quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Entrevista com Dr. Luiz Alexandre Cabral – Esquecimento

“O excesso de informação da vida moderna tem contribuído de forma significativa para que adultos jovens sofram de falha de memória.”



Dr. Luiz Alexandre - Neurologista
Você conhece uma pessoa e logo depois esquece o nome dela? Vai ao supermercado e deixa de comprar algum produto porque não se lembra? Saiba que você não é o único a passar por essas situações. Cerca de seis bilhões de pessoas têm o problema. Mas, afinal, porque isso acontece? Para explicar porque acontecem essas falhas de memória, a bem-estar entrevista o neurologista Luiz Alexandre Cabral, que dá dicas de como lidar com o problema.




Perguntas:


Como funciona, no cérebro, o processo de aprendizagem e de memória?


Dr. Luiz Alexandre – As funções de memória não podem ser analisadas com sendo um processo único. Muitos são os mecanismos envolvidos em diferentes tipos de memória, como a de uso imediato chamada operacional, a memória olfativa (para odores), a memória para fatos ou mesmo para o reconhecimento visual; cada qual tem seus circuitos cerebrais envolvidos. Ainda está por ser desvendado pela ciência como a informação fica armazenada em definitivo. Mas alguns mecanismos, chamados mnemicos, ajudam a reter informações, assim como a repetição, a soma de estímulos como audiovisuais ou mesmo a associação de ideias.


Quais são os principais sintomas da perda de memória?


L.A. - As dificuldades na evocação de palavras, nome ou mesmo na realização de tarefas antes conhecidas, pode ser sintoma de falta de memória; mas apenas se os nomes, palavras e tarefas são corriqueiros. Quando deixamos de realizar algo, utilizar termos ou nomear pessoas e lugares por muito tempo, é aceitável alguma falha na realização destas tarefas.


Como é realizado o diagnóstico?


L.A. - Os transtornos que levam ao déficit de memória são em sua maioria de diagnóstico clínico, como depressão, estresse, déficit de atenção hiperatividade (TDAH), entre outros. Mesmos as chamadas demências têm como exame inicial testes específicos, como o exame de Folstein, nos quais são avaliados não somente a memória, mas como também o raciocínio lógico, entre outras funções cerebrais.


Quais são as principais formas de tratamento?


L.A.- Cada transtorno tem seu tratamento específico, mas em geral o exercício diário da memória e do raciocínio, aliados ao sócio criativo e exercício físico regular ajudarão a prevenir estes males.


Quais fatores contribuem para a perda de memória?


L.A. - Algumas doenças clínicas como diabetes mal controladas, hipotireoidismo (transtorno da tireoide) não tratado são exemplos de doenças que podem associar-se a dificuldades de memória. Porém não são apenas as doenças clínicas que causam o problema; o estresse e o excesso de informação da vida moderna tem contribuído de forma significativa para que adultos jovens sofram de falha de memória.


O déficit de memória é patológico?


L.A. - Todo mal que causa desconforto ou perda produtiva ao indivíduo, deve ser abordado como doença. Além de que, os transtornos de memória podem ser um alerta de patologias variadas ainda não diagnosticadas.


Quais prejuízos essa perda de memória pode causar para quem a sofre?


L.A. - O principal diz respeito à capacidade laborativa e de aprendizado. Porém, a capacidade de lidar com as simples tarefas do dia a dia pode ser comprometida, assim como lembrar de pagar suas contas em dia ou perder horários marcados em consultórios e reuniões.


A perda de memória pode estar associada a outras doenças, por exemplo, o Mal de Alzheimer?


L.A. - Um dos primeiros sinais das chamadas demências, grupo de doenças na qual está incluída o mal de Alzheimer, é a dificuldade na retenção de memória ou memória para fatos recentes.


Como se realiza o tratamento de memória e que relação existe entre a memória e a atenção?


