terça-feira, 16 de novembro de 2010

O check-up da próstata

Atualmente existem vários serviços de check-up no Estado do Rio de Janeiro, e o toque retal e a dosagem de PSA no sangue são os dois exames essenciais para o check-up de próstata. Devem ser feitos anualmente, a partir dos 50 anos, para diagnóstico precoce do câncer de próstata. Devem ser feitos anualmente a partir de 40 anos de idade se o homem for negro ou se existir história de câncer de próstata em algum membro da sua família, conforme recomendação da Sociedade Americana de Câncer e da Sociedade Americana de Urologia.
O toque retal é simples, breve e indolor. Ao fazê-lo, o urologista usará o dedo indicador enluvado para examinar a zona posterior da próstata e sentirá qualquer anormalidade que existir nessa área. Esse exame é importante porque a parte posterior da próstata é a zona mais freqüentemente acometida por câncer. É verdade que o toque retal não identifica todos os casos de câncer prostático, particularmente aqueles que são muito pequenos, os situados muito profundamente na próstata ou tumores tornados imperceptíveis por estarem junto a nódulos de hiperplasia benigna. Apesar disso, o toque retal permanece como a primeira linha de defesa contra o câncer prostático.
Durante o toque retal, o paciente pode ser convidado a ficar de pé e um pouco inclinado sobre a mesa de exame, ou a deitar de lado ou de costas e com as pernas flexionadas. Fazendo esforço da musculatura, como se fosse para evacuar, o paciente causará relaxamento dos músculos anais. Dessa forma evitará qualquer desconforto e facilitará o toque. Normalmente, a superfície da próstata é lisa e a consistência elástica. A lesão cancerosa freqüentemente se inicia como pequena saliência ou nódulo de consistência dura na zona posterior da próstata. Toda área que o urologista achar suspeita, com endurecimentos, nódulos e irregularidades na superfície, deve ser investigada.
O toque retal pode identificar casos de câncer prostáticos não revelados pelo PSA. Por isso, é importante que os homens façam sempre os dois exames, para uma correta avaliação da próstata. Esses exames, quando em combinação, identificam a maior parte dos casos de câncer clinicamente significativos.

* Dr. Carlos André Klojda - Urologista

Vídeo-Artroscopia do Ombro

As vantagens da técnica no tratamento dos problemas do ombro

A técnica de vídeo- artroscopia consiste em examinar o interior de uma articulação do corpo utilizando pequenos aparelhos de 4 mm de espessura que são introduzidos dentro da articulação doente por pequenos cortes menores de 1cm, com a finalidade de examinar e muitas vezes tratar algum problema que esteja acontecendo no interior da mesma.
O método começou a ser usado no Japão em 1950 com fins diagnósticos no joelho.
O cirurgião ortopédico introduzia o artroscópio através de um orifício feito no joelho e com isto localizava bem a lesão para depois operar com o menor corte possível.
Atualmente com a evolução da tecnologia , as micro-câmeras e a fibra ótica, se consegue operar sem grandes cortes e resolver grande parte das doenças que envolvem algumas articulações como OMBRO e Joelho.
Resumindo: Começou como um exame para se saber o que ocorria dentro da articulação e hoje se usa também para realizar a cirurgia.
O ombro é uma articulação protegida por músculos que na cirurgia convencional são cortados com objetivo de chegar á articulação. Estes cortes são cuidadosamente reparados após terminar o procedimento, mais sendo uma área do corpo muito sensível, a Dor pós-operatória é inevitável.
Na vídeo-artroscopia a situação é diferente porque nos temos:
• Cortes menores de 1 cm.
• Não há necessidade de cortar músculos na abordagem.
• Menor corte, menor chance de infecção.
• Menor corte, menor sangramento.
• Menor corte, dor menor no pós-operatório.!!!!!!!!!!
• Tempo de internação menor que 24 hs.
• Menos dor no pós-operatório facilita o trabalho do fisioterapeuta para recuperar a mobilidade e função do membro mais rápido.
• Maior aceitação dos idosos.
• Maior aceitação dos jovens por motivos estéticos .
Todo paciente que apresente um quadro crônico de dor no ombro e que tem indicação ao tratamento cirúrgico convencional poderá beneficiar-se se for utilizada a técnica de artroscopia do ombro. Para exemplificar: bursite e tendinite crônicas , calcificações grandes, lesões do tendões que são motivo de dor persistente onde os medicamentos e fisioterapias não deram resultado .
Ombro que sae do lugar( Nos jovens).


