terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Farmácia em casa

1. Cheque o armário dos remédios pelo menos uma vez ao ano. Retire todos os itens do armário e cheque as datas de vencimento e jogue fora os remédios vencidos. Se algum medicamento estiver fora da embalagem original, ou sem rótulo, jogue-o fora. Alguns medicamentos podem ser danificados quando expostos à luz e à umidade, devendo ser mantidos em embalagens especiais, como vidro escurecido. Jogue fora tubos e cremes ressecados e rachados, assim como líquidos que estejam turvos, ou com resíduos.

2. Todo medicamento é um veneno em potencial. Se tiver crianças em casa, mantenha os remédios e vitaminas trancados em armário alto, fora do alcance delas.

3. Esqueça de vez "a automedicação". Lembre-se: o remédio que você usa ou aquele que o filho da sua vizinha toma, pode ser prejudicial para o seu filho.

4. Armários com remédios, xampus, cremes, produtos de limpeza, inseticidas, graxas de sapato e outros produtos químicos devem ser trancados à chave ou cadeado, ou ainda localizar-se em altura suficiente, fora do alcance das crianças.

5. Nunca use recipientes de alimentos para guardar produtos de limpeza ou inseticidas.

6. Medicamentos em cápsulas: a quantidade contida na embalagem deve ser a mesma indicada. Examine se existem manchas na superfície, isto indica deterioração do medicamento ou da cápsula examine a existência de cápsulas vazias ou com rachaduras (trincados); cápsulas pegajosas indicam excesso de umidade em contato com a cápsula. Verifique se a embalagem está bem fechada.

7. Supositórios: quando mal armazenados podem desmanchar (excesso de calor); Manchas presentes na superfície podem indicar deterioração; Procure conservar em local bem fresco ou sob refrigeração leve (no refrigerador na parte inferior).

8. Pomadas e Cremes: Partes com coloração e consistência diferente; Quando ocorrer separação da parte líquida e sólida. Quando vazar através da tampa ou estufar a bisnaga. Verifique se há gases no interior da bisnaga.

9. Comprimidos: Desprezar comprimidos quebrados ou faltando partes, se desmanchando ou se esfacelando facilmente; A quantidade de comprimidos na embalagem deve ser igual ao número indicado na mesma.

10. Xaropes e medicamentos líquidos: Fique atento à presença de substâncias sólidas no fundo do frasco ou no líquido, a qualquer cheiro diferente ou desagradável, à possíveis mudanças de coloração, aos frascos com tampa estufada, às embalagens ou bulas molhadas. No caso de suspensões (líquidos com partículas minúsculas que quando em repouso ficam depositadas no fundo do frasco), observe se ao serem agitados não ficam homogêneos.

11. Soluções injetáveis (ampolas, frascos, etc): Observe a presença de partículas sólidas no líquido, vazamentos e qualquer coloração anormal. Evite expor a solução à luz solar direta. Quando for tomar medicamentos injetáveis, tenha sempre consigo a receita médica (não se deve tomar medicamentos injetáveis sem receita médica). Observe as condições higiênicas da sala, a presença de pessoa habilitada e o uso de materiais descartáveis.

12. Antibióticos: siga corretamente a posologia prescrita pelo médico e não o utilize indiscriminadamente. Leve em conta o perigo de resistência bacteriana.

13. Não troque nem guarde a bula de um medicamento na caixa de outro, pois esta atitude pode levar a ingestão errônea de medicamentos e posologias não recomendadas, causando intoxicações.

14. Na farmácia ou drogaria, procure pelo farmacêutico habilitado e extraia dele o máximo de informações possíveis sobre o medicamento prescrito pelo médico, tais como possíveis interações medicamentosas, posologia correta, reações adversas e, sobretudo, a importância da aderência ao tratamento.

15. Evite a compra de medicamentos anunciados pela TV ou rádio, pois só um profissional habilitado, um médico, tem condições de saber se você precisa ou não tomar um medicamento. Se for um medicamento de venda livre, oriente-se com o farmacêutico.

16. A maioria dos medicamentos é sensível à luz. Conserve-os na sua embalagem original, que já foi extensivamente testada para proteção do produto. É realmente importante que todo e qualquer medicamento fique abrigado da luz direta.

