeo, como também alteração da fala, alteração do campo visual e convulsão, entre outros ate mais graves.
Diagnóstico: A confirmação de hemorragia deve ser feita com rapidez por meio de Tomografia Computadorizada (TC), a seguir o exame de angiografia digital cerebral, (é usada a técnica de punção da artéria femural) que confirmará a presença do outros aneurismas.
As técnicas de angio TC e angio RM, são métodos menos invasivos, que podem mostrar aneurismas de 3mm ou mais em 95% dos casos, provavelmente, em pouco tempo, deverão substituir a angiografia.

Evolução da Doença

Até agora não ficou provado que o tratamento cirúrgico exerça algum impacto sobre o índice global de mortalidade por ruptura de aneurismas, já que mais da metade dos pacientes com hemorragia subaracnoide morre sem qualquer intervenção e a maior parte dos sobreviventes não é considerada aptas para a cirurgia devido a algumas contra-indicações.

O Tratamento

Uma vez diagnosticado o aneurisma deve ser tratado, ou melhor, excluído da circulação. Isso é feita pela cirurgia “a céu aberto” ou por meio da técnica endovascular, hoje com grande aceitação. No entanto, o Neurocirurgião trata a maioria dos aneurismas, resistindo em enviar para o tratamento endovascular, porque a técnica neurocirúrgica está muito desenvolvida com ótimos resultados e baixa morbidade e mortalidade, apesar da evolução da técnica endovascular, que já demonstra melhores resultados em aneurismas com localizações especifica.
Quanto ao momento da cirurgia, já foi descrito que deve ser realizado o mais rápido possível, pois a demora em operá-los, pode ocorre nova ruptura ou alterações vasculares, determinando sérias lesões para os pacientes, em alguns casos até a morte. Como também ressaltar que o tratamento neurocirurgião como o laudo vascular, são procedimentos de alto risco/alta complexidade e possibilidade de todos os tipos de sequela neurológica e que não existe tratamento clinico (ou seja sem cirurgia ou procedimento endovascular).
Os melhores resultados são obtidos com os cirurgiões que dispõem de acesso a neurorradiologia intervencionista trabalhando em conjunto. Técnicas endovasculares podem complementar com tratamento cirúrgico parcial e vice-versa.

* Dr. Julio Meyer é Neurocirugião