segunda-feira, 19 de setembro de 2011
terça-feira, 6 de setembro de 2011
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Entrevista - BURSITE
Entrevista com Dr. SérgioPistarino (Ortopedista) - Tema: Bursite
Quem sofre de bursite sabe o incômodo que a dor provoca. A pessoa não pode fazer esforço que o corpo logo dá sinais de que algo não vai bem. Causada pelo excesso de pressão sobre a bursa (pequena bolsa contendo líquido que envolve as articulações e funciona como amortecedor entre ossos, tendões e tecidos musculares), a bursite pode ser evitada. Por isso, conversamos com o ortopedista Sérgio Eduardo Pistarino, que explicou o que é bursite e como a pessoa acometida por essa doença pode proceder.
Natural de Buenos Aires, onde se formou em medicina em 1982, Sérgio Pistarino se especializou em cirurgia de ombro e cotovelo no Instituto de Ortopedia e Traumatologia de Passo Fundo, de Porto Alegre. Há aproximadamente 9 anos integra o corpo clínico do Hospital HINJA, onde realiza cerca de dez cirurgias por mês.
O que é bursite?
Primeiramente temos que explicar ao leitor o que são as bursas e qual a função que elas desempenham no nosso corpo. A bursa sinovial é um saco membranoso de paredes finas que produz pouca quantidade de líquido, cuja função é lubrificar lugares onde naturalmente existe atrito entre ossos e tendões, como acontece nas articulações.
A bursite é a inflamação na bursa, e a que mais inflama é a do ombro. Por isso costuma-se associar o termo bursite a dor no ombro.
Quais são as regiões atingidas pela bursite?
Ombro, cotovelo, joelho, calcâneo, dentre outras.
Quais são as causada da bursite?
Geralmente a bursite é causada por situações nas quais há um excesso de pressão aplicada sobre a bursa, provocando o engrossamento das paredes com aumento excessivo da produção de líquido. Este fenômeno, mistura de hiperpressão e de fricção, hoje conhecido com síndrome de impacto, costuma ser provocado frequentemente por: traumas agudos, esforços repetitivos, defeitos posturais, lesões dos tendões, doenças reumáticas, gota, diabetes, infecções, dentre outras.
Como vemos, o diagnóstico de bursite não é completo, sendo importante descobrir a causa e tratar de forma adequada, evitando as recidivas e complicações. Em resumo, a bursite é a consequência e não a causa do ombro dolorido.
Fale da importância do dignóstico e do tratamento precoce.
A bursite ou síndrome de impacto tem três estágios.
Primeiro estágio: caracterizado por atrito entre as estruturas, com queixas leves, mas sempre ligadas a atividades com membros superiores elevados, como por exemplo, a posição exigida nas profissões de barbeiro, soldador, dentista, etc.
Segundo estágio: Na persistência das causas anteriores, o ombro passa a ter a “famosa bursite e tendinite”.
Terceiro estágio: A falta de tratamento correto dos estágios anteriores, leva à ruptura dos tendões(manguito rotador), que irá trazer desde dificuldade até incapacidade de elevar o braço. Sendo esta a situação mais grave de todas.
Não ocorrendo o diagnóstico em fases iniciais, o tratamento reuer cirurgia. Por isso, a importância do tratamento adequado desde o início do problema.
Quais os principais sintomas de bursite?
O paciente sente dores de intensidade progressiva, inicialmente localizadas no ombro e projetando-se em seguida até o punho. O exame revela acentuada limitação da movimentação, aumento da temperatura local, vermelhisão e inchaço.
Como é feito o diagnóstico de problemas na articulação do ombro?
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| Dr. Sérgio Pistarino - Ortopedista |
O ortopedista especializado é o profissional mais indicado para a abordagem do problema. O exame clínico do paciente é de fundamental importância, com isto, 70% do diagnóstico estará concluído. Para os casos mais complexos, contamos com recursos de imagens como radiografias, ultrassonografias, ressonâncias magnéticas e exames laboratoriais.
Quais as formas de tratamento da bursite?
O tratamento de modo geral, é conservador, isto é, por meio de repouso da articulação, restrição das atividades físicas e esportivas durante a fase guda, compressas de água gelada e o uso de anti-inflamatórios não hormonais.
Uma vez controlada a dor e limitação, a fisioterapia deverá participar com a finalidade de diminuir as condições de atrito com alongamento das estruturas, correção da postura e fortalecimento seletivo da musculatura.
A acupuntura é uma opção para o alívio da dor?