17. Outro grande mal na armazenagem dos medicamentos é a umidade. Mesmo as soluções devem ser protegidas da umidade, pois esta tem efeito deletério sobre a rotulagem do produto. Logo, mantenha os medicamentos em local seco, preferencialmente em prateleiras, afastados das paredes.

18. O calor também precisa ser evitado. A princípio, todo medicamento deve ser mantido em temperaturas abaixo dos 25ºC. No entanto, vários medicamentos requerem condições indicadas de temperatura e transporte. Leia as embalagens com atenção: elas devem conter as condições indicadas de armazenagem.

19. A limpeza é essencial em qualquer situação. Mantenha os medicamentos livres de pó, partículas, mofo, etc.

20. Os medicamentos devem ser armazenados isoladamente dos cosméticos, produtos de limpeza, perfumarias, e outros produtos químicos.

21. Medicamentos devem ser guardados em salas protegidas da entrada de insetos, roedores e aves. Periodicamente, promova a sanitização do local, tendo o cuidado de proteger os medicamentos do contato com substâncias utilizadas na sanitização. Uma opção é colocar telas finas nas janelas, para evitar a entrada de insetos e outros animais. Deve-se evitar a colocação de ralos no local de armazenagem de medicamentos.

22. Durante a gravidez e a amamentação, os cuidados com a ingestão de medicamentos devem ser redobrados: durante a gestação, a mulher deve evitar a ingestão de medicamentos, álcool, fumo, cafeína e drogas em geral. Alguns medicamentos podem causar problemas para o bebê. O médico deve sempre ser consultado antes da ingestão de qualquer medicamento.

23. Alguns medicamentos são inadequados para quem dirige ou opera máquinas, pois retardam os reflexos. O farmacêutico pode dar indicações a respeito disso.

24. A bebida alcoólica nem sempre combina com o uso dos medicamentos, pois pode interferir na sua absorção e efeito, podendo potencializa-lo ou promover efeitos tóxicos.

* Fonte: Ministério da Saúde

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Distúrbio Androgênico

Andropausa – “Sabia que nos homens, a partir dos 40 anos, a quantidade de testosterona no sangue diminui?”


Todos os homens experimentam a diminuição na quantidade de testosterona no sangue, porém em alguns casos essas quantidades diminuem mais que em outros. Esta diminuição impacta na qualidade de vida e pode expor o homem a riscos a longo prazo.
Nesta etapa é conhecida como DAEM* (Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino) ou também conhecida como Andropausa, embora deva-se dizer que é um termo incorreto porque, diferente da mulher, a função testicular no homem não cessa, portanto não existe um momento específico comparável à menopausa, na qual a mulher deixa de menstruar e perde sua capacidade de reprodução.
Tecnicamente DAEM define-se como a deficiência de testosterona no sangue relacionada com a idade (a partir dos 40 anos) e que é parte do processo natural de desenvolvimento e maturidade próprio na vida do homem.
Durante esta etapa de diminuição ou deficiência androgênica, a memória e a capacidade de concentração estão consideravelmente diminuídas e muitos homens sofrem de alterações do estado de ânimo. Algumas vezes apresentam-se também transtornos do sono e irritabilidade. Outras indisposições importantes que o paciente sofre devido à deficiência de testosterona é o aumento da transpiração e/ou ondas de calor - comparáveis às sofridas pelas mulheres na menopausa - atrofia da pele e má distribuição de gordura corporal, bem como possível ausência de excitação ou desejo.
A testosterona é o mais importante dos hormônios sexuais masculinos ou androgênios.
Mais de 95% dos androgênios presentes no organismo masculino são produzidos pelos testículos. Os 5% restantes vêm principalmente das glândulas supra-renais.
A testosterona é jogada na corrente sangüínea e é conduzida aos órgãos onde atua. A quantidade de testosterona produzida varia no decorrer do dia e os níveis sangüíneos podem ser até 30% mais altos nas primeiras horas da manhã. Esta é basicamente a explicação de porque as ereções matutinas ocorrem. Habitualmente, os níveis de testosterona são mais baixos entre as 18:00 horas e 20:00 horas.
A função dos androgênios está relacionada com a idade e inclui a diferenciação sexual, o desenvolvimento das características sexuais (virilização) e a regulação de todas as funções sexuais e reprodutivas masculinas. Por exemplo, durante a puberdade, o aumento de androgênios induz ao crescimento dos órgãos sexuais. Além disso, a testosterona também tem numerosas funções que cumprem um papel decisivo na conservação da saúde e bem-estar do homem.
• Na sexualidade e na reprodução, a testosterona estimula o aumento da libido (desejo sexual) e a qualidade e freqüência de orgasmos. A testosterona é essencial para que as ereções ocorram; por isto, aqueles pacientes com disfunção erétil (DE) têm muitas vezes baixos níveis de testosterona.
• Na musculatura, a testosterona promove a síntese de proteínas e produz o aumento na massa muscular.
• Na produção de sangue, a testosterona estimula por ação direta a medula óssea, aumentando assim o número de glóbulos vermelhos e hemoglobina.
• No cérebro, a testosterona tem efeitos positivos no desempenho mental, sensação de bem-estar geral e bom humor.
• Na pele, a testosterona estimula a atividade das glândulas sebáceas. A deficiência desta pode, conseqüentemente, induzir ao ressecamento excessivo e à pele sensível. Por outro lado, o aumento de produção sebácea na puberdade pode causar acne.