L.A. - Para a devida retenção de memória é necessária a atenção ao fato. Desta forma, qualquer distração ou uma cabeça cheia, vão obrigatoriamente comprometer a retenção da memória. O treino da memória passa pela repetição e associação de ideias, entre outros métodos aplicados. Existem até mesmo cursos que ensinam como aumentar sua capacidade de retenção de memória.


Uma pessoa que não consegue lembrar-se à tarde do conteúdo de um artigo que leu pela manhã tem problema de memória ou não prestou atenção ao que leu?


L.A. - As duas situações podem ser verdadeiras. O indivíduo pode tanto apresentar transtorno na memória de retenção, assim como pode ter realizado leitura mecânica, na qual ele lê, mas sem a devida concentração na leitura.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Entrevista com Dr. Ozório Carvalho Chaves – Cirurgia Plástica

 
Dr. Ozório Carvalho Chaves

Não é necessário falar que a beleza está em alta, basta andar nas ruas para constatar que as mulheres estão cada vez mais vaidosas. E é por isso que o Dr. Ozório Carvalho Chaves, 44 anos, tem em seu currículo aproximadamente 8 mil cirurgias plásticas. Formado desde 1991 em Cirurgia Plástica pela Unig, atual Universidade Iguaçu, Ozório fala dos cuidados que as pessoas devem ter na hora de escollher um cirurgião plástico e explica porque o Brasil é referência na área.

Parceiro do HINJA desde 2001, ele fala ainda das novas instalações da unidade e destaca a modernidade do Centro Cirúrgico.

Ozório é natural da capital paulista e chegou a Volta Redonda em 2002, a convite de uma amiga com quem trabalhou no hospital de Itatiaia, onde era concursado. Com 17 anos de profissão, é hoje um profissional conhecido e respeitado pelo que faz.



Entrevista

A busca pelo corpo perfeito aumenta a cada dia, , inclusive entre o público jovem. Existe uma idade predeterminada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica para a realização de plásticas?

Dr. Ozório Chaves - Na verdade, não tem nenhuma idade que a Sociedade determine como padrão mínimo para cirurgia plástica estética. Existe é indicação, por exemplo: quem tem orelha de abano tem que chegar a maturidade da cartilagem da orelha, para poder realizar a cirurgia com sucesso, porque se você fizer antes de atingir a maturidade da cartilagem, você vai impedir a formação correta dela, aí acaba causando deformidade. No caso da orelha de abano, a idade mínima é sete anos. Menos que sete anos não se deve operar. No caso de mama, já coloquei próteses em garotas de 15 anos, porém era moças que tiveram a menarca (primeira menstruação) com nove anos, então aos 15 elas já tinham o corpo quase todo formado. Da mesma forma, já operei paciente com 75 anos.

Quais são as principais restrições em relação à cirurgia plástica?

O.C - Os cuidados são os exames pré-operatórios, que têm que ser bem feitos, como exames de sangue, de urina, radiografia de tórax, eletrocardiograma. Esses são exames específicos para todos. Porém, no caso em que o paciente tenha feito reposição hormonal, por exemplo, existem exames específicos para saber se o tratamento está adequado. Cada caso é um caso, que exige mais ou menos pedidos de exame. O paciente que já tem história de infarto deve fazer um pré-operatório mais rigoroso. Mas é importante destacar que uma coisa que atrapalha muito e pode até contribuir para complicações cirúrgicas são as drogas de uso controlado como as anfetaminas.

Qual é o problema de se fazer uma cirurgia estando com anemia, por exemplo?

O.C. - A maioria das cirurgias implica em perda sanguínea, umas mais outras menos. Então, se o paciente já tem uma anemia, isso pode acarretar até numa transfusão de sangue. Por isso, em uma cirurgia plástica eletiva (com data marcada), o ideal é não operar. Agora, no caso de uma histerectomia, por exemplo, que tem que tirar o útero, deve-se operar e depois repor o sangue, pois se não retirar o útero, a paciente vai continuar sangrando e, consequentemente, vai continuar com anemia. É preciso acabar com a causa, e a única maneira de fazer isso, é tirando o útero.