Quando não se consegue melhora com os tratamentos tradicionais, a ressecção da bursa poderá ser uma alternativa. Só haverá sucesso do tratamento a médio e longo prazo, se pudermos encontrar a causa da bursite.
O que é videoartroscopia?
A técnica de videoartroscopia permite examinar e tratar problemas localizados no interior das articulações utilizando pequenos instrumentos de 4mm de espessura, que são introduzidos na articulação doente por pequenos cortes (menores de 1cm).
O método foi desenvolvido no Japão em 1950 com fins diagnósticos no joelho. Atualmente, além de ser utilizado como exame diagnóstico em várias articulações, é a opção mais moderna para a realização de cirurgia.
Resumindo: começou como um exame para se saber o que acontecia dentro da junta e hoje se usa também para realizar a cirurgia e resolver o problema.
Quais são as vantagens de se fazer uma cirurgia por via artroscopia?
O ombro é uma articulação protegida por músculos que, na cirurgia convencional, são cortados com objetivo de chegar à articulação. Esses cortes são cuidadosamente reparados após o término do procedimento, mas sendo uma área do corpo muito sensível, a dor intensa no pós-operatório é inevitável.
Na videoartroscopia temos: cortes menores de 1 cm; menor chance de infecção; menos dor no pós-operatório; maior aceitação dos idosos e maior aceitação dos jovens por motivos estéticos.
Em que caso a cirurgia artroscópica no ombro é indicada?
Todo paciente que apresente um quadro crônico de dor no ombro e que tenha indicação de tratamento cirúrgico irá se beneficiar com a técnica de artroscopia. A técnica permite o tratamento da bursite e tendinite crônicas, calcificações grandes, lesões dos tendões, luxações de repetição (ombro que sai do lugar), dentre outros.
Como prevenir estes problemas que acometem o ombro?
Eliminando os fatores que levam ao impacto das estruturas. Recomenda-se: Evitar posições e atitudes que aumentem a pressão sobre as bursas; evitar ficar na mesma posição por muito tempo; utilizar protetores acolchoados para as articulações; não firmar o peso sobre o braço por muito tempo e, durante viagens longas, manter os braços mais próximos ao corpo;
• Manter um equilíbrio entre o esforço e o descanso, interrompendo de tempos em tempos a prática de atividades que aumentam a pressão nas articulações;
• Caso sinta dor durante a realização de um exercício, pare por uns momentos e modifique o modo de praticá-lo, ou não pratique mais;
• Converse com seu médico sobre a prática de atividades que não ocasionem a bursite para manter a flexibilidade e a força muscular.;
• Mantenha-se no seu peso ideal, pois o excesso de peso também aumenta a pressão sobre as bursas.
A alimentação pode influenciar no processo inflamatório?
Para alguns problemas no ombro que têm reação com doenças metabólicas como a gota e o diabetes, fica claro que a dieta cumpre um papel importante para manter os valores de ácido úrico ou de glicemia, respectivamente. O cuidado com a obesidade também favorece na prevenção, mas lembre-se de eu há outros fatores não alimentares que são de maior importância.
Alguma profissão, em especial, pode favorecer o aparecimento de dor no ombro?
Várias. Toda profissão ou esporte que obrigue a fazer esforços repetitivos com os membros superiores elevados acima da linha do peito, são causadores potenciais de ombro doloroso. Cabeleireiros, barbeiros, manicures, mecânicos, soldadores, jogadores de vôlei, tênis, esportes de arremeço, costumam freqüentar os consultórios com queixas no ombro.
Também acontece em trabalhadores que pegam muito peso, como pedreiros, serventes, metalúrgicos, agentes de propaganda, representantes comerciais (que trabalham com caixas de ferramentas ou com pastas pesadas, respectivamente).
Vale lembrar que existe uma tendência individual, geneticamente determinada, que favorece o enfraquecimento de estruturas. Este fenômeno se apresenta na quarta década da vida, havendo variações de uma pessoa para outra.
Como esses profissionais devem agir para evitar a bursite?
Diminuindo a carga de trabalho, mas na prática isso é difícil, principalmente hoje num mercado cada dia mais competitivo.
Condutas individuais de prevenção (trabalhadores autônomos): cuidar principalmente da postura corporal como um todo; evitar esforços repetitivos com membros superiores; fazer muito alongamento para evitar a fricção das estruturas nas áreas críticas; manter uma atividade aeróbica e não fumar; manter uma alimentação adequada controlando os triglicerídios, colesterol e ácido úrico; vigiar o peso corporal; procurar dormir bem.