Os sinais e sintomas do distúrbio androgênico do envelhecimento masculino são:
• Ossos - possível osteoporose, dores nos ombros, fraturas e diminuição da estatura.
• Cognitivos – fadiga freqüente, diminuição da concentração e alteração do estado de ânimo.
• Função sexual – diminuição da libido (desejo sexual) e disfunção erétil.
• Composição corporal – diminuição da massa muscular e aumento da gordura visceral.
• Pele – ressecamento e diminuição dos pêlos corporais.
• Força muscular – diminuição da força e da atividade muscular e atrofia.
• Anemia – presença de fadiga crônica (cansaço).

Estabelecer a presença de DAEM somente com base clínica é, na maioria das vezes, extremamente difícil. Dessa forma, no homem adulto, o hipogonadismo é diagnosticado com confirmação por exames laboratoriais na presença de sinais e sintomas que acompanham esta entidade.
Devem-se realizar, então, dosagens no sangue dos seguintes hormônios: testosterona total e livre, SHBG (proteína carreadora do hormônio masculino), FSH (hormônio folículo estimulante), LH (hormônio luteinizante) e prolactina.
Uma vez que se diagnosticou DAEM e as causas foram determinadas, o médico decidirá qual o tratamento adequado. A deficiência de testosterona pode ser efetivamente tratada com a terapia de reposição hormonal.
O tratamento melhora consideravelmente o bem-estar e o desempenho mental e físico; oferece efeitos positivos sobre o humor, auto-estima e vitalidade geral; provoca efeito virilizante sobre as características sexuais secundárias, como o crescimento do pêlo corporal e pubiano, bem como da barba; aumenta a massa e força muscular, diminuindo a gordura. No plano sexual, o tratamento de DAEM (Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino) conduz à importante melhora da libido (desejo sexual) e das ereções. O risco de fraturas relacionadas com osteoporose também é reduzido.
A melhor produção de glóbulos vermelhos também é resultado da terapia de testosterona. Existe evidência preliminar que a terapia de testosterona pode prevenir o desenvolvimento das doenças cardiovasculares. Esta suposição deriva-se do fato de que a testosterona tem influência positiva no metabolismo, com diminuição da gordura e diminuição da pressão arterial.
Os três métodos disponíveis para a administração de testosterona são o injetável, o oral e o transdérmico. Porém, este tratamento não é isento de complicações e deverá sempre ser indicado e acompanhado pelo médico.
A única contra-indicação absoluta para reposição androgênica é a presença de câncer de próstata.
O problema de DAEM ocorre pela falta de informação e consciência do homem sobre os efeitos que este pode desencadear. É recomendável consultar seu médico para realizar uma avaliação de seus níveis de testosterona. Seu médico é o único que poderá recomendar o tratamento adequado para sua saúde. Converse com seu urologista.

* Dr. Marco A. Salgueiro Jr.e Dr. Clayton Lagoa Bellei, são Urologistas

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Depressão: a doença do século!