A cirurgia do ombro realizada por vídeo- artroscopia permite a resolução do problema com o mínimo de complicações e ótimos resultados.


*Dr. Sérgio Pistarino é Ortopedista

sábado, 13 de novembro de 2010

Qual a importância de fazer alongamentos?

É de extrema importância, fazer alongamentos antes e depois das atividades físicas. Os alongamentos aumentam ou mantêm a flexibilidade dos músculos, preparando-os e "aquecendo-os" antes da atividade física e eliminam a tensão, depois dos exercícios.
São especialmente importantes no caso de pessoas que correm, andam de bicicleta, nadam, jogam tênis ou fazem outros exercícios desgastantes, pois atividades como estas promovem tensões e inflexibilidade.
Além disso, os alongamentos evitam muitas lesões, como distensões, inflamações, etc.
No começo, principalmente se você é sedentário, alongar não é fácil, pois há uma grande dificuldade e dor durante os exercícios. Depois de um tempo, quando você estiver fazendo alongamentos de forma regular, os movimentos se tornarão mais fáceis e gostosos.

Efeitos do alongamento

• Redução de tensões musculares;
• Relaxamento;
• Benefícios para a coordenação, pois os movimentos se tornam mais soltos e fáceis;
• Aumento do arco de maleabilidade;
• Prevenção de lesões;
• Facilita atividades de desgaste como, por exemplo, corrida, tênis, natação, ciclismo etc;
• Desenvolve a consciência corporal, à medida que a pessoa focaliza a parte do corpo que esta sendo alongada;
• Ativa a circulação;
• Ajuda no aquecimento, à medida que eleva a temperatura do corpo;
• Ajuda a liberar os movimentos bloqueados por tensões emocionais.

Os alongamentos podem ser realizados toda vez que você sentir vontade. No trabalho, no carro, assistindo TV. Podemos e devemos nos alongar de manhã, antes de começar o dia, no final do dia para aliviar as tensões acumuladas, depois de ficar sentado ou em pé muito tempo e principalmente antes e depois de atividades físicas.
Todas as pessoas podem aprender a fazer alongamentos independentes da idade e do condicionamento físico. É gostoso fazer alongamentos quando se procede de forma correta, respeitando a sua estrutura muscular, sua flexibilidade e seus limites pessoais.
A regularidade e o relaxamento são os fatores mais importantes para o alongamento, que deve ser feito lentamente e sem tensionamento. Nada de balanceios, pois estes enrijecem o músculo que você esta tentando alongar. Assuma uma posição confortável e sustente-a, relaxando o músculo. Permaneça nesta posição de 10 a 30 segundos. Não segure a respiração, mantenha-se respirando de forma lenta e controlada.

Sugerimos algumas posturas básicas:

Em pé

Segure um dos pés de encontro ao bumbum, alongando o Quadríceps (parte anterior da coxa). Troque o lado.
Pernas estendidas, leve o tronco à frente, como se fosse encostar as mãos no chão, alongando a parte posterior das coxas, pernas e coluna.
Suba num degrau, apóie a metade dos pés e force os calcanhares para baixo, alongando a parte posterior das pernas.
Estenda os braços à frente entrelaçando os dedos e curvando as costas. Você irá alongar os braços e as costas.
Passe os braços para trás do corpo, cruzando os dedos e alongando o peito.
Puxe o pescoço para o lado, alongando o Trapézio (músculo do pescoço). Troque o lado.
Entrelace os dedos atrás da nuca e force a cabeça para baixo, encostando o queixo no peito. Você irá alongar a cervical.
Gire a cabeça para um lado e depois para o outro lado.
Eleve o braço para cima e para a lateral, alongando a lateral do corpo.
Estenda um braço à frente e com a outra mão puxe o braço estendido para dentro (em cima do peito), alongando o Deltóide (músculo do ombro).
Estenda um braço à frente com a palma da mão voltada para frente e os dedos voltados para baixo. Com a outra mão, puxe os dedos para trás alongando o antebraço e Bíceps (músculo do muque). Troque o lado.
Estenda um braço com o dorso da mão voltado para frente. Com a outra mão, puxe os dedos para você, alongando o antebraço. Troque o lado.