Condutas coletivas de educação e prevenção (empresas de pequeno, médio e grande porte): fomentar descanso das atividades por períodos de 10 minutos; participação do médico do trabalho a prevenção, conhecendo os setores de risco; fisioterapeutas contratados para coordenar programas de ensino de ergonomia.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
HINJA vence na categoria Serviços – Grande Empresa no Prêmio Mérito Lojista 2011
Solenidade realizada pelo CDL-VR aconteceu no dia 13 de julho no Cine Nove de Abril
O evento realizado pela CDL-VR (Câmara de Dirigentes Lojistas de Volta Redonda), aconteceu na quarta-feira, dia 13 de julho, no Cine Nove de Abril, onde as empresas que mais se destacaram nos dois últimos anos, recebem uma premiação de acordo com a sua categoria.
Nesta edição, foram selecionados 18 finalistas em três categorias (Pequena ou Micro, Média e Grande) dos setores de Serviços e Comércio. Este ano também teve um show com o ator e humorista, Nelson Freitas, seguido de um coquetel para 1.500 convidados no Memorial Getúlio Vargas.
Os finalistas de todas as categorias foram divulgados no fim do mês, depois de passarem por rigorosa avaliação dos consultores do SEBRAE (apoiador do Prêmio Mérito Lojista), onde o HINJA concorreu e venceu na categoria “Serviços - Grande Empresa”, com as empresas ICT e Med Life.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Projeto Canguru
O método Canguru é um protocolo do Ministério da Saúde de Atenção Humanizada ao recém nascido de baixo peso. Em nossa UTI estendemos este protocolo de atendimento a todos os recém – nascidos transformando-o no nosso projeto de atendimento.
O maior objetivo deste projeto é ser o mais acolhedor possível neste período de internação na UTI Neonatal e minimizar a dor e o sofrimento dos recém-nascidos e suas famílias. Entender que receber um recém-nascido equivale a receber e acolher também seus pais.
I. Etapas do Projeto
Este atendimento se ao recém - nascido se dá de maneira integral e engloba:
1. Acolhimento das famílias
O acolhimento às famílias é fundamental promovendo suporte aos pais e fortalecimento do binômio mãe - filho. Existe todo um cuidado voltado para o incentivo ao aleitamento materno. Os pais têm acesso ilimitado sem horários estipulados. Proporcionamos a visita ampliada aos avós duas vezes por semana e aos irmãos que realizam suas visitas acompanhadas pela psicóloga do serviço.
2. Controle da dor e do estresse
O método contempla medidas de controle da dor, como aplicação de escalas que monitoram a existência ou não da dor e norteiam condutas de aconchego e até mesmo medicamentosas, se necessário.
Adotamos medidas anti-stress nos procedimentos da UTI neonatal. As coletas de sangue, aspirações ou quaisquer procedimentos que possam causar desconforto, são sempre realizados por dois profissionais, a fim de que um sempre esteja trazendo conforto ao bebê. Até procedimentos que nos parecem simples como pesar e dar banho podem estressar o bebê se não forem realizados de maneira harmoniosa. Assim, as técnicas do método Canguru para o banho (“banho canguru”), pesagem (“pesagem canguru”) e até troca de fraldas de forma mais humanizada proporcionam maior estabilidade clínica e emocional aos bebês.
Outra medida importante de conforto e redução do estresse é o posicionamento no leito
adequado que possibilita que o bebê gaste energia com o seu desenvolvimento e recuperação.
3. Agrupamento de cuidados
Devido ao fato das UTIs serem locais onde os bebês são muito manuseados durante todo o dia, trabalhamos agrupando os cuidados com os bebês, reduzindo, assim, o número de vezes que o bebê é incomodado.
4. Posição Canguru
O símbolo do método é a POSIÇÃO CANGURU, semelhante ao animal que leva sua cria numa bolsa aconchegada ao corpo. Na posição Canguru a mãe coloca o bebê pele-a-pele, envolto por uma faixa no seu corpo, proporcionando o fortalecimento do vínculo mãe-filho e aquecendo o bebê com o calor materno, além de acalmar, remeter ao aconchego uterino e até conferir proteção contra doenças através do contato pele-a-pele.
5. Informação aos pais
Os pais recebem informações diariamente através da rotina médica da Unidade. São realizadas reuniões semanais às segundas-feiras com os pais e avós nas quais as famílias recebem esclarecimentos gerais e possam também trocar experiência se ajudando mutuamente.
Na chegada os pais recebem um manual com informações gerais sobre o funcionamento da UTI Neonatal.
Na alta hospitalar as famílias recebem orientações específicas de cada caso, e um guia com orientações gerais que vão desde cuidados com os bebês em casa até transporte e situações de alerta.