Quais são os tipos de plásticas mais procurados?

O.C.- Aqui no meu consultório varia muito. Tem mês que tem muita plástica de prótese de mama e, às vezes, muita lipo. Depende da época do ano. No mês de julho, a maior procura é por lipoaspiração e já nos meses de janeiro e fevereiro, aumenta a procura por prótese de mama. Mas, no fim, mama, abdome e lipo são as cirurgias mais procuradas.



Que período você aconselha para a realização de cirurgias plásticas?

O.C. - O clima não influencia no resultado, influencia um pouquinho na qualidade da recuperação do paciente. Para o paciente mais sensível ao frio, é melhorar operar no verão, e vice-versa.

Muitas pessoas têm medo de anestesia, por causa de algumas verdades e mitos que são disseminados. A anestesia oferece algum risco ao paciente?

O.C. - Na verdade, não é só a anestesia que oferece risco é o ato cirúrgico. É evidente que nas cirurgias plásticas estéticas, temos que correr os menores riscos possíveis. As complicações de parto são mais frequentes que as de plásticas. Explico mais ou menos como é o ato cirúrgico, a técnica cirúrgica, falo como que usamos a anestesia geral, qual é a melhor anestesia para cada tipo de cirurgia e, depois disso tudo, o paciente passa pelo meu anestesista, que vai tirar mais algumas dúvidas. Ele vê se o paciente tem alguma alergia a alguma coisa e se já foi submetido a algum procedimento cirúrgico. Isso tudo orienta o anestesista sobre qual a melhor anestesia a ser utilizada e quais as melhores medicações. Esse procedimento acaba esclarecendo e transmitindo mais confiança ao paciente.

Na mamoplastia, por exemplo, que tipo de anestesia é utilizado?

O.C. - Existem vários tipos de anestesia. Pode ser anestesia local, peridural torácica, geral, anestesia com bloqueio intercostal ou anestesia local com sedação, tudo vai depender da paciente, do anestesista e do cirurgião. A melhor anestesia para mamoplastia redutora é , sem dúvida, a geral. Mas já para uma cirurgia de prótese de mama, pode ser a local com sedação, tudo depende de cada paciente. Mas é evidente que cada anestesista vai fazer a técnica que ele tiver mais habilidade.

Quais são os cuidados que o paciente deve ter durante o período de recuperação?

O.C. - De um modo geral, o paciente deve ter cuidado com os esforços desnecessários. O cuidado especial que a gente tem hoje é quanto à vascularização do paciente. O paciente que fica muito tempo acamado facilita a coagulação intravascular. Então tem que fazer o paciente andar cedo para começar a ter uma atividade circulatória melhor. Em alguns tipos de cirurgias, o paciente pode ter a área ventilatória diminuída. Exemplo disso é a plástica de abdome, que acaba apertando o abdome e elevando o diafragma, diminuindo a capacidade física da caixa torácica. Então é interessante fazer exercícios respiratórios. Além disso, é importante ter cuidado com os curativos.

Você afirma que parte do sucesso de uma cirurgia é proveniente do repouso?

O.C. - Hoje a gente não preconiza muito repouso depois da cirurgia. Muito pelo contrário, a gente aconselha que o paciente volte mais rápido possível às atividades. O repouso em si não é muito relevante para a cirurgia. Mas alguns esforços são desnecessários, como pegar peso, por exemplo. O que pode realmente prejudicar o resultado da cirurgia é um trauma direto na área cirúrgica, que pode trazer problemas sérios.

 

Muitos procedimento cirúrgicos são realizados em clínicas que não possuem recursos para socorrer o paciente caso haja alguma complicação cirúrgica. Quais são os riscos que o paciente corre ao escolher uma dessas clínicas?