Sentada

Sente com as pernas afastadas. Leve o tronco à frente, coluna reta e braços estendidos, alongando a coluna e os músculos adutores (parte interna das coxas).

Deitada

Deite de barriga para cima. Flexione as pernas e cruze uma sobre a outra. Segure a perna de baixo, puxando as duas pernas de encontro ao peito, alongando o glúteo (músculo do bumbum). Troque o lado.
Descruze as pernas. Segure nos joelhos, trazendo-os de encontro ao peito, alongando a coluna.
Segure cada posição por 20 segundos.

Fonte : Vila Mulher - Terra

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Alcoolismo e danos à saúde

O abuso e a dependência de álcool são, de longe, os transtornos psiquiátricos mais comuns relacionados a drogas. São habitualmente chamados de alcoolismo, termo que por não possuir definição precisa, visto a variedade das doenças relacionadas ao álcool, não tem sido mais utilizado nos sistemas médicos oficialmente reconhecidos.
O alcoolismo é caracterizado pela dependência do etanol. Do ponto de vista médico, o alcoolismo refere-se a uma doença crônica na qual o alcoolista deseja e consome etanol sem saciedade, torna-se cada vez mais tolerante aos seus efeitos (embriaguez) e, quando a ingestão é interrompida, exibe sinais e sintomas de abstinência como evidência da dependência física do etanol.
O uso de bebidas alcoólicas no Brasil é realidade bastante difundida e fonte de preocupação entre as autoridades. Estima-se que o número de brasileiros, com idades entre 12 e 65 anos, dependentes de bebidas alcoólicas corresponda à população de mais de 5milhões de pessoas. O grupo etário que mais consome álcool situa-se na faixa entre 20 e 35 anos. Mulheres iniciam o uso mais tarde, e o uso é em maior quantidade entre os homens. A mulher, por sua vez, é mais suceptivel aos efeitos danosos do álcool.
Os diagnósticos psiquiátricos adicionais mais encontrados nestes indivíduos são abuso ou dependência de outras drogas, alterações de personalidade, transtornos de humor e transtornos de ansiedade. Neste caso, por ser eficaz no alívio da ansiedade, faz com que muitas pessoas usem-no por esta razão. Pessoas com problemas relacionados ao álcool têm uma taxa de suicídio acentuadamente superior a da população em geral.
O alcoolismo, como qualquer condição psiquiátrica, representa um grupo heterogêneo de processos patológicos, estando evolvidos fatores genéticos, psicossociais e comportamentais. Muitos estudos têm mostrado que as pessoas com parentes em primeiro grau com problemas com o álcool estão de 3 a 4 vezes mais propensas a terem transtornos com álcool do que as que não têm parentes de primeiro grau afetados.
O álcool etílico, também chamado de etanol, é a forma comum do álcool, a que se pode beber. Cerca de 10% do álcool ingerido é absorvido no estômago, sendo o restante no intestino delgado. Alimentos retardam sua absorção. Nosso organismo possui dispositivos contra a inundação pelo álcool. Se a concentração torna-se muito alta no estomago, ocorre secreção de muco e fechamento da válvula pilórica, que conecta o estômago ao duodeno, primeira porção do intestino. Estas ações lentificam a absorção e evitam que o álcool passe para o intestino delgado. Desta forma, frequentemente resultam em náusea e vômitos. O álcool absorvido dissolve-se rapidamente pelos tecidos do corpo, sendo 90% metabolizado pelo fígado e os restantes 10% eliminados de forma inalterada pelos rins e pulmões (daí o termo “bafo de cachaça”).