A forma como percebemos e sentimos os acontecimentos de nossa vida influencia sobre o modo como nos comportamos no nosso dia-a-dia. E para que possamos processar as informações e acontecimentos que chegam até nós, é preciso tempo.
Contudo, atualmente, pela própria facilidade tecnológica e pela possibilidade de comunicação veloz de um canto a outro do planeta, somos constantemente “bombardeados” de estímulos (prazerosos e desagradáveis), que não temos tempo de processar, de “digerir”.
A correria dos tempos modernos não cansa somente o nosso corpo, mas especialmente nossa mente. E nem sempre estamos preparados para encarar e resolver com a destreza necessária os problemas que surgem. Frente a estas frustrações, de alguma forma nosso psiquismo e nossa vida emocional é afetada, tornando-se campo fértil para emergência da depressão. Nas últimas décadas do século XX, constatou-se um grande aumento da incidência da depressão em todo o mundo, fazendo com que esta alcançasse o status de “a doença do século”. A partir disso, as pesquisas sobre a base biológica da depressão se intensificaram, bem como ocorreram grandes avanços na terapia medicamentosa e na produção farmacêutica de psicotrópicos.
Contudo, mesmo com essas novas descobertas e possibilidades de tratamento, não há evidências de redução da prevalência da depressão na população mundial. Com certeza um dos argumentos que justificam esta não-redução encontra-se no fato de a depressão ser uma doença de causas múltiplas e que, portanto, para ser bem tratada (e até mesmo prevenida), torna-se necessário fazer uma avaliação biológica, psicológica e social do indivíduo.
De forma geral, e com base no modelo cognitivo da depressão, esta apresenta alguns sintomas psicológicos característicos, manifestos nos comportamentos e nas atitudes do sujeito deprimido.
A pessoa tende a ver a si mesma, seu futuro e seu ambiente social e de experiências de forma negativista. Ela subestima-se em sua auto-avaliação, considerando-se inadequada, sem valor. O sujeito deprimido vê obstáculos insuperáveis para atingir suas metas e, por isso, deixa mesmo de traçar metas. Qualquer tentativa frustrada em realizar algo é encarada como derrota e, pensando no futuro, antecipa um “possível” sofrimento, visto que já espera que o porvir também será de frustrações e dificuldades.
Seus pensamentos negativistas influenciam em sua motivação, levando a uma “paralisia” da vontade, a desejos de fuga e de evitação frente a situações que considera ameaçadoras. A pessoa torna-se mais dependente (por não se considerar apta a alcançar sucesso em suas tarefas), buscando auxílio de outras pessoas que entende como sendo mais capazes que ela própria.
Observa-se que não se trata de tristeza. É claro que os sentimentos de tristeza e desânimo acompanham toda a trajetória da depressão. Hoje em dia, é comum escutarmos pessoas dizendo “hoje eu acordei meio deprimido.” Mas não é correto.
A tristeza na depressão é uma emoção muito mais intensa e duradoura, e nem sempre vem associada a algum acontecimento específico. A tristeza, emoção natural em qualquer ser humano, é momentânea e relacionada a algo desagradável à pessoa. Resolvida a situação que levou à tristeza, ou simplesmente voltando-se para outras atividades mais prazerosas, ela tende a desaparecer.
Por ser uma doença intensa, e que afeta os diversos níveis da vida do sujeito, e fundamental que se faça um acompanhamento terapêutico profissional. Atualmente, temos medicações que sintomas depressivos, proporcionando ao paciente uma melhor disposição em realizar suas atividades diárias.
Entretanto, e primordial trabalhar no paciente as causas psicológicas e sociais de sua depressão, bem como instrumentalizá-lo com habilidades psicossociais de enfrentamento e manejo de situações consideradas estressantes e ameaçadoras, que poderiam levar o paciente a um novo estado depressivo. Um acompanhamento com um profissional da psicologia é extremamente adequado neste caso.
Acima de tudo, o importante é que o paciente compreenda que há tratamento para a depressão, e que seu meio familiar e/ou social colabore neste processo. O apoio das pessoas significativas na vida do paciente deprimido gera um sentimento de segurança e confiança que, consequentemente, atuará na melhora da autoestima do sujeito, e em um tratamento mais eficaz.