O.C. - A nossa equipe trabalha correndo os menores riscos possíveis. O risco mais grave é você não ter condições e suporte no momento de uma complicação cirúrgica, o que seria uma complicação seríssima. Porém, as complicações são muito mais raras em cirurgia plástica. É mais fácil a pessoa ter complicações numa gestação do que numa plástica, desde que o procedimento seja realizado por um profissional qualificado. É importante destacar que em um hospital bem equipado, tem pelo menos um cirurgião e um clínico de plantão. No caso de um acidente ou um desconforto do paciente, ele tem atendimento médico imediato. Já nas clínicas, não fica um médico de plantão para o paciente pós-operatório, fica o próprio cirurgião que, na maioria das vezes, está consultando ou operando. Ou seja, operar em hospital de grande porte é muito mais seguro do que em clínicas.

Você falou que hoje existem poucas complicações, mas entre eles qual é a que mais ocorre?

O.C. - No meu caso as complicações mais frequentes são referentes à cicatriz, porque a cicatriz não é uma coisa que depende da técnica cirúrgica, depende mais da qualidade de cicatrização do paciente. Então, o paciente que tem problema de cicatrização acaba se chateando um pouquinho, prolongando mais o tratamento. Mas, na maioria dos casos, as complicação são solucionadas.

Em cirurgia plástica, geralmente os profissionais são especializados em alguma área do corpo. Uns são bons em mama e outras em barriga, por exemplo. Por você realizar diversos procedimentos, como procura se aperfeiçoar nas diferentes áreas?

O.C. - Participo de congressos, ocasiões em que a gente tem opinião, experiências de outros cirurgiões e troca de ideias. Isso vainos atualizando, pois cada ano aparece uma técnica diferente e, normalmente, a gente começa a desenvolver essa técnica. Mas tudo depente da habilidade de cada cirurgião. Você faz a opção por uma técnica, aquela que você tiver mais experiência, mais habilidade e que você achar mais vantajosa. Às vezes, usar duas técnicas diferentes gasta-se muito mais tempo cirúrgico, então optar por aquela que eu gasto menos tempo cirúrgico e que o resultado vai ser semelhante. Quanto a habilidade, eu, particularmente, trabalho bem com lipoaspiração, com prótese de mama e plástica de abdome.

Mas tem alguma área que você goste mais?

O.C. - Eu gosto de fazer cirurgia de nariz, mas não faço com muita frequência porque hoje as pessoas se incomodam mais com a gordurinha localizada do que com a aparência do nariz.



Num momento em que homens e mulheres vivem o culto à juventude e a beleza, como você lida com a ética profissional, tema que vive esbarrando em assuntos poucos falados como limitações, resultados, falsas promessas e imperícias?

O.C. - É uma coisa que está muito na mídia. Na cirurgia plástica existem bons profissionais, mas também exstem profissionais que não são habilitados. Quando vem algum paciente e me pergunta: “Aquele cirurgião, o que o senhor acha dele?”. Pergunto ao paciente o se ele já fez uma pesquisa, principalmente se já viu pacientes operados por ele. Os médicos cirurgiões plásticos foram qualificados e tem muitos cirurgiões que migraram de outras áreas, como por exemplo: um otorrino que começa a operar nariz. Esses profissionais não tem a experiência gera de um cirurgião plástico. O importante é que o paciente conheça alguém que o profissional já tenha operado, porque exstem muitos profissionais que passaram em provas, estudaram, mas que não tem habilidade. Esses profissionais que se predispõem a fazer as cirurgias e que não estão habilitados, tem que ter responsabilidade pelos atos deles, e quem os julga é o CRM (Conselho Regional de Medicina) ou a Justiça.

Antes de procurar um cirurgião plástico, quais são os cuidados que as pessoas devem ter?