O álcool exerce uma serie de efeitos no organismo. Inicialmente, em baixas concentrações no sangue, exerce efeito tranqüilizante e relaxante. Com o aumento da dose, tem efeito desinibitório, com loquacidade, sensação de bem-estar e euforia. Porém, como o álcool é um depressor do sistema nervoso central, num nível mais aumentado no sangue, o julgamento, pensamento, auto-concentração ficam perturbados e a parte do cérebro que controla o comportamento emocional também é afetada. Em níveis ainda superiores, causa confusão mental, estupor, coma e morte, por depressão respiratória ou aspiração de vômito. Pessoas dependentes e com abuso de álcool de longa data são capazes de tolerar concentrações muito mais altas de álcool do que as pessoas que não costumam beber, podendo falsamente parecer menos intoxicadas o que realmente estão, em virtude de sua tolerância. 
Embora o consumo de álcool à noite, em geral, facilite a conciliação do sono, ele está associado à diminuição do sono profundo e maior fragmentação do sono.
Os principais efeitos adversos relacionam-se ao fígado. O uso de álcool mesmo em episodio curtos (de uma semana) pode acarretar em um fígado gorduroso. O uso em longo prazo, em doses elevadas, está associado ao desenvolvimento de hepatite alcoólica e cirrose hepática. No sistema grastintestinal, associa-se a esofagite, gastrite e úlceras gástricas, interferência na digestão e absorção de alimentos, que juntamente com os hábitos alimentares habitualmente ruins destes indivíduos, podem acarretar sérias deficiências vitamínicas, particularmente as vitaminas do complexo B, co-fatores de diversas reações químicas cerebrais, acarretando em quadros psicóticos e demenciais graves. A síndrome de abstinência, causada pela interrupção abrupta no consumo após longo prazo de uso pesado de álcool, necessita de hospitalização imediata e pode ser fatal.
Outros problemas relacionados ao consumo significativos de álcool são impotência, hipertensão arterial sistêmica, doenças cerebrovasculares, doenças cardíacas, desregulagem de lipoproteínas e triglicerídeos e aumento da incidência de câncer, principalmente esôfago, fígado, cólon e pulmão.
Além dos problemas relacionados à saúde, o alcoolismo gera sérios problemas de ordem social e familiar ao indivíduo, como deterioração no relacionamento familiar, conflitos conjugais, isolamento social, brigas e agressões, problemas com a lei, faltas ou atrasos no emprego, desemprego prolongado ou demissões repetidas e acidentes de trabalho.
Não existe um modo único ou infalível de reabilitar o alcoólatra, e as abordagens terapêuticas concentram-se sobre as medidas de suporte geral, que seguem, na verdade, as diretrizes de bom senso. Após vários dias de desintoxicação, sob supervisão médica, o paciente deve ser encaminhado a um programa de reabilitação multiprofissional, pois raramente o alcoolismo e o abuso de álcool conseguem ser tratados apenas pelo médico.
O paciente necessita de estímulos visando desenvolver um alto nível de motivação para deixar de beber e ajustar-se à sua vida sem álcool. A seguir, devem se desenvolver manobras que ajudem o paciente a reajustar-se à vida sem álcool e a restabelecer um estilo de vida funcional, mediante aconselhamento, orientação vocacional e suporte familiar. O tratamento mais bem sucedido geralmente exige a participação ativa de membros da família, amigos e colegas, e o prognóstico é melhor para aqueles alcoólatras que ingressam no programa de tratamento antes do início dos distúrbios. Muitos pacientes e suas famílias acham úteis os grupos de suporte locais, como os Alcoólatras Anônimos e Al-Anon. Cerca de 50 a 70% dos alcoólatras de classe média, socialmente estáveis, conseguem alcançar a abstinência, derrubando a falsa crença de que são pessoas irrecuperáveis.

Dr. Adriano Gannam é Psiquiatra

Mochila: tire esse peso das costas!

