sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Vantagens do Pilates

É uma atividade física de alongamento e fortalecimento muscular que se utiliza do sistema de molas. Este sistema é compatível com a constituição e condição, de elasticidade e contração do músculo.
Quando fazemos um movimento para pegar um peso, no inicio da atividade é mais difícil , precisamos mais desgaste, stress das fibras musculares. No meio do movimento fica mais fácil vencer a carga porque ai o músculo atinge sua melhor condição de força.
A mola tem maior resistência à distensão em suas regiões mais internas. Começar a puxá-la é fácil. Um pouco depois vai se tornando mais difícil. Neste momento o músculo está em sua melhor condição de força. Então no sistema de molas aplica-se uma resistência maior numa situação que o músculo esta em condições de vencê-la. Portanto, protege-se o músculo do stress.
Alem disso o Pilates se preocupa com a manutenção da postura adequada e também atua com a coordenação o equilíbrio nas atividades.
É bom lembrar que para iniciar qualquer atividade física é necessário estar em condições clinicas adequadas, e também avaliar se não existem comprometimentos musculares e ósseos que possam se agravar aos exercícios.

* Ana Clara da Cunha Vieira é Fisioterapeuta

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Babá: Uma segunda mãe!

A criação e a educação dos filhos sempre foi tema de grande preocupação entre pais e professores. De uma forma geral, diz-se que cabe aos pais a tarefa de educação moral e da transmissão de valores sociais. À escola, caberia a função de educação formal.
Contudo, frente às grandes transformações pelas quais nossa sociedade passou nas últimas décadas, estes papéis precisaram ser revistos e reformulados. Com a crescente inserção da mulher no mercado de trabalho, cada vez mais as responsabilidades têm sido compartilhadas entre os envolvidos – família e escola.
Mas precisamos ressaltar um fato interessante: nem todos os pais e mães desejam colocar seus filhos ainda pequenos em uma creche para poderem voltar às suas atividades após o período de licença maternidade. Surge, então, uma alternativa, um novo agente neste processo: a babá.
A babá assume um papel de vital importância neste contexto: este profissional se responsabiliza pelos cuidados básicos em relação à criança – alimentação, higiene, lazer, descanso - mas não é nem o pai, nem a mãe dela (ou seja, sua responsabilidade não é a mesma. Ou pelo menos não deveria ser!).
Na realidade, a babá, muitas vezes, passa mais tempo com a criança do que os próprios pais. Ela se torna uma importante referência de conduta da criança em desenvolvimento. Sendo assim, torna-se necessário que algumas questões sejam muito bem observadas pelos responsáveis para que não haja riscos e problemas nesta relação tão íntima entre criança-babá-família.
Primeiramente, uma idéia NUNCA pode ser esquecida: a babá não é a mãe daquela criança. Ou seja, os pais como figura de autoridade devem exercer este papel eficientemente. São os pais que ditam as “regras do jogo”, o que pode e o que não pode, como e quando as coisas devem ser realizadas. É claro que o mínimo de autonomia deve ser permitida para que a babá possa agir de maneira mais natural, até mesmo porque bebês e crianças não são robôs pré-programados!
Segunda idéia a ser lembrada: o que importa é a qualidade do tempo que os pais disponibilizam para seus filhos. Aproveitar ao máximo o pouco tempo para brincar, estudar, demonstrar interesse pelos assuntos e preocupações da criança. Quando os pais não fazem isso, a babá se torna ainda mais a referência sobre como agir, e isso, em doses elevadas, pode escapar ao controle dos responsáveis.
Além disso, tanto a babá quanto os pais devem saber que existem duas palavrinhas que norteiam nossas atitudes em relação às pessoas ao nosso redor: afinidade e empatia. Ou seja, se a criança manifesta grande apego em relação à babá, sente falta e chama por ela nos finais de semana, isso não é motivo para ciúmes. Muito pelo contrário: que bom, a criança criou um vínculo de confiança com aquela pessoa que passa horas por dia com ela!!! As vezes, acontece da criança chamar a babá de mãe... Aí dá aquele nó na garganta da mãe, que sente como se estivesse perdendo seu lugar... O importante é mostrar à criança, com todo o carinho do mundo, que a mãe de verdade é você, mas ressaltando que a babá pode ser uma segunda mãe, que ajuda a primeira quando ela não pode estar presente. De maneira alguma repreender o filho por demonstrar tanta consideração com a babá – ele também é grato a ela pelo carinho!
Um outro aspecto que é importante abordar quando se fala de babá é o cuidado com a escolha deste profissional. A babá entra na casa da família e cuida do bem mais precioso – o filho. Sendo assim, nunca é demais: buscar referências antes da contratação; conversar bastante com a candidata sobre assuntos variados, para tentar identificar um pouco sua maneira de pensar; investigar inclusive suas habilidades domésticas (para que não coloque toda a família e a casa em risco de acidente!) - algumas profissionais fizeram cursos de babás, o que pode ajudar bastante na escolha. Sempre que possível, deixar alguém em casa (avó, tia, vizinha) para observar como anda a rotina quando os responsáveis estão fora. Até mesmo fazer uma “visitinha surpresa” é interessante para se certificar se tudo vai bem.
Acima de tudo, pais e babá (e a escola também) devem procurar falar a mesma linguagem para que estas referências sejam consistentes entre si, permitindo à criança o contato com uma base sólida para seu desenvolvimento saudável.
Todos os envolvidos devem trabalhar em equipe, para que os resultados sejam positivos: uma criança alegre, espontânea, educada e saudável, que se tornará um adulto cidadão do mundo, auto-confiante e responsável. Isso é um compromisso de todos!