O.C. - Procurar médicos que fazem parte da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e, além disso, ver os resultados em pessoas que ele já tenha operado.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, o Brasil é o segundo país do mundo em número de cirurgias plásticas realizadas. A que você atribui o crescimento do segmento?

O.C. - O Brasil é um país tropical e, por isso as pessoas usam poucas roupas. No calor, as pessoas usam roupas menores na praia, e isso incomoda quem tem gordurinha. Outra coisa que tem feito aumentar a procura por cirurgia plástica é o custo. Antigamente a plástica era quase inacessível para a classe média e, hoje, até as classes mais baixas fazem cirurgias plásticas por causa da facilidade de pagamento. Por ser uma referência mundial em cirurgias plásticas, existem no Brasil médicos muito habilidosos que apresentam bons resultados e isso estimula os pacientes.

Quais são as novidades que o Hinja oferece no segmento de cirurgia plástica estética e reparadora?

O.C. - A unidade é fantástica é o Centro Cirúrgico. Hoje o Hinja tem o Centro Cirúrgico mais moderno, pelo menos no estado do Rio, com instalações excelentes, materiais e equipamentos de última geração. E isso tudo repercute na cirurgia plástica.














































































Palestra Gratuita de Medicina Preventiva - Menopausa

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Entrevista - BURSITE



Entrevista com Dr. SérgioPistarino (Ortopedista) - Tema: Bursite



Quem sofre de bursite sabe o incômodo que a dor provoca. A pessoa não pode fazer esforço que o corpo logo dá sinais de que algo não vai bem. Causada pelo excesso de pressão sobre a bursa (pequena bolsa contendo líquido que envolve as articulações e funciona como amortecedor entre ossos, tendões e tecidos musculares), a bursite pode ser evitada.  Por isso, conversamos com o ortopedista Sérgio Eduardo Pistarino, que explicou o que é bursite e como a pessoa acometida por essa doença pode proceder.
Natural de Buenos Aires, onde se formou em medicina em 1982, Sérgio Pistarino se especializou em cirurgia de ombro e cotovelo no Instituto de Ortopedia e Traumatologia de Passo Fundo, de Porto Alegre. Há aproximadamente 9 anos integra o corpo clínico do Hospital HINJA, onde realiza cerca de dez cirurgias por mês.

O que é bursite?

Primeiramente temos que explicar ao leitor o que são as bursas e qual a função que elas desempenham no nosso corpo. A bursa sinovial é um saco membranoso de paredes finas que produz pouca quantidade de líquido, cuja função é lubrificar lugares onde naturalmente existe atrito entre ossos e tendões, como acontece nas articulações.
A bursite é a inflamação na bursa, e a que mais inflama é a do ombro. Por isso costuma-se associar o termo bursite a dor no ombro.

Quais são as regiões atingidas pela bursite?

Ombro, cotovelo, joelho, calcâneo, dentre outras.

Quais são as causada da bursite?

Geralmente a bursite é causada por situações nas quais há um excesso de pressão aplicada sobre a bursa, provocando o engrossamento das paredes com aumento excessivo da produção de líquido. Este fenômeno, mistura de hiperpressão e de fricção, hoje conhecido com síndrome de impacto, costuma ser provocado frequentemente por: traumas agudos, esforços repetitivos, defeitos posturais, lesões dos tendões, doenças reumáticas, gota, diabetes, infecções, dentre outras.
Como vemos, o diagnóstico de bursite não é completo, sendo importante descobrir a causa e tratar de forma adequada, evitando as recidivas e complicações. Em resumo, a bursite é a consequência e não a causa do ombro dolorido.

Fale da importância do dignóstico e do tratamento precoce.