6. Instalações e Ambiente Físico
Para maior conforto dos recém – nascidos o Método Canguru, também, contempla o ambiente físico visando medidas para o controle de ruídos e luminosidade.
Boxes Individualizados
Oferecemos 15 leitos neonatais distribuídos em “boxes individualizados” com poltronas de aleitamento para proporcionar maior conforto e privacidade aos bebês e suas famílias.
Sala de Ordenha
Contamos com sala de ordenha para maior privacidade das mães e um lactário que atende à UTI 24 horas por dia. Desta forma incentivamos a continuidade do aleitamento materno, mesmo em condições adversas como numa internação em UTI Neonatal.
Controle de ruídos
O ambiente de uma UTI costuma ter muito barulho como o som dos monitores, incubadoras, alarmes, aparelhos de RX entrando e pessoas falando durante o decorrer de todo o dia.
Os recém-nascidos precisam descansar, relaxar e dormir. É durante o sono que ocorre a maior produção de hormônio de crescimento. Além do que, sons ruidosos podem lesar o ouvido do bebê e causar perda da audição e estressar os bebês. O estresse aumenta a freqüência cardíaca, respiratória e pode causar apnéia e queda no nível do oxigênio.
Diminuímos os sons ruidosos em nossa UTI não permitindo celulares, falando mais baixo, não apoiando objetos em cima das incubadoras além de prontamente atender aos alarmes.
Hora do Silêncio: Adotamos, também, numa freqüência de, pelo menos, duas vezes ao dia a “hora do silêncio” na qual a luminosidade da UTI é diminuída e toda a equipe e familiares são convidados a fazer silêncio contemplando a redução da luz e dos sons ruidosos.
Controle de luminosidade
O brilho da luz pode causar lesão nos olhos e a luz constante pode perturbar os ritmos do corpo atrasando o desenvolvimento normal do ciclo sono-vigília.
Por este motivo, colocamos “cueiros” em cima das incubadoras para proteger da luz constante. Em caso de necessidade de fototerapia (banho de luz) utilizamos vendas nos olhos. Procuramos à noite diminuir as luzes utilizando luz submarina. A iluminação da UTI é individualizada, de modo que, cada leito pode ser iluminado, em caso de necessidade, sem perturbar os demais.
7. Equipe multiprofissional
Nosso trabalho é realizado através de equipe multidisciplinar com equipe médica, equipe de enfermagem, fisioterapeutas, fonoaudiólogas, psicóloga e equipe de higiene exclusivas da unidade.
Obedecemos à relação de um profissional de enfermagem para cada dois leitos a fim de garantir segurança e qualidade no atendimento.
A importância deste grupo multidisciplinar é fundamental para a recuperação dos bebês. A equipe médica diagnostica e traça condutas e a equipe de enfermagem realiza o cuidado contínuo.
As fonoaudiólogas trabalham a alimentação precoce e tentam sempre incentivar a sucção e o aleitamento materno. Mesmo os muito prematuros são trabalhados a fim de que, quando estiverem em condições clínicas, possam amamentar.
As fisioterapeutas trabalham os segmentos respiratório e motor.
A psicóloga acolhe as famílias e a equipe e trabalha sempre o fortalecimento do binômio mãe -filho e a inserção do bebê na sua família.
Todo este trabalho realizado em conjunto acelera a recuperação clínica e a alta hospitalar mais precoce.
O maior objetivo deste projeto é ser o mais acolhedor possível neste período de internação na UTI Neonatal e minimizar a dor e o sofrimento dos recém-nascidos e suas famílias. Entender que receber um recém-nascido equivale a receber e acolher também seus pais.
I. Etapas do Projeto
Este atendimento se ao recém - nascido se dá de maneira integral e engloba:
1. Acolhimento das famílias
O acolhimento às famílias é fundamental promovendo suporte aos pais e fortalecimento do binômio mãe - filho. Existe todo um cuidado voltado para o incentivo ao aleitamento materno. Os pais têm acesso ilimitado sem horários estipulados. Proporcionamos a visita ampliada aos avós duas vezes por semana e aos irmãos que realizam suas visitas acompanhadas pela psicóloga do serviço.
2. Controle da dor e do estresse
O método contempla medidas de controle da dor, como aplicação de escalas que monitoram a existência ou não da dor e norteiam condutas de aconchego e até mesmo medicamentosas, se necessário.