* Gláucia S. Veigas de Macedo é Psicóloga

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

O bebê acostumou a dormir com os pais: e agora?

Muitos pais compartilham a cama com os filhos, mas, o ideal e que desde o momento que chega do hospital o bebê tenha o seu cantinho na casa, pois, quanto mais cedo ele se acostumar a dormir no berço, melhor, evitando-se situações de risco, físico e emocional.
No entanto, varias situações contribuem para que o pequeno seja levado à cama dos pais: a facilidade para amamentar, já que a mãe não precisa levantar cansada no meio da noite para tal; a sensação de que estando ao alcance das mãos e dos olhos nada de mal poderá lhe acontecer; e, aqueles pais que quando chegam do trabalho a criança já esta adormecida e, dessa forma podem passar mais algum tempo juntos.
Também, quando a criança adoece, fica mais fácil para cuidar, medir a temperatura, dar a medicação, sem tumultuar tanto o sono dos adultos. Por mais que possa ser difícil para a mamãe se afastar do filho, e necessário dar-lhe suporte para encontrar sua individualidade, não permitindo que o sono e o cansaço contribuam para que ceda e deixe a criança se juntar a eles na cama.
Alerta-se para o risco de sufocamento, a perda da privacidade conjugal e contratempos como a acordar com a cama molhada. Algumas medidas podem ser tomadas para transmitir segurança à criança ao proporcionar-lhe um sono tranquilo, fazendo com que aprenda a dormir sozinha.
Na medida em que cresce e passa a dormir menos, o bebe precisa de uma rotina pré-estabelecida para cair no sono, com horários bem definidos e respeitados, evitando-se atividades que possam deixá-lo agitado.
Como exemplo, permita que fique acesa uma luz secundária mais fraca enquanto se conta uma historinha, de preferência curta; faça-lhe um carinho, um afago e de um beijinho de boa noite. Se mantida regularmente, esta sequência ira se fixar na mente da criança e certamente irá ajudá-la a adormecer mais facilmente.
Acostumá-la a dormir em seu próprio espaço desde cedo também desestimula futuras incursões ao quarto dos pais. Não se esqueça: um bom sono e fundamental para o crescimento saudável de seu filho.