A bursite ou síndrome de impacto tem três estágios.
Primeiro estágio: caracterizado por atrito entre as estruturas, com queixas leves, mas sempre ligadas a atividades com membros superiores elevados, como por exemplo, a posição exigida nas profissões de barbeiro, soldador, dentista, etc.
Segundo estágio: Na persistência das causas anteriores, o ombro passa a ter a “famosa bursite e tendinite”.
Terceiro estágio: A falta de tratamento correto dos estágios anteriores, leva à ruptura dos tendões(manguito rotador), que irá trazer desde dificuldade até incapacidade de elevar o braço. Sendo esta a situação mais grave de todas.
Não ocorrendo o diagnóstico em fases  iniciais, o tratamento reuer cirurgia. Por isso, a importância do tratamento adequado desde o início do problema.

Quais os principais sintomas de bursite?

O paciente sente dores de intensidade progressiva, inicialmente localizadas no ombro e projetando-se em seguida até o punho. O exame revela acentuada limitação da movimentação, aumento da temperatura local, vermelhisão e inchaço.

Como é feito o diagnóstico de problemas na articulação do ombro?

Dr. Sérgio Pistarino - Ortopedista
O ortopedista especializado é o profissional mais indicado para a abordagem do problema. O exame clínico do paciente é de fundamental importância, com isto, 70% do diagnóstico estará concluído. Para os casos mais complexos, contamos com recursos de imagens como radiografias, ultrassonografias, ressonâncias magnéticas e exames laboratoriais.

Quais as formas de tratamento da bursite?

O tratamento de modo geral, é conservador, isto é, por meio de repouso da articulação, restrição das atividades físicas e esportivas durante a fase guda, compressas de água gelada e o uso de anti-inflamatórios não hormonais.
Uma vez controlada a dor e limitação, a fisioterapia deverá participar com a finalidade de diminuir as condições de atrito com alongamento das estruturas, correção da postura e fortalecimento seletivo da musculatura.

A acupuntura é uma opção para o alívio da dor?

Quando não se consegue melhora com os tratamentos tradicionais, a ressecção da bursa poderá ser uma alternativa. Só haverá sucesso do tratamento a médio e longo prazo, se pudermos encontrar a causa da bursite.

O que é videoartroscopia?

A técnica de videoartroscopia permite examinar e tratar problemas localizados no interior das articulações utilizando pequenos instrumentos de 4mm de espessura, que são introduzidos na articulação doente por pequenos cortes (menores de 1cm).
O método foi desenvolvido no Japão em 1950 com fins diagnósticos no joelho. Atualmente, além de ser utilizado como exame diagnóstico em várias articulações, é a opção mais moderna para a realização de cirurgia.
Resumindo: começou como um exame para se saber o que acontecia dentro da junta e hoje se usa também para realizar a cirurgia e resolver o problema.

Quais são as vantagens de se fazer uma cirurgia por via artroscopia?

O ombro é uma articulação protegida por músculos que, na cirurgia convencional, são cortados com objetivo de chegar  à articulação. Esses cortes são cuidadosamente reparados após o término do procedimento, mas sendo uma área do corpo muito sensível, a dor intensa no pós-operatório é inevitável.
Na videoartroscopia temos: cortes menores de 1 cm; menor chance de infecção; menos dor no pós-operatório; maior aceitação dos idosos e maior aceitação dos jovens por motivos estéticos.

Em que caso a cirurgia artroscópica no ombro é indicada?

Todo paciente que apresente um quadro crônico de dor no ombro e que tenha indicação  de tratamento cirúrgico irá se beneficiar com a técnica de artroscopia. A técnica  permite o tratamento  da bursite e tendinite crônicas, calcificações grandes,  lesões dos tendões, luxações de repetição (ombro que sai do lugar), dentre outros.

Como prevenir estes problemas que acometem o ombro?