Adotamos medidas anti-stress nos procedimentos da UTI neonatal. As coletas de sangue, aspirações ou quaisquer procedimentos que possam causar desconforto, são sempre realizados por dois profissionais, a fim de que um sempre esteja trazendo conforto ao bebê. Até procedimentos que nos parecem simples como pesar e dar banho podem estressar o bebê se não forem realizados de maneira harmoniosa. Assim, as técnicas do método Canguru para o banho (“banho canguru”), pesagem (“pesagem canguru”) e até troca de fraldas de forma mais humanizada proporcionam maior estabilidade clínica e emocional aos bebês.
Outra medida importante de conforto e redução do estresse é o posicionamento no leito
adequado que possibilita que o bebê gaste energia com o seu desenvolvimento e recuperação.
3. Agrupamento de cuidados
Devido ao fato das UTIs serem locais onde os bebês são muito manuseados durante todo o dia, trabalhamos agrupando os cuidados com os bebês, reduzindo, assim, o número de vezes que o bebê é incomodado.
4. Posição Canguru
O símbolo do método é a POSIÇÃO CANGURU, semelhante ao animal que leva sua cria numa bolsa aconchegada ao corpo. Na posição Canguru a mãe coloca o bebê pele-a-pele, envolto por uma faixa no seu corpo, proporcionando o fortalecimento do vínculo mãe-filho e aquecendo o bebê com o calor materno, além de acalmar, remeter ao aconchego uterino e até conferir proteção contra doenças através do contato pele-a-pele.
5. Informação aos pais
Os pais recebem informações diariamente através da rotina médica da Unidade. São realizadas reuniões semanais às segundas-feiras com os pais e avós nas quais as famílias recebem esclarecimentos gerais e possam também trocar experiência se ajudando mutuamente.
Na chegada os pais recebem um manual com informações gerais sobre o funcionamento da UTI Neonatal.
Na alta hospitalar as famílias recebem orientações específicas de cada caso, e um guia com orientações gerais que vão desde cuidados com os bebês em casa até transporte e situações de alerta.
6. Instalações e Ambiente Físico
Para maior conforto dos recém – nascidos o Método Canguru, também, contempla o ambiente físico visando medidas para o controle de ruídos e luminosidade.
Boxes Individualizados
Oferecemos 15 leitos neonatais distribuídos em “boxes individualizados” com poltronas de aleitamento para proporcionar maior conforto e privacidade aos bebês e suas famílias.
Sala de Ordenha
Contamos com sala de ordenha para maior privacidade das mães e um lactário que atende à UTI 24 horas por dia. Desta forma incentivamos a continuidade do aleitamento materno, mesmo em condições adversas como numa internação em UTI Neonatal.
Controle de ruídos
O ambiente de uma UTI costuma ter muito barulho como o som dos monitores, incubadoras, alarmes, aparelhos de RX entrando e pessoas falando durante o decorrer de todo o dia.
Os recém-nascidos precisam descansar, relaxar e dormir. É durante o sono que ocorre a maior produção de hormônio de crescimento. Além do que, sons ruidosos podem lesar o ouvido do bebê e causar perda da audição e estressar os bebês. O estresse aumenta a freqüência cardíaca, respiratória e pode causar apnéia e queda no nível do oxigênio.
Diminuímos os sons ruidosos em nossa UTI não permitindo celulares, falando mais baixo, não apoiando objetos em cima das incubadoras além de prontamente atender aos alarmes.
Hora do Silêncio: Adotamos, também, numa freqüência de, pelo menos, duas vezes ao dia a “hora do silêncio” na qual a luminosidade da UTI é diminuída e toda a equipe e familiares são convidados a fazer silêncio contemplando a redução da luz e dos sons ruidosos.
Controle de luminosidade
O brilho da luz pode causar lesão nos olhos e a luz constante pode perturbar os ritmos do corpo atrasando o desenvolvimento normal do ciclo sono-vigília.
Por este motivo, colocamos “cueiros” em cima das incubadoras para proteger da luz constante. Em caso de necessidade de fototerapia (banho de luz) utilizamos vendas nos olhos. Procuramos à noite diminuir as luzes utilizando luz submarina. A iluminação da UTI é individualizada, de modo que, cada leito pode ser iluminado, em caso de necessidade, sem perturbar os demais.
7. Equipe multiprofissional
Nosso trabalho é realizado através de equipe multidisciplinar com equipe médica, equipe de enfermagem, fisioterapeutas, fonoaudiólogas, psicóloga e equipe de higiene exclusivas da unidade.
Obedecemos à relação de um profissional de enfermagem para cada dois leitos a fim de garantir segurança e qualidade no atendimento.
A importância deste grupo multidisciplinar é fundamental para a recuperação dos bebês. A equipe médica diagnostica e traça condutas e a equipe de enfermagem realiza o cuidado contínuo.