• Para noite, apenas brincadeiras calmas e agradáveis.
• Estabeleça um ritual de 20 minutos, com as mesmas atividades na mesma ordem.
• Leve o bebê para a cama acordado (com sono, mas não o adormeça no colo nem na sua cama, nem no sofá).
• Leve junto um brinquedo ou objeto preferido.
• Leia para ele um livro infantil.
• Depois diga para ele que você vai contar devagar, pausado, ate 10 e depois não vai mais dar atenção.
• Permaneça o quarto, afastada, mas numa posição em que o bebe possa vê-la, por alguns minutos.
• Uma luz fraca e opcional.
• Se ele acordar durante a noite, certifique-se que não há nada de errado, deixe que ele tente pegar no sono novamente sozinho.
• Se ele nao conseguir em 5 minutos, coloque a mão sobre ele (sem pega-lo), converse um pouco e depois conte novamente ate 10 e permaneça um pouco no quarto, mas afastada.
• Atenção: paciência e persistência!
• Não importa quantas vezes, quando o bebe acorda no meio da noite deve-se coloca-lo novamente para dormir, seja contando uma historinha, cantando ou apenas ficando a seu lado – cada família tem seu ritual, que deve ser seguido diariamente.
• Não é recomendável tira-lo do berço, pois ele irá se acostumar a esta condição e passara a exigir isto toda noite.

Quando o bebe acordar a noite depois dos 4 meses:

• Esperar 3 minutos (não dar atenção).
• Ir ao quarto, colocar a mão sobre o bebe, conversar 5 minutos, contar ate 10 devagar e sair.
• Se o bebe continuar a chorar, esperar 5 minutos e entrar e repetir: colocar a mão, conversar 5 minutos, contar ate 10 devagar e sair.
• Sair; se chorar esperar 7 minutos e repetir.
• Aumentar 2 minutos por vez.
• Observação: nas 2 primeiras noites, o processo pode durar 2 horas.
• Importante – sempre colocar o bebe na cama com sono, mas acordado.
• Não dar chupeta nem água quando acordar. Não pegá-lo no colo, não tira-lo da cama.
• A ultima acordada das 5h, ir espaçando aos poucos ate 7h.

* Dra. Efigênia Vanda de Jesus é Pediatra

Lentes de contato - O que são? Quais os tipos?

Lentes de contato (L.C.) são próteses transparentes ou coloridas em forma de disco côncavo, colocados sobre a córnea para correção dos defeitos de refração, estético ou ambos. Existem, basicamente dois grandes grupos de L.C.: as rígidas (chamada gás-permeáveis ou não gás-permeáveis) e as gelatinosas (chamadas hidrofílicas).
Cada grupo de lentes apresenta vantagens e desvantagens. As lentes rígidas são mais duráveis, mais fáceis de limpar, corrigem quase todos os tipos de erro de refração (“grau”) e podem ser usadas junto com colírios. Como mais desconfortáveis no período de adaptação e mais fácil de se colocarem na córnea.
As gelatinosas são mais confortáveis e quase não se deslocam no olho. Entretanto, não corrigem todos os astigmatismos, são menos duráveis e mais facilmente se contaminam ou formam depósitos. Também exigem limpeza mais rigorosa.


Indicação do uso de lente de contato

As L.C. podem ser utilizadas para fins estéticos, substituindo os óculos, como nos casos de miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia. Também oferecem vantagem na prática esportiva. Com finalidade cosmética pode modificar a cor dos olhos (L.C. coloridas com ou sem “grau”); podem ocultar defeitos das superfícies ocular (como cicatrizes oculares).
As L.C. gelatinosas terapêuticas podem ser utilizadas para tratamento de alguns tipos de doenças da córnea e também no tratamento de doenças como ceratocone (deformidade da córnea), anisometropia (grande diferente entre os dois olhos) e astigmatismo irregular (deformidade da córnea, pós traumatismo ou cirurgias).
O uso de lente de L.C. pode não ser indicado para pessoas com alergia ocular, que tenham baixa produção da camada lacrimal (olho-seco), infecção ocular crônica ou outras doenças corneanas.
Quanto à idade, não existe limites de idade mínima ou máxima para usar. Por exemplo, um bebê operado de catarata congênita, pode usar L.C. Uma criança ou um adulto com anisometropia (grande diferença de grau) também está indicado ao uso. Já nos casos de crianças ou adultos especiais, o responsável deve ser orientado no manuseio adequado.
Algumas lentes podem ser usadas durante o sono, porém isso aumenta o risco de problemas porque o tempo de uso, variam de uma pessoa para outra.
A prática dos esportes está diretamente ligada ao uso de L.C. Na natação entretanto, recomenda-se o uso do óculos de proteção. A preocupação de usar lente de contato durante a natação, está no risco de infecção bacteriana (podendo resultar em graves úlceras de córnea), porque os ambientes aquáticos estão, geralmente, contaminados.
Para diminuir a contaminação coloca-se, periodicamente, maior quantidade de cloro e outros produtos que, além de alterar a cor das L.C. gelatinosas, podem aderir ao seu material, provocando irritação ocular.