Eliminando os fatores que levam ao impacto das estruturas. Recomenda-se: Evitar posições e atitudes que aumentem a pressão sobre as bursas; evitar ficar na mesma posição por muito tempo; utilizar protetores acolchoados para as articulações; não firmar o peso sobre o braço por muito tempo e, durante viagens longas, manter os braços mais próximos ao corpo;
• Manter um equilíbrio entre o esforço e o descanso, interrompendo de tempos em tempos a prática de atividades que aumentam a pressão nas articulações;
• Caso sinta dor durante a realização de um exercício, pare por uns momentos e modifique o modo de praticá-lo, ou não pratique mais;
• Converse com seu médico sobre a prática de atividades que não  ocasionem a bursite para manter a flexibilidade e a força muscular.;
• Mantenha-se no seu peso ideal, pois o excesso de peso também aumenta a pressão sobre as bursas.

A alimentação pode influenciar no processo inflamatório?

Para alguns problemas no ombro que têm reação com doenças metabólicas como a gota e o diabetes, fica claro que a dieta cumpre um papel importante para manter os valores de ácido úrico ou de glicemia, respectivamente. O cuidado com a obesidade também favorece na prevenção, mas lembre-se de eu há outros fatores não alimentares que são de maior importância.

Alguma profissão, em especial, pode favorecer o aparecimento de dor no ombro?

Várias. Toda profissão ou esporte que obrigue a fazer esforços repetitivos com os membros superiores elevados acima da linha do peito, são causadores potenciais de ombro doloroso. Cabeleireiros, barbeiros, manicures, mecânicos, soldadores, jogadores de vôlei, tênis, esportes de arremeço, costumam freqüentar os consultórios com queixas no ombro.
Também acontece em trabalhadores que pegam muito peso, como pedreiros, serventes, metalúrgicos, agentes de propaganda, representantes comerciais (que trabalham com caixas de ferramentas ou com pastas pesadas, respectivamente).
Vale lembrar que existe uma tendência individual, geneticamente determinada, que favorece o enfraquecimento de estruturas. Este fenômeno se apresenta na quarta década da vida, havendo variações de uma pessoa para outra.

Como esses profissionais devem agir para evitar a bursite?

Diminuindo a carga de trabalho, mas na prática isso é difícil, principalmente hoje num mercado cada dia mais competitivo.
Condutas individuais de prevenção (trabalhadores autônomos): cuidar principalmente da postura corporal como um todo; evitar esforços repetitivos com membros superiores; fazer muito alongamento para evitar a fricção das estruturas nas áreas críticas; manter uma atividade aeróbica e não fumar; manter uma alimentação adequada controlando os triglicerídios, colesterol e ácido úrico; vigiar o peso corporal; procurar dormir bem.
Condutas coletivas de educação e prevenção (empresas de pequeno, médio e grande porte): fomentar descanso das atividades por períodos de  10 minutos; participação do médico do trabalho a prevenção, conhecendo os setores de risco; fisioterapeutas contratados para coordenar programas de ensino de ergonomia.


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

HINJA vence na categoria Serviços – Grande Empresa no Prêmio Mérito Lojista 2011


Solenidade realizada pelo CDL-VR aconteceu no dia 13 de julho no Cine Nove de Abril

O evento realizado pela CDL-VR (Câmara de Dirigentes Lojistas de Volta Redonda), aconteceu na quarta-feira, dia 13 de julho, no Cine Nove de Abril, onde as empresas que mais se destacaram nos dois últimos anos, recebem uma premiação de acordo com a sua categoria.

Nesta edição, foram selecionados 18 finalistas em três categorias (Pequena ou Micro, Média e Grande) dos setores de Serviços e Comércio. Este ano também teve um show com o ator e humorista, Nelson Freitas, seguido de um coquetel para 1.500 convidados no Memorial Getúlio Vargas.

Os finalistas de todas as categorias foram divulgados no fim do mês, depois de passarem por rigorosa avaliação dos consultores do SEBRAE (apoiador do Prêmio Mérito Lojista), onde o HINJA concorreu e venceu na categoria “Serviços - Grande Empresa”, com as empresas ICT e Med Life.