As fonoaudiólogas trabalham a alimentação precoce e tentam sempre incentivar a sucção e o aleitamento materno. Mesmo os muito prematuros são trabalhados a fim de que, quando estiverem em condições clínicas, possam amamentar.
As fisioterapeutas trabalham os segmentos respiratório e motor.
A psicóloga acolhe as famílias e a equipe e trabalha sempre o fortalecimento do binômio mãe -filho e a inserção do bebê na sua família.
Todo este trabalho realizado em conjunto acelera a recuperação clínica e a alta hospitalar mais precoce.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Perguntas frequentes - Doação de órgãos
O que é transplante?
É um procedimento cirúrgico que consiste na reposição de um órgão (coração, pulmão, rim, pâncreas, fígado) ou tecido (medula óssea, ossos, córneas...) de uma pessoa doente (RECEPTOR) por outro órgão ou tecido normal de um DOADOR, vivo ou morto. O transplante é um tratamento que pode salvar e/ou melhorar a qualidade de vida de muitas pessoas.
Quem pode e quem não pode ser doador?
A doação pressupõe critérios mínimos de seleção. Idade, o diagnóstico que levou à morte clínica e tipo sangüíneo são itens estudados do provável doador para saber se há receptor compatível. Não existe restrição absoluta à doação de órgãos a não ser para aidéticos e pessoas com doenças infecciosas ativas. Em geral, fumantes não são doadores de pulmão.
Por que existe poucos doadores? Temos medo de doar?
É uma das razões, porque temos medo da morte e não queremos nos preocupar com este tema em vida. É muito mais cômodo não pensarmos sobre isso, seja porque "não acontece comigo ou com a minha família" ou "isso só acontece com os outros e eles que decidam".
Quero ser doador. O que devo fazer?
Todos nós somos doadores, desde que a nossa família autorize. Portanto, a atitude mais importante é comunicar para a sua família o seu desejo de ser doador.
Quero ser doador. A minha religião permite?
Todas as religiões têm em comum os princípios da solidariedade e do amor ao próximo que caracterizam o ato de doar. Todas as religiões deixam a critério dos seus seguidores a decisão de serem ou não doadores de órgãos. Veja a posição de algumas:
• Judaica - Nada mais judaico do que salvar uma vida;
• Anglicana - Doação de órgãos, um ato de amor a serviço da Vida;
• Católica Romana;
• Umbanda e cultos Afro-brasileiros;
• Doutrina Espírita.
Quando podemos doar?
A doação de órgãos como rim, parte do fígado e da medula óssea pode ser feita em vida. Em geral, nos tornamos doadores em situação de morte encefálica e quando a nossa família autoriza a retirada dos órgãos.
O que é morte encefálica?
Morte encefálica é a parada definitiva e irreversível do encéfalo (cérebro e tronco cerebral), provocando em poucos minutos a falência de todo o organismo. É a morte propriamente dita. No diagnóstico de morte encefálica, primeiro são feitos testes neurológicos clínicos, os quais são repetidos seis horas após. Depois dessas avaliações, é realizado um exame complementar (um eletroencefalograma ou uma arteriografia).
Uma pessoa em coma também pode ser doadora?
Não. Coma é um estado reversível. Morte encefálica, como o próprio nome sugere, não. Uma pessoa somente torna-se potencial doadora após o correto diagnóstico de morte encefálica e da autorização dos familiares para a retirada dos órgãos.
Como o corpo é mantido após a morte encefálica?
O coração bate à custa de medicamentos, o pulmão funciona com a ajuda de aparelhos e o corpo continua sendo alimentado por via endovenosa.
Como proceder para doar?
Um familiar pode manifestar o desejo de doar os órgãos. A decisão pode ser dada aos médicos, ao hospital ou à Central de Transplante mais próxima.
Quem paga os procedimentos de doação?
A família não paga pelos procedimentos de manutenção do potencial doador, nem pela retirada dos órgãos. Existe cobertura do SUS (Sistema Único de Saúde) para isso.
O que acontece depois de autorizada a doação?
Desde que haja receptores compatíveis, a retirada dos órgãos é realizada por várias equipes de cirurgiões, cada qual especializada em um determinado órgão. O corpo é liberado após, no máximo, 48 horas.
Quem recebe os órgãos doados?
Testes laboratoriais confirmam a compatibilidade entre doador e receptores. Após os exames, a triagem é feita com base em critérios como tempo de espera e urgência do procedimento.
Quantas partes do corpo podem ser aproveitadas para transplante?