Cuidado com as L.C.

Geralmente o uso de soluções multi-uso é suficiente para proceder à limpeza, enxágüe e desinfecção das L.C., tornando o seu uso mais prático e fácil.


Prescrição das L.C.

Apesar das L.C. serem frequentemente negociadas e adaptadas em óticas, os médicos oftalmologistas são os únicos profissionais capacitados para indicar, prescrever, adaptar, orientar os usuários de L.C. e acompanhar seu uso. Somente eles estão habilidades a diagnosticar e tratar os eventuais problemas causados pelo seu uso.


* Dra. Teresa Cristina Pilotto é Oftalmologista





sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Saiba mais sobre a Fertilização in Vitro

Nas últimas décadas houve uma verdadeira revolução no papel da mulher na sociedade moderna. As conquistas femininas em direção a uma maior igualdade social e profissional em relação aos homens não foram isentas de ônus. Os anos de curso superior e, algumas vezes os de pós-graduação, somados ao tempo de espera para a estabilização na carreira profissional têm como consequência o adiamento do momento da maternidade . Sabe-se que a partir dos 30 anos de idade se inicia um processo gradual de diminuição da fertilidade nas mulheres. Há uma redução na maturação dos óvulos, isto é, em alguns ciclos menstruais não ocorre ovulação, como também ocorre uma piora na qualidade destes óvulos. Outras mudanças sociais como o aumento do tabagismo, principalmente entre as mulheres, e o estresse devido ao ritmo acelerado de trabalho também contribuiu para a redução da fertilidade dos casais. Algumas estatísticas chegam a demonstrar que até 15% dos casais apresentam alguma dificuldade em constituir prole. No entanto, a medicina evoluiu muito em desenvolver técnicas que auxiliam os casais com alguma dificuldade em engravidar, seja por questões mais relacionadas a idade das mulheres ou mesmo por algum tipo de alteração no funcionamento dos sistemas reprodutores masculino ou feminino.
A reprodução medicamente assistida, também chamada procriação medicamente assistida é o processo segundo o qual são utilizadas diferentes técnicas médicas para auxiliar à reprodução humana. Estas técnicas são normalmente utilizadas em casais inférteis, ainda que também o sejam em casais em que haja portadores do vírus da imunodeficiência adquirida (HIV), ou do vírus da hepatite B ou C. Outras indicações são casais com elevado risco de transmissão de doença genética como, por exemplo, a polineuropatia amiloidótica familiar ou ainda a Síndrome de Down. Entre as técnicas encontram-se a inseminação artificial, a fertilização in vitro, a microinjeção intracitoplasmática de espermatozóides (ICSI - Intra Citoplasmic Sperm Injection) e a transferência de embriões ou de gâmetas.
A inseminação artificial inclui vários procedimentos envolvendo a introdução do sêmen processado no interior do útero, o que permite a interação espermatozóide-óvulo na ausência de relação sexual. Não possuiu uma alta taxa de sucesso, porém é um processo simples, barato e pode ser realizado no consultório. A fertilização in vitro (FIV) é uma técnica de reprodução humana assistida que consiste na colocação, em ambiente laboratorial, (in vitro), de um número significativo de espermatozóides em volta de alguns óvulos, procurando obter embriões de qualidade para posteriormente os transferir para dentro do útero. Para a execução desta técnica exige-se uma prévia estimulação ovariana através de medicamentos adequados e acompanhamento com regularidade pelo médico, de forma a controlar os efeitos dessa estimulação e definir o melhor dia para a colheita dos óvulos. Cerca de 36 horas antes dessa colheita é administrada uma substância denomimada gonadotrofina coriônica que provoca a maturação destes óvulos vindo a permitir a sua recolha por aspiração. Quanto aos espermatozóides estes são obtidos após uma colheita de esperma sendo normalmente sujeitos a algum tratamento prévio. Destes são seleccionados cerca de 50000 com motilidade progressiva rápida para serem colocados junto a cada óvulo. Após cerca