* Gláucia Veigas é Psicóloga

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Brasileiros estão em quinto lugar na busca por informações sobre saúde na internet, segundo pesquisa internacional

LONDRES - A pesquisa internacional de saúde Bupa Health Pulse entrevistou mais de 12 mil pessoas em 12 países (Austrália, Inglaterra, China, França, Alemanha, Índia, Itália, Rússia, Espanha, Brasil, México e Estados Unidos) e descobriu que 81% das pessoas que acessam a internet usam a rede para pesquisar sobre saúde, remédios ou médicos.
Os brasileiros estão em quinto lugar entre os que mais buscam informações de saúde na internet. O primeiro lugar é dos russos, seguidos pelos chineses, indianos e mexicanos. Os franceses são os que menos procuram esse tipo de informação na rede.
A pesquisa também descobriu que 68% dos que têm acesso à internet procuraram informações sobre remédios específicos e cerca de quatro em cada 10 pessoas procuram experiências de outros pacientes sobre alguma doença.

- Novas tecnologias estão ajudando mais pessoas ao redor do mundo a descobrir mais sobre saúde e a tomar decisões mais embasadas - disse o pesquisador David McDaid.

Na Inglaterra, onde a Bupa previu 40 milhões de acessos em sites de saúde esta semana, quando as pessoas fazem resoluções de ano novo depois das festas de fim de ano, os especialistas alertaram para o fato de que muito do conteúdo online não é checado e o internauta deve saber em que sites confiar.
Dos 73% de britânicos que pesquisam sobre saúde na internet, mais de seis em cada 10 buscam medicamentos e mais da metade (58%) usam as informações para se autodiagnosticar.

- Confiar nesse tipo de informação pode levar as pessoas a correr riscos com testes e tratamentos errados, gastar dinheiro e causar preocupações desnecessárias - disse a médica Annabel Bentley, do Bupa.

Fonte: O Globo (via Reuters)

Hérnia Discal, como tratar?

Com a expectativa de vida ficando cada vez maior, a incidência das doenças degenerativas de um modo geral tem aumentado no mundo inteiro. Com isto a medicina tem evoluído muito nos últimos anos, na tentativa de melhorar a qualidade de vida destas pessoas. O estudo das patologias da coluna vertebral teve uma grande evolução nesta década, e o que se observa nos dias de hoje é uma visão muito mais ampla do contexto das alterações degenerativas e não só da herniação discal. Com isto, novas técnicas de tratamento destas alterações surgem a cada dia.
A hérnia discal na verdade, faz parte de um conjunto de alterações degenerativas da coluna vertebral, como a osteoartrose, alterações facetarias e a desidratação discal. Estas alterações possuem uma sequência de aparecimento, mas com o mesmo princípio etiológico, a sobrecarga anatomo-funcional daquele segmento.
Estas alterações têm início ainda na juventude e possuem tendência a se agravar com o tabagismo, o excesso de peso, a má postura e a sobrecarga. Atividades que levam ao impacto repetitivo como correr e saltar, também contribuem na etiologia da doença.
Os sintomas podem aparecer como uma simples dor na coluna ou, naqueles casos que já existe uma compressão neural, apresentar dor irradiada para os membros ou sinais de instabilidade como a incapacidade de manter-se sentado ou em pé por longos períodos de tempo. Estes sintomas, em geral, possuem episódios de piora e melhora, mas é quase regra uma piora evolutiva no grau de degeneração. Esta piora pode ser acelerada ou retardada, dependendo dos fatores já citados anteriormente.
O diagnóstico é feito com exame clínico e complementado por exames radiológicos como o RX, a tomografia e a ressonância magnética. O tratamento, nas fases iniciais, é clínico e fisioterápico. Nas fases mais avançadas ou naquelas em que o tratamento é a cirurgia.
Para prevenir, sabemos que é muito importante manter-se saudável, sem excesso de peso, praticar atividades físicas regularmente, não fumar e evitar sempre e toda qualquer atividade que possa sobrecarregar a sua coluna. Lembre-se sempre que prevenir hoje é a garantia de tranquilidade no futuro.