O mais freqüente: 2 rins, 2 pulmões, coração, fígado e pâncreas, 2 córneas, 3 válvulas cardíacas, ossos do ouvido interno, cartilagem costal, crista ilíaca, cabeça do fêmur, tendão da patela, ossos longos, fascia lata, veia safena, pele. Mais recentemente foram realizados transplantes de uma mão completa. Um único doador tem a chance de salvar, ou melhorar a qualidade de vida, de pelo menos 25 pessoas.
Podemos escolher o receptor?
Nem o doador, nem a família podem escolher o receptor. Este será sempre indicado pela Central de Transplantes. A não ser no caso de doação em vida.
Quem são beneficiados com os transplantes?
Milhares de pessoas, inclusive crianças, todos os anos, contraem doenças cujo único tratamento é um transplante. A espera por um doador, que muitas vezes não aparece, é dramática e adoece também um círculo grande de pessoas da família e de amigos.
Existe algum conflito de interesse entre os atos de salvar a vida de um potencial doador e o da retirada dos órgãos para transplante?
Absolutamente não. A retirada dos órgãos para transplante somente é considerada depois da morte, quando todos os esforços para salvar a vida de uma pessoa tenham sido realizados.
Qual a chance de sucesso de um transplante?
É alta. Mas muita coisa depende de particularidades pessoais, o que impede uma resposta mais precisa. Existe no Brasil pessoas que fizeram transplante de rim, por exemplo, há mais de 30 anos, tiveram filhos e levam uma vida normal.
Quais os riscos e até que ponto um transplante interfere na vida de uma pessoa?
Além dos riscos inerentes a uma cirurgia de grande porte, os principais problemas são infecção e rejeição. Para controlar esses efeitos o transplantado usa medicamentos pelo resto da vida. Transplante não é cura, mas um tratamento que pode prolongar a vida com muito melhor qualidade.
Quanto custa um transplante e quem paga?
Cerca de 86% das cirurgias são financiadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A maioria dos planos privados de saúde não cobre este tipo de tratamento, cujo custo pode variar entre menos de mil reais (transplante de córnea) a quase 60 mil reais (transplante de medula óssea). Os valores previstos na Tabela do SUS em 2008 são os seguintes:
• Córneas 711,46
• Rim doador cadáver 19.272,15
• Rim doador vivo 14.828,17
• Fígado doador cadaver 52.040,00
• Fígado doador vivo 52.070,92
• Coração 22.242,49
• Pulmão 37.070,92
• Pâncreas Isolado 14.828,18
• Pâncreas + Rim 26.020,06
• Medula Óssea 57.997,00
É um procedimento cirúrgico que consiste na reposição de um órgão (coração, pulmão, rim, pâncreas, fígado) ou tecido (medula óssea, ossos, córneas...) de uma pessoa doente (RECEPTOR) por outro órgão ou tecido normal de um DOADOR, vivo ou morto. O transplante é um tratamento que pode salvar e/ou melhorar a qualidade de vida de muitas pessoas.
Quem pode e quem não pode ser doador?
A doação pressupõe critérios mínimos de seleção. Idade, o diagnóstico que levou à morte clínica e tipo sangüíneo são itens estudados do provável doador para saber se há receptor compatível. Não existe restrição absoluta à doação de órgãos a não ser para aidéticos e pessoas com doenças infecciosas ativas. Em geral, fumantes não são doadores de pulmão.
Por que existe poucos doadores? Temos medo de doar?
É uma das razões, porque temos medo da morte e não queremos nos preocupar com este tema em vida. É muito mais cômodo não pensarmos sobre isso, seja porque "não acontece comigo ou com a minha família" ou "isso só acontece com os outros e eles que decidam".
Quero ser doador. O que devo fazer?
Todos nós somos doadores, desde que a nossa família autorize. Portanto, a atitude mais importante é comunicar para a sua família o seu desejo de ser doador.
Quero ser doador. A minha religião permite?
Todas as religiões têm em comum os princípios da solidariedade e do amor ao próximo que caracterizam o ato de doar. Todas as religiões deixam a critério dos seus seguidores a decisão de serem ou não doadores de órgãos. Veja a posição de algumas:
• Judaica - Nada mais judaico do que salvar uma vida;
• Anglicana - Doação de órgãos, um ato de amor a serviço da Vida;
• Católica Romana;
• Umbanda e cultos Afro-brasileiros;
• Doutrina Espírita.
Quando podemos doar?
A doação de órgãos como rim, parte do fígado e da medula óssea pode ser feita em vida. Em geral, nos tornamos doadores em situação de morte encefálica e quando a nossa família autoriza a retirada dos órgãos.