de 16-18 horas os óvulos são observados para identificar o estado de fecundação e eventual progressão até embriões de alguns deles. A transferência de embriões para a cavidade uterina é então efetuada através de um cateter, após 2 a 5 dias da colheita dos óvulos. Introduzida em 1992, microinjeção intracitoplasmática de espermatozóides também conhecida por ICSI, é uma técnica de reprodução medicamente assistida que consiste na injecção de um único espermatozóide no interir do óvulo, evitando assim as dificuldades do processo natural em que espermatozóide tem que passar a "barreira" do óvulo para nele penetrar. É uma técnica que se associa à fertilização in vitro (FIV) normalmente quando se detectam factores masculinos que não permitem a fertilização apenas pela junção dos espermatozóides aos óvulos no meio de cultura apropriado. Quando não se obtêm espermatozóides de qualidade através do sêmen ejaculado, procede-se a métodos alternativos de recolha dos mesmos por diferentes processos: Diretamente do epidídimo por um processo chamado percutaneous epididymal sperm aspiration (PESA), aspiração percutânea de espermatozóides do epidídimo, dos testículos pelo método TESA, acrónimo de testicular sperm extraction, aspiração percutânea de espematozóides do testículo, ou, em casos mais severos por extração de amostras do testículo através da TESE (extração de tecido testicular por biópsia). Após a recolha do espermatozóide selecionado, a injecção é efetuada por micromanipuladores acoplados ao microscópio e por microagulhas em que uma delas vai segurar o óvulo e outra vai imobilizar e injetar o espermatozóide. É uma técnica utilizada para ultrapassar vários problemas de infertilidade masculina, entre os quais diminuição da quantidade de espermatozóides, problemas no formato ou na forma de mobilidade destes espermatozóides, vasectomia não reversível, presença de anticorpos antiespermatozóides, dificuldades masculinas na ereção ou ejaculação (por problemas da medula espinhal, por exemplo). Pode ser também indicada em casos de recolha de um número reduzido de óvulos ou dificuldade em serem fecundados detectada em ciclos anteriores de fertilização in vitro. Ao procurar por ajuda em casos de dificuldades de engravidar por qualquer motivo faz-se necessário pesquisar a qualidade dos serviços oferecidos pelas clínicas.
O médico ginecologista, com formação na especialidade de reprodução humana, deve, de forma individualizada, oferecer os diferentes métodos de auxílio a fertilidade com clara explicação das vantagens e desvantagens de cada um deles. O casal deve participar ativamente de todas as fases do processo, desde as consultas até o acompanhamento dos exames, como, por exemplo, durante a ultra-sonografia, e, nos casos de FIV, participar da seleção dos embriões para a posterior transferência para o útero. Os resultados da reprodução assistida tem sido fantásticos, realizados em clínicas apropriadas e com médicos competentes, a grande maioria dos casais conseguem realizar o sonho de ter seu filho.

* Dr. Felipe Simões Canavez é Ginecologista / Obstetra

Ejaculação Precoce

A ejaculação precoce é a segunda disfunção sexual mais frequente, depois da disfunção erétil. Calcula-se que entre 20 e 40% dos homens sofrem ou já sofreram alguma vez, e que somente 25% das pessoas procuram um especialista.

Definição

É a ejaculação que ocorre sempre ou quase sempre antes de um minuto após a penetração vaginal; é a incapacidade de retardar a ejaculação em todas ou quase todas as penetrações vaginais. Sempre acompanhada de consequências negativas pessoais como ansiedade, frustração ou até mesmo evasivas em relação à intimidade sexual.
Existem dois tipos: primária - quando o indivíduo nunca conseguiu controlar a ejaculação; secundária ou adquirida – é aquela que surge após um período de funcionamento sexual satisfatório.
É muito importante observarmos fatores como idade, experiência sexual, parceria recente e freqüência de relações sexuais, devem ser levados em consideração para o correto diagnóstico.