Dores na coluna é um problema facilmente encontrado entre as pessoas. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que 85% das pessoas têm, tiveram ou terão um dia dores nas costas provocadas por problemas de coluna.
Sabia que essa dor pode estar relacionada ao peso da mochila que a pessoa usou na época da escola? E sabia que seu filho pode ser o próximo a sofrer dores em um futuro não tão distante?
Existe uma relação bem forte entre o excesso de peso na mochila com alterações e dores na coluna e alterações na marcha (caminhar). Médicos indicam que o peso da mochila deve ser 10% o peso da criança. Se a criança tem 30 quilos, sua mochila deve pesar 3 quilos. Mas essa não é uma realidade que não se vê entre os escolares da rede pública e particular.
O excesso de peso nas mochilas é um problema grave que, além de dores nas costas, tem conseqüências irreversíveis em longo prazo para crianças, como escoliose idiopática infantil, que mesmo sendo congênita pode ser agravada por estes maus hábitos, além de cifose, hiperlordose da coluna lombar, da artrose precoce e má postura.
Uma situação menos provável, mas que pode acontecer, é as mochilas pesadas lesionarem as placas de crescimento dos ossos. Neste caso, como as crianças estão em fase de crescimento, isso faz com que os pequenos deixem de crescer.

Como solucionar o tema “mochila”? - Essa questão tem que ser resolvida pelos alunos, pais e escola. Cada um fazendo um pouco, o peso das mochilas pode diminuir, e muito. Aos pais cabe a fiscalização. Verificar as mochilas para observar se os pequenos estão levando utensílios inúteis e discutir com a escola maneiras para que essa mochila fique mais leve, como a utilização de armários para crianças deixarem algum material no próprio local de ensino.
As escolas podem formar o horário dos alunos levando em conta não somente a disponibilidade dos professores, como também a quantidade de matérias que cada série terá por dia. Quanto menos matérias ao dia, menor será a quantidade de material que o aluno levará para a escola.
Rodas nelas! - Mas os cuidados maiores ficam mesmo para as crianças. Uma boa medida são as mochilas de rodinha. A atenção fica para a altura da alça: a criança tem que ficar com a coluna retinha e não curvada para alcançá-la, pois uma alça mal regulada sobrecarrega o quadril e joelhos, o que pode causar inflamações e dor no crescimento.
A mochila carregada nas costas deve ser do tamanho da criança para ajustar-se bem à coluna e sem folga. A mochila solta pode puxar o corpo para trás e forçar os músculos, além de fazer a criança curvar os ombros para facilitar o equilíbrio. O fundo da mochila deve ficar apoiado na curva lombar da coluna. Nunca deve ficar a mais de 10 cm abaixo da região da cintura da criança.
As alças de ombro devem ser bem acolchoadas. Outro recado fundamental: nunca deixe seu filho levar a mochila numa única alça, isso sobrecarrega apenas um dos ombros. O material deve ser bem distribuído dentro da mochila. Os livros e cadernos mais pesados ficam bem rentes à coluna. Não deixe os materiais soltos na mochila, isso provoca movimentos de desequilíbrio e sobrecarga de impacto.
Uma parte do peso leve carregado na mão também ajuda a aliviar o peso. A troca de cadernos por fichário, levando apenas folhas novas à escola é outra dica.
Não esqueça que cuidando da mochila do seu filho você estará garantindo a saúde dele hoje e no futuro. O peso que muitas crianças carregam trazem patologias que com o passar dos anos tornam-se difíceis de tratar. Adotando regras simples podemos evitar um grave problema na fase adulta.

Dicas

As crianças gostam de novidades e tudo que está na moda e querem que os amiguinhos vejam. Se a mochila do seu filho já está pesada demais, convença-o para que leve a novidade no outro dia, fazendo surpresas em etapas.
Muitas crianças acham que é “pagar mico” ir de mochila de rodinhas. Conscientize-a sobre a importância desse instrumento ou garanta que use a mochila de alças adequadamente.
Lanches e lancheiras devem ser levados fora da mochila para evitar mais peso

Fonte: Guia do Bebê

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A mãe precisa ser perfeita?