O que é morte encefálica?
Morte encefálica é a parada definitiva e irreversível do encéfalo (cérebro e tronco cerebral), provocando em poucos minutos a falência de todo o organismo. É a morte propriamente dita. No diagnóstico de morte encefálica, primeiro são feitos testes neurológicos clínicos, os quais são repetidos seis horas após. Depois dessas avaliações, é realizado um exame complementar (um eletroencefalograma ou uma arteriografia).
Uma pessoa em coma também pode ser doadora?
Não. Coma é um estado reversível. Morte encefálica, como o próprio nome sugere, não. Uma pessoa somente torna-se potencial doadora após o correto diagnóstico de morte encefálica e da autorização dos familiares para a retirada dos órgãos.
Como o corpo é mantido após a morte encefálica?
O coração bate à custa de medicamentos, o pulmão funciona com a ajuda de aparelhos e o corpo continua sendo alimentado por via endovenosa.
Como proceder para doar?
Um familiar pode manifestar o desejo de doar os órgãos. A decisão pode ser dada aos médicos, ao hospital ou à Central de Transplante mais próxima.
Quem paga os procedimentos de doação?
A família não paga pelos procedimentos de manutenção do potencial doador, nem pela retirada dos órgãos. Existe cobertura do SUS (Sistema Único de Saúde) para isso.
O que acontece depois de autorizada a doação?
Desde que haja receptores compatíveis, a retirada dos órgãos é realizada por várias equipes de cirurgiões, cada qual especializada em um determinado órgão. O corpo é liberado após, no máximo, 48 horas.
Quem recebe os órgãos doados?
Testes laboratoriais confirmam a compatibilidade entre doador e receptores. Após os exames, a triagem é feita com base em critérios como tempo de espera e urgência do procedimento.
Quantas partes do corpo podem ser aproveitadas para transplante?
O mais freqüente: 2 rins, 2 pulmões, coração, fígado e pâncreas, 2 córneas, 3 válvulas cardíacas, ossos do ouvido interno, cartilagem costal, crista ilíaca, cabeça do fêmur, tendão da patela, ossos longos, fascia lata, veia safena, pele. Mais recentemente foram realizados transplantes de uma mão completa. Um único doador tem a chance de salvar, ou melhorar a qualidade de vida, de pelo menos 25 pessoas.
Podemos escolher o receptor?
Nem o doador, nem a família podem escolher o receptor. Este será sempre indicado pela Central de Transplantes. A não ser no caso de doação em vida.
Quem são beneficiados com os transplantes?
Milhares de pessoas, inclusive crianças, todos os anos, contraem doenças cujo único tratamento é um transplante. A espera por um doador, que muitas vezes não aparece, é dramática e adoece também um círculo grande de pessoas da família e de amigos.
Existe algum conflito de interesse entre os atos de salvar a vida de um potencial doador e o da retirada dos órgãos para transplante?
Absolutamente não. A retirada dos órgãos para transplante somente é considerada depois da morte, quando todos os esforços para salvar a vida de uma pessoa tenham sido realizados.
Qual a chance de sucesso de um transplante?
É alta. Mas muita coisa depende de particularidades pessoais, o que impede uma resposta mais precisa. Existe no Brasil pessoas que fizeram transplante de rim, por exemplo, há mais de 30 anos, tiveram filhos e levam uma vida normal.
Quais os riscos e até que ponto um transplante interfere na vida de uma pessoa?
Além dos riscos inerentes a uma cirurgia de grande porte, os principais problemas são infecção e rejeição. Para controlar esses efeitos o transplantado usa medicamentos pelo resto da vida. Transplante não é cura, mas um tratamento que pode prolongar a vida com muito melhor qualidade.
Quanto custa um transplante e quem paga?
Cerca de 86% das cirurgias são financiadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A maioria dos planos privados de saúde não cobre este tipo de tratamento, cujo custo pode variar entre menos de mil reais (transplante de córnea) a quase 60 mil reais (transplante de medula óssea). Os valores previstos na Tabela do SUS em 2008 são os seguintes:
• Córneas 711,46
• Rim doador cadáver 19.272,15
• Rim doador vivo 14.828,17
• Fígado doador cadaver 52.040,00
• Fígado doador vivo 52.070,92
• Coração 22.242,49
• Pulmão 37.070,92
• Pâncreas Isolado 14.828,18
• Pâncreas + Rim 26.020,06
• Medula Óssea 57.997,00
* Fonte: Site ADOTE (Aliança Brasileira pela doação de Órgãos e Tecidos)
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