Tratamento

A forma de tratamento mais recomendada é associação de medicamentos à psicoterapia.
Psicoterapia: objetiva tratar a disfunção do casal, seja por técnica cognitiva, comportamental e outras técnicas psicoterápicas. O período de terapia é de quatro a seis meses, com uma a três sessões semanais. A participação da parceira contribui para melhores resultados.
Medicamentoso: utiliza drogas como os inibidores da recaptação de serotonina (fluoxetina, paroxetina,sertralina e citalopram), antidepressivos tricíclios ( amitriptilina e clomipramina) e alguns ansiolíticos em casos selecionados. Os anestésicos tópicos podem ser utilizados isoladamente ou associado a drogas orais, porém podem levar anestesia da glande a ponto do paciente não ter sensação prazerosa, assim com o anestesiar a vagina da parceira. Drogas vasoativas não são recomendadas em caso de ejaculação precoce exclusiva.
Não é recomendado o uso de drogas vasoativas intracavernosas para tratamento da ejaculação precoce.

* Dr. Clayton Bellei / Dr. Marco Antonio Salgueiro Jr. são Urologistas

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Como identificar a compulsão alimentar?

A compulsão alimentar tem sido descrita como a “ingestão, em um período limitado de tempo, de uma quantidade de alimentos definitivamente maior do que a maioria das pessoas consumiria num período similar, sob circunstâncias similares, com sentimento de falta de controle sobre o consumo alimentar durante o episódio” (DSM-IV).
Sendo assim, para se caracterizar um episódio de compulsão, o comportamento impulsivo, incontrolável quanto ao comer deve estar presente, seguido por um sentimento de culpa e sofrimento.
Entretanto, este comportamento pode se dar de maneira eventual, por exemplo, quando o sujeito está passando por um período de dieta restritiva, o que não caracteriza uma patologia.
Há uma nova categoria proposta pelo DSM-IV, dentre os transtornos alimentares, denominada transtorno da compulsão alimentar periódica (TCAP). Para o diagnóstico do TCAP, é necessária a presença de:

a. Episódios recorrentes de compulsão alimentar;

b. Os episódios de compulsão alimentar estão associados a três (ou mais) dos seguintes critérios:

1. comer muito e mais rapidamente do que o normal;
2. comer até sentir-se incomodamente repleto;
3. comer grandes quantidades de alimentos, quando não está fisicamente faminto;
4. comer sozinho por embaraço devido á quantidade de alimentos que consome;
5. sentir repulsa por si mesmo, depressão ou demasiada culpa após comer excessivamente.

c. Acentuada angústia relativa à compulsão alimentar;

d. A compulsão alimentar ocorre, pelo menos, dois dias por semana, durante seis meses;

e. A compulsão alimentar não está associada a uso regular de comportamentos compensatórios inadequados (por exemplo, purgação, jejuns e exercícios excessivos), nem ocorre durante o curso de anorexia ou bulimia nervosa.

Episódios recorrentes de compulsão alimentar podem acarretar na pessoa sentimentos de baixa auto-estima e depressão, o que deve ser observado atentamente, visto que a depressão também pode levar a episódios de comer compulsivo, fazendo com que estes sentimentos e comportamentos se retro-alimentem.
Vale ressaltar que a compulsão, ou o TCAP, é diferente de “beliscar” pequenas quantidades de alimento durante o dia, visto que no caso do transtorno, a vida pessoal e social do sujeito pode ficar comprometida devido ao sofrimento gerado pelo comportamento impulsivo.
A utilização de medicamentos, especialmente os antidepressivos, e as abordagens psicológicas são os tratamentos mais utilizados, sendo que as intervenções combinadas têm se mostrado as mais eficazes. O principal objetivo do tratamento é estabelecer hábitos saudáveis de alimentação, focalizando os pensamentos distorcidos em relação ao corpo, e a melhora da auto-estima, bem como o tratamento conjunto da depressão quando presente.

* Gláucia da Silva Veigas de Macedo é Psicóloga