Quando sonha em ter filhos, toda mulher logo imagina que será exemplar, batalhadora, nunca perderá a calma, resolverá os problemas da família e, de quebra, conseguirá conciliar trabalho, casa, casamento e lazer. A psicóloga Ana Merzel Kernkraut, coordenadora do serviço de psicologia do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, chama a atenção para o equívoco inerente a esse sonho de perfeição. “Nós não somos perfeitas. Erramos, temos sentimentos”, alerta.
E ninguém melhor que os filhos para lembrar que as mães também têm lá a sua dose de imperfeição. Algumas vezes – quando aprontam uma grande travessura, por exemplo –, eles despertam sentimentos que parecem seguir na contramão do amor materno. É o caso da raiva. Dependendo da circunstância, não há nada de errado em experimentar essa emoção, que surge justamente para mostrar o quanto as mulheres são humanas. “Você ama incondicionalmente, mas é mentira dizer que a mãe nunca teve raiva do filho em determinado momento”, afirma a psicóloga Ana Merzel.
A rotina diária também acaba levando as mulheres a achar que fazem menos do que poderiam por seus filhos – e isso dá vazão ao velho sentimento de culpa. Antes de se cobrar, é preciso lembrar que, além da preocupação com as crianças, a mãe tem todo o direito (o dever, aliás) de cuidar de si mesma. E isso não é ser imperfeita. “Qualquer mãe faz o melhor por seu filho: se sai pra trabalhar, é para poder dar uma vida com mais conforto para ele ou para se satisfazer como profissional e estar feliz”, lembra a psicóloga Mara Pusch, professora da Universidade Federal de São Paulo.

Chega de cobranças

Na verdade, a ânsia materna pela perfeição não surge à toa. “A sociedade cobra isso da mulher”, diz a psicóloga Angélica Capelari, da Universidade Metodista de São Paulo. Mas ela recomenda tomar cuidado para não cair nessa armadilha. A preocupação exagerada com os filhos talvez leve a transtornos psiquiátricos. “A mulher pode ficar ansiosa ou depressiva, achando que o que faz nunca é suficiente”, diz ela.
Assim, se em algum momento você achou que deveria ter feito diferente ou agido melhor, a solução é encarar a realidade sem neuras e cobranças exageradas. “O importante é aceitarmos que somos falhas e nos perdoarmos por isso para que a maternidade não seja um fardo”, aconselha Mara Pusch.

Deficiência Hematológica - Púrpura

A púrpura trombocitopênica imunológica ou auto-imune (PTI) é uma doença hematológica freqüente, que se caracteriza pela produção de auto-anticorpos (células de defesa do próprio organismo), dirigidos contra proteínas da membrana plaquetária, ou seja, as células do próprio indivíduo atacam as suas próprias plaquetas (células do sangue).
Com isso, o que identificamos no hemograma, é uma contagem de plaquetas diminuída. Tal doença é muito comum nas crianças e tem caráter benigno, porém leva muitos pacientes a consulta com hematologista.

Identificamos três tipos de PTI:

a) PTI clássica ou auto-imune crônica, que afeta pacientes entre a terceira e quarta décadas de vida, predominantemente do sexo feminino, não está associada à infecção prévia, apresentando curso crônico e geralmente benigno;
b) PTI chamada aguda, que tem maior incidência na infância, afeta igualmente ambos os sexos é geralmente precedida de infecção viral ou vacinação, e tem curso limitado e não recorrente;
c) PTI associada a outras doenças, geralmente de natureza auto-imune ou neoplásicas.

Sinais e Sintomas

Como sinais e sintomas temos, os mais comuns equimoses (manchas roxas pelo corpo), petéquias (pequenos pontinhos avermelhados pelo corpo inteiro), sangramentos, tais como: gengivorragia (pela gengiva), epistaxe (pelo nariz), menorragia (menstruação em grande quantidade), hematúria (pela urina). Sangramentos esses sempre em grande quantidade.

Diagnóstico

Feito através de exame de sangue, o hemograma completo, no qual observamos o numero de plaquetas bem abaixo no nível normal (normal entre 150.000 a 450.000). Podendo até demonstrar uma anemia caso houver sangramento, devido à perda sanguínea.
Podemos também pedir um coagulograma, no qual observamos um tempo de sangramento aumentado.
Em alguns casos, quando o exame de sangue periférico (hemograma completo), demonstra plaquetas diminuídas, e juntamente, outra ninhagem celular também diminuída, como por exemplo, plaquetas baixas com anemia muito intensa sem sangramento importante, ou plaquetas baixas com leucócitos (glóbulos brancos) também baixos, faz-se necessário, outro tipo de exame, que denominamos de mielograma. Neste exame, aspiramos a medula óssea do paciente, para verificarmos como está sua produção celular, e para afastarmos qualquer doença maligna hematológica.

Tratamento

Basicamente resume-se em usar corticóides, imunoglobulina e em último caso, em pacientes que não respondem, realizar, cirurgicamente a retirada do baço (esplenectomia).

a) Corticóide

O tratamento inicial é usar prednisona 1 a 2 mg/kg/dia. Geralmente os pacientes respondem rápido, com contagem de plaquetas subindo em poucas semanas, sangramentos cessando (nos casos em que houve sangramento).
Tratamento com esse tipo de remédio dura mais ou menos uns dois meses. Há pacientes que não respondem, sendo indicado então, a suspensão da medicação.
Vale ressaltar que só é possível começar essa medicação após realização do mielograma.

b) Imunoglobulina venosa

As imuglobulinas são mais usadas na fase aguda, quando há o sangramento ativo, e quando o hematologista ainda não fez o mielograma.
Este medicamento tem efeito imediato, porém pouco duradouro. Seu mecanismo de ação, faz com que as plaquetas não mais sejam atacadas pelas próprias células do organismo do paciente, com isso há um aumento rápido do numero de plaquetas, porém não tão duradouro quanto o uso do corticóide.
Esta medicação é feita por via venosa, com o paciente internado, geralmente se faz por 2 a 5 dias,dependendo da resposta de cada um. A dose é em media 400mg/kg/dia.

c) Esplenectomia (retirada do baço)
A esplenectomia é a alternativa terapêutica reservada para pacientes refratários ao corticóide. É o tratamento que apresenta melhor índice de resposta favorável. O efeito é imediato.

d) Transfusão de plaquetas
Não há necessidade de ser realizado, pois as células do sistema imune também atacarão as plaquetas transfundidas. Só há indicação da realização, em caso de sangramento muito intenso, sem resposta satisfatória a outras terapias, e para controle imediato, sabendo, que não irá aumentar o numero total de plaquetas, mesmo com a transfusão.
Resumindo, quando paciente tem diminuição de plaquetas, o que preocupa o hematologista são valores inferiores a 20.000 – 30.000. Maiores que isso, nada a fazer, somente acompanhamento. Plaquetas nesses valores, sem sangramento, nada a fazer, somente repouso, orientar evitar pancadas, crianças evitar praticar esportes com muito contato físico, brincadeiras que haja muito trauma, que caiam menos.
Agora paciente com plaqueta baixa, com sangramento ativo, deve ser internado, de imediato, fazer imunoglobulina, aguardar hematologista, este fazer mielograma (para afastar doença maligna), para dar início a corticoterapia.

Considerações Finais

Muitas mães ao se depararem com seu filho com manchas roxas pelo corpo, faz o hemograma, vem com plaquetas baixas, leva ao pediatra e este encaminha ao hematologista,ficam logo preocupadas,pensando que seu filho pode estar com alguma doença maligna, leucemias, etc. vale ressaltar que a púrpura é uma doença benigna, muito comum após resfriados, infecções virais,vacinas, porém, para seu adequado diagnostico e tratamento, necessitamos fazer mielograma (exame da medula), pois algumas doenças malignas iniciam com plaquetas baixas. Porém nessas mesmas doenças malignas há uma grande prostração da criança, palidez acentuada. Na púrpura o exame fisco é praticamente normal, o que mais chama atenção são as equimoses (manchas roxas) pelo corpo, mas a criança é saudável, brinca normalmente, não fica prostrada, não tem palidez.
Quando essas plaquetas baixas duram mais de 6 meses consideramos púrpura crônica, em há a necessidade de acompanhamento com hematologista, com exames periódicos, mas sempre lembrando do curso benigno da doença, e sempre orientamos quanto aos sinais de sangramento para procura do hospital imediatamente.
O Hospital HINJA realiza o exame de mielograma e está equipado com o que há de melhor, na região, para cuidar dos pacientes com problemas hematológicos como púrpura.

Dra. Renata Sarkis Oncohematologista Pediátrica