* Dr. Leonardo Medrado é Neurocirurgião

Energia Positiva

É verão! Todos estão preparados para viver a estação do bom humor, alegria e diversão? Alguns não estão.
Para começar, vamos rever sua alimentação. Reveja se durante o ano de 2010 seguiram dicas, alimentaram-se bem, cuidaram do corpo e da mente. Se isso não aconteceu ainda há tempo! A dica é simples, é só seguir orientações de um profissional capacitado.
Se quiser entrar em forma ou ter qualidade de vida, infelizmente não existem milagres e muito menos fórmulas mágicas. Mas existe uma maneira bem gostosa de chegar lá: pela alimentação. Escolhendo verduras e legumes, e porquê não as carnes? Com as carnes você pode obter a energia necessária para realizar suas atividades, modelar o corpo e, claro, comemorar a boa imagem refletida no espelho.
Compondo uma boa alimentação não se pode deixar de lado as frutas, que nesta estação do ano estão muito saborosas e diversificadas. As frutas tem baixo teor calórico, além de serem ricas em vitaminas e minerais.
Para sentir-se em total bem-estar é preciso associar a alimentação a um exercício que seja ideal e mais indicado para cada pessoa, pois com ele seu corpo atingirá a meta desejada.
O exercício físico associado a uma alimentação ideal indica que você estará em plena transformação de corpo e mente, sentindo-se mais leve, mais disposta e, consequentemente, mais feliz. Procure aquilo que gosta de fazer, coma sempre o que gosta. Hoje em dia temos muitas opções de exercícios físicos e receitas light diet saborosas, para que sua dieta de emagrecimento sejam dia-a-dia mais feliz. Não perca o entusiasmo!! O começo é sempre difícil, mas nesta época do ano o humor está em alta, o sol brilhando ajuda a aumentar a autoestima, e isso já é um bom começo.

Cuide da sua mente com doses satisfatórias de energia positiva.

* Renata David Braga é Nutricionista

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Tumor na próstata é o segundo entre os homens no Brasil - Ministério da Saúde

Dados do Instituto Nacional de Câncer revelam que, no Brasil, o câncer de próstata é o segundo tumor mais comum entre os homens. O primeiro é o câncer de pele não-melanoma. O último levantamento mostra que as regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste registram as taxas mais elevadas dos tumores na próstata.
As maiores incidências são registradas em Goiânia, Aracaju, Belo Horizonte e Porto Alegre. O chefe do Departamento de Uro-Oncologia da Sociedade Brasileira de Urologia, Marcos Dall Oglio, explica que os homens devem fazer exames preventivos e reforça: quanto mais cedo for feito o diagnóstico, melhor.
"O diagnóstico precoce é fundamental porque é nesse momento que nós conseguimos curar o câncer e, normalmente, nesse momento não dá nenhum sintoma e infelizmente se a pessoa já descobre um tumor na próstata e ele é muito avançado, infelizmente nessa caso, nós não conseguimos mais curar as pessoas."
Marcos Dall Oglio ressalta que os homens não devem ter vergonha ou preconceito de procurar um urologista. O exame do toque é fundamental para o diagnóstico precoce.
Segundo ele, quem tem histórico de câncer de próstata na família, deve redobrar a atenção "A melhor maneira de se prevenir é a pessoa tendo um cuidado. A partir dos 40 anos, fazer um acompanhamento com um urologista, e, a partir dos 40 anos, quando tem alguém na família que já teve câncer de próstata.
Quando não tiver ninguém na família, essa avaliação deve continuar ou iniciar a partir dos 45 anos, já que ele não tem nenhum fator de risco." De acordo com Marcos Dall Oglio, estimativas da Sociedade Brasileira de Urologia revelam que um a cada seis homens, no Brasil, vai ter câncer de próstata.
Atento ao problema e ao fato de que o sexo masculino é tradicionalmente menos cuidadoso com a saúde, o governo tem investido em diversas ações dentro da Política Nacional de Saúde do Homem.
O objetivo é incentivar os mais de dois milhões de homens procurarem os serviços de saúde pelo menos uma vez por ano.

PRIMEIRO ARTIGO PARA O BLOG DE 2011. FELICIDADES!

* Dr. Carlos André Klojda